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'Gringo na laje': Livro mostra a relação entre turistas estrangeiros e moradores na favela

Publicada em 06/04/2010 

O Globo

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RIO - Para entender o fenômeno contemporâneo que atrai cerca de 3,5 mil turistas estrangeiros mensalmente às ruas e vielas da Rocinha e que fez nascer pelo menos cinco agências de viagem especializadas no "turismo da pobreza", uma das principais editoras de ciências sociais do mundo, a inglesa Routledge, vai publicar a pesquisa da socióloga carioca Bianca Freire-Medeiros, "Gringo na laje", realizada entre 2005 e 2008, na favela de São Conrado. Para esse trabalho, Bianca embarcou literalmente com sua equipe nos jeeps que levam os visitantes ao reality tour da pobreza, como ela denomina esses passeios, para descobrir o que os turistas esperam encontrar e, principalmente, o que os moradores da comunidade pensam dessa "invasão" estrangeira.

A socióloga Bianca-Freire Medeiros (ao centro) na Rocinha, com duas pesquisadoras da equipe: Fernanda Nunes (à direita de Bianca) e Palloma Menezes (esq.) - Foto arquivo pessoal - O GLOBO

Como mostra matéria publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo, "Gringo na laje", publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi transformado num livro de bolso e será publicado agora em língua inglesa na versão integral, sendo vendido em livrarias européias. Segundo a autora, o que mais chamou a atenção na pesquisa foi o fato de que, ao contrário do que se esperava, a maioria dos moradores da Rocinha é receptiva à presença dos turistas estrangeiros (65% europeus, seguidos por americanos e o restante de nacionalidades variadas) e não por razões econômicas imediatas - como, por exemplo, gorjetas, donativos, compra de bebidas, alimentos ou artesanato dos artistas locais.

- O morador da Rocinha sabe que o turista chega à comunidade com a intenção de ver de perto as tão propaladas violência e pobreza. Mas também sabe que, através desse visitante, é possível mudar no exterior o estigma de se trata de área violento, onde as pessoas vivem na pobreza. Eles querem mudar essa visão. E é fato que os turistas chegam com a ideia de que as pessoas de lá não trabalham e são pedintes, mas saem com uma visão bem diferente - garante Bianca, que entrevistou, com sete colaboradores, cerca de 200 turistas.

Além de entrevistas, a equipe acompanhou o que os visitantes estrangeiros postaram em blogs e páginas de relacionamento da internet. Ainda segundo a socióloga, os relatos sobre a experiência são positivos. No entanto, as fotografias (foram analisadas 700) postadas por eles ainda seguem os velhos clichês: os moradores fotografados são os negros e o destaque é para as áreas com lixo, galinhas ciscando e as casas mais pobres. As imagens de prosperidade não são destacadas.

- O curioso é que nos relatos sobre a visita, os turistas sequer mencionam sobre possível mau cheiro vindo de casas ou ruas. Mesmo assim, eles gostam de destacar as fotos de lixo - destaca Bianca a contradição.

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Palestra do professor Shawn Stein, do Dickinson College, dia 25 de maio de 2017, às 14h. Praia de Botafogo, 190 - Fundação Getúlio Vargas, auditório 1014.

Aula aberta com a profª Jane Russo (IMS-UERJ). Dia 26 de maio de 2017, às 10h. Praia de Botafogo, 190 - Auditório 420, Botafogo, Rio de Janeiro. 

Palestra com Fernando Teixeira da Silva (UNICAMP) e comentários de Elina Pessanha (UFRJ). Dia 26 de maio de 2017, às 14h. Na Avenida Rui Barbosa, 762 - Flamengo. 

Dia 24 de maio, "Mobilizações, representações e resistências periféricas a partir da História Oral", com Mauro Amoroso (FEBF/UERJ). Dia 29 de maio, "Caminhos pela História Oral: debates metodológicos", com Vivian Fonseca (CPDOC/FGV e UERJ). Sempre às 9h20, no auditório 1027, Fundação Getulio Vargas.

Palestra com Raphael Rajão Ribeiro (doutorando PPHPBC/FGV).Dia 12 de junho de 2017, às 16h, sala 207, Bloco P, Campus Gragoatá, Universidade Federal Fluminense (UFF)

As mesas programadas abordarão experiências corporativas latino-americanas e ibéricas. Acontece entre os dias 26 e 27 de junho de 2017, a partir de 9h30, no auditório 908, Fundação Getulio Vargas.

A Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas convida para o I Seminário “Novas perspectivas sobre o Corporativismo”, que abordará experiências corporativas latino-americanas e ibéricas, nos dias 26 e 27 de junho de 2017, na Praia de Botafogo, 190 - Fundação Getulio Vargas, auditório 908. Botafogo, Rio de Janeiro. 

A revista discente do Programa de Pós Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC convida os interessados para que enviem seus trabalhos (artigos, resenhas e entrevistas). O prazo para submissão é 21 de julho de 2017. Saiba mais.

Seminário internacional que visa debater aspectos relacionados às questões étnico-raciais, uso de audiovisual e o impacto de novas tecnologias de informação no ensino de História e Ciências Sociais. Dias 28, 29 e 30 de agosto de 2017, na FGV, Rio de Janeiro. Inscrições abertas.

Tema deste ano: ‘Intérpretes do Brasil - Estratégias de Leitura’. Laboratório do Pensamento Social (LAPES) do CPDOC. Acontece nos dias 14 e 15 de setembro de 2017. Inscrições de trabalhos até o dia 10 de junho de 2017.

   

 

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