memória

Edição nº 3, ano II

Publicado em: 
06 de Jul de 2010

edição nº 3, ano II · A Revista Mosaico completa aqui seu primeiro aniversário. Em sua segunda edição, em novo formato visual, a publicação aponta para suas raízes interdisciplinares e discentes, trazendo à tona a mais recente produção científica do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais, resultado da experiência em dezembro último da I Jornada Discente do PPHPBC. Os textos apresentados nesta edição correspondem ao que de melhor circulou em cada uma das mesas do evento, coordenadas sempre por professores e pesquisadores da casa.

Edição nº 2, ano I

Publicado em: 
16 de Dez de 2009

edição nº 2 (ano I) • A revista Mosaico em sua edição nº1 traz à luz um debate sobre construção de memórias e cidadania. Em uma avaliação que perpassa as preocupações lançadas pelos artigos, a compreensão da memória construída como instrumento de mobilização cidadã em vista a um projeto democrático aparece na discussão sobre a Revolta Constitucionalista de 1932, bem como na análise do sincretismo religioso brasileiro, passando, é claro, pela influência de uma instituição militar na vida cotidiana e no desenvolvimento de um bairro carioca.

Edição nº 1, ano I

Publicado em: 
12 de Mar de 2009

edição nº 1, ano I · A Revista Mosaico é a revista discente do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais (PPHPBC) do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (Cpdoc/FGV). Como o próprio nome diz, a revista é um "mosaico" de interdisciplinaridade, congregando pesquisas sobre história e ciências sociais em várias de suas vertentes. Nesta edição de estréia, falamos do processo de construção e das disputas em torno da memória e suas representações.

A poética das casas museus de heróis populares

Mario Chagas
Unirio / IBRAM
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
Trabalhando com a categoria "casa museu", a partir da noção de uma poética do espaço, de Bachelard, o artigo propõe uma reflexão sobre as experiências de museus construídos em torno de figuras de heróis populares como Chico Mendes, Mestre Vitalino e Cora Coralina.
Abstract: 
Working with the category of "house museum", from the notion of a poetics of space, extracted from Bachelard, this article proposes a reflection on the experiences of museums built around figures of folk heroes such as Chico Mendes, Mestre Vitalino and Cora Coralina.

 

Evocando as lembranças da casa, adicionamos valores de sonho. Nunca somos verdadeiros historiadores; somos sempre um pouco poetas, e nossa emoção talvez não expresse mais que a poesia perdida.

Gaston Bachelard

Imagens turísticas do Rio de Janeiro: memória, representação, identidade e sedução

Editorial: 
Edição nº 1, ano I
Isabella Perrotta
PPHPBC/Cpdoc/FGV
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
Imagens participam da construção de identidades, imaginários e memórias. Desde que viajantes foram se transformando em turistas, a imagem funcionou tanto como representação e divulgação de lugares desconhecidos, quanto como memória para as experiências vivenciadas na viagem. Este artigo analisa imagens que participaram da construção do Rio de Janeiro como destino turístico, na passagem do século 19 para o 20. Especificamente, nos anúncios de hotelaria e nos postais da região portuária.
Abstract: 
Images participate of the construction of identities, imaginary and memories. Since travelling were been transforming into tourism, the image functioned in such a way as representation of unknown places, as memory for the experiences lived in a trip. This article analyses images that had participated of the construction of Rio de Janeiro as touristic destination, in the passage of 19 th for the 20th century. Specifically, in advertisings of hotels and postcards of the port area.

Ainda hoje – mundo globalizado, de consumo acessível e bombardeado pela publicidade – as viagens estão mais no âmbito do ocasional ou do extraordinário, que do cotidiano. Viajar é justamente sair do dia-a-dia, e alguns lugares são visitados uma única vez na vida de uma pessoa. Por isso, as viagens sempre fomentaram a memória e estão associadas a objetos que estimulam a recordação. Objetos que levamos para casa como se estivéssemos levando um pouco do lugar visitado.

A retórica autobiográfica em Dias Gomes: apenas um subversivo?

Igor Sacramento
ECO-UFRJ
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
Neste artigo, analiso a construção do ethos de Dias Gomes na narrativa de sua autobiografia, Apenas um subversivo. Discuto como a narrativa se estrutura numa dupla forma: reforça a autoridade do indivíduo por ele ser autor, narrador e protagonista de sua própria história (maior especialista no seu próprio passado do que qualquer outro) e dialoga com a sua imagem pública (seu ethos prévio) e com o seu público na produção de um eu autobiográfico (o ethos enunciado). Desse modo, o ethos autobiográfico de Dias Gomes é construído na relação com outros discursos e na adequação com seu público imaginado. Não produz somente uma desvelação dos acontecimentos vividos, mas é fundamentalmente uma encenação de sentidos construída a partir de enquadramentos da memória de sua história como a de apenas um subversivo.
Abstract: 
This article discusses the construction of ethos in the narrative of Dias Gomes’ autobiography, Apenas um subversivo. Discuss how the narrative is structure in two forms: strengthening the authority of the individual because he is author, narrator and protagonist of his own history (greater specialist in his own past than any other) and dialogues with its public image (ethos prior) and with your audience in the production of an autobiographical self (the ethos statement). Thus, the ethos autobiographical Dias Gomes is built on relationships with other discourses and the appropriateness with their audience imagined. Not only produces auncovering the events experienced, but is fundamentally a enactment of meaning frameworks constructed from memory its history as the only one subversive.

