Edição nº 3, ano II

Publicado em: 
06 de Jul de 2010

edição nº 1, ano I · A Revista Mosaico completa aqui seu primeiro aniversário. Em sua segunda edição, em novo formato visual, a publicação aponta para suas raízes interdisciplinares e discentes, trazendo à tona a mais recente produção científica do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais, resultado da experiência em dezembro último da I Jornada Discente do PPHPBC. Os textos apresentados nesta edição correspondem ao que de melhor circulou em cada uma das mesas do evento, coordenadas sempre por professores e pesquisadores da casa.

Artigos

Luciana Pessanha Fagundes
PPHPBC-FGV
Rio de Janeiro/RJ

O presente artigo tem como foco a figura do Conde d’Eu, analisada em alguns momentos específicos. O primeiro deles remete à sua experiência no Brasil do Segundo Reinado, onde viveu por mais de 20 anos, após o seu casamento com a princesa Isabel em 1864, e durante o qual o Conde não angariou muitas simpatias, sendo representado como o príncipe estrangeiro e antipático, além de avarento, deselegante e descortês. O fato é que, até final do século XIX, o Conde não era bem quisto no Brasil.

Sérgio Montalvão
PPHPBC-FGV
Rio de Janeiro/RJ

Instrumento normativo considerado fundamental na definição de um sistema nacional de educação, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) aparece no texto constitucional de 1946 entre as competências legislativas da União — de acordo com o artigo 5º, item XV, letra d — constituindo-se em matéria de apreciação do Congresso Nacional.1 Essa e outras matérias foram assim encaminhadas, inserindo-se em um novo arranjo institucional, que rompia com o presidencialismo autocrático da Constituição de 1937 e, embora mantivesse a iniciativa legislativa do

Maria Cláudia Cardoso Ferreira
PPHPBC-FGV
Rio de Janeiro/RJ

1 - O associativismo negro em São Paulo

Entre o final do século XIX e o início da década de 1940 ocorreram na cidade de São Paulo formas variadas de associativismo negro, tais como clubes dançantes, literários, grupos dramáticos, associações mantenedoras e beneficentes, pequenos jornais ligados às associações ou editados por grupos independentes, além das entidades político-sociais surgidas a partir da década de 1930, do qual a Frente Negra Brasileira figura como o caso mais bem sucedido (DOMINGUES, 2005).  

Vanuza Moreira Braga
PPHPBC-FGV
Rio de Janeiro/RJ

1 - Introdução

O Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) foi criado pela lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo decreto-lei nº 25 de 30 de novembro do mesmo ano. Em última análise, podemos afirmar que sua criação é fruto de demandas de longo prazo pela preservação dos bens de valor histórico e artístico brasileiros, mas que ganharam visibilidade a partir dos anos de 1920 com o fortalecimento das questões de cunho nacionalista.1

Ana Cristina Santos Matos Rocha
PPHPBC/FGV
Rio de Janeiro/RJ

Na década de 1970, a produção historiográfica passou por uma renovação no sentido de desviar o foco das estruturas para investigar as práticas culturais e resgatar a história política, valorizando o indivíduo como agente histórico. Neste período, os arquivos pessoais passaram a ser valorizados enquanto fonte para pesquisa histórica. A discussão sobre as implicações metodológicas do trabalho com fontes dessa natureza gerou um debate que perpassava questões sobre a legitimidade destas e de seus usos.

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