Introdução

Ditadura militar e resistência legal: as memórias de Mércia Albuquerque através do seu diário (1973)

Editorial: 
Edição nº 1, ano I
Angela Moreira Domingues da Silva
PPHPBC/Cpdoc/FGV
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
O presente artigo tem como objetivo analisar o diário da advogada de presos políticos durante a ditadura militar, Mércia Albuquerque, no ano de 1973, à luz do debate sobre a memória e seus usos. Acrescenta-se a isso, a possibilidade de analisar a atuação da Justiça Militar através de um enfoque diferenciado dos tradicionais estudos sobre o tribunal militar, uma vez que, através do registro de Mércia, pode-se ter acesso a relatos sobre a estrutura do foro castrense, além dos atores que o compõem, que não estão presentes na produção documental própria do tribunal militar em sua dinâmica processual.
Abstract: 
El presente artículo tiene como objetivo analizar el diario de la abogada de presos políticos durante la dictadura militar, Mércia Albuquerque, en el año de 1973, a través del debate sobre la memoria y sus usos. Acrecentase la posibilidad de analizar la actuación de la Justicia Militar a través de un enfoque diferenciado de los tradicionales estudios sobre el tribunal militar, pues a través del registro de Mércia, puédese tener a relatos sobre la estructura del foro castrense, además de los actores que lo integran y que no están presentes en la producción documental propia del tribunal militar en su dinámica procesal.

Eu trago no rosto

Sulcos profundos.

Que cicatrizes são

De dez anos de luta

Onde está a minha juventude

A beleza de minha mocidade

Procuro e não encontro

Realengo e a Escola Militar: um estudo sobre memória e patrimônio urbano

Editorial: 
Edição nº 2, ano I
Claudius Gomes de Aragão Viana
PPHPBC/Cpdoc/FGV
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
Descreve-se o desenvolvimento de Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro, e suas referências à Escola Militar, que lá funcionou entre 1913 e 1944. O patrimônio material da escola e os relatos de antigos integrantes e de moradores do bairro sustentam a análise da constituição dos espaços militares na região, tomados como pontos de articulação de questões relacionadas à patrimônio e memória. Observa-se que os espaços estudados ilustram o conceito de lugares de memória, considerando o ambiente como suporte da memória coletiva.
Abstract: 
It describes the development of Realengo, suburb of Rio de Janeiro, and its references to the Military School, who worked there between 1913 and 1944. The material patrimoy of the school and reports of it members and neighborhood residents to support the analysis of the establishment of military areas in the region, taken as points of articulation of issues related to heritage and memory. The spaces studied illustrate the concept of memory places, considering the environment in support of the collective memory.

A sociedade da metade do século XX, com os problemas que se colocam diante de nós, como a atitude diante da vida, a atitude diante da morte, os contraceptivos, etc., são para mim fontes históricas. Não posso fazer abstrações das observações que faço quando saio na rua. A vida de todos os dias é apaixonante, e quanto mais ela for cotidiana mais ela é apaixonante. Talvez seja essa, para mim, a maneira de entrar na História. Não digo que seja o fundamental.

Canudos: guerras de memória

Editorial: 
Edição nº 1, ano I
Vanessa Sattamini Varão Monteiro
PPGHIS/PUC-RIO
Rio de Janeiro/RJ
Resumo: 
Este artigo tem por objeto a memória da guerra de Canudos. O objetivo primordial é pensar como a aldeia conselherista continuou a representar a delimitação de uma fronteira, um pertencimento, foi um amálgama que unificou uma comunidade formada por afinidade eletiva e lhe deu identidade. Mesmo que durante muito tempo na história oficial que a República nascente pretendeu construir não houvesse espaço para a memória daquele grupo minoritário de sobreviventes. É a partir do entendimento da memória, enquanto instrumento de dominação, que proponho uma reflexão sobre a relação entre história, memória e esquecimento na guerra de Canudos.
Abstract: 
This article's intent is the Canudos' War remembrance. The prime objective is to imagine how the Cousilman's Village proceeded as a territorial demarcation, a possession, a mixture that merged a whole community formed by elective affinity, and from which gained its identity, although the newly born republic official history tried to thwart or contradict. Working from the memory understanding, while domination vehicle, I offer this article for a reflection envolving the relations among history, memory, and forgetfullness of the Canudos War.

Canudos foi resultado de vinte anos de peregrinação de Antônio Vicente Mendes Maciel, que passou a ser conhecido como Antônio Conselheiro. A aldeia denominada de Belo Monte foi fundada em 1893. O lugar escolhido era uma fazenda abandonada, que ficava às margens do rio Vaza-Barris. O nome Canudos, que acabou por se popularizar, é referência uma planta da região, de haste oca como um Canudo, utilizada por antigos para fazer canudos de pitos para fumar.

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