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Memória do Cinema Documentário Brasileiro: histórias de vida

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Eduardo Escorel

Eduardo Escorel nasceu em 1954 na cidade de São Paulo. Filho do diplomata Lauro Escorel e de Sarah Escorel de Moraes, passou grande parte da infância no exterior. Na adolescência morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, desenvolvendo desde cedo o gosto pelo cinema. Seu primeiro contato com a atividade cinematográfica se deu aos 17 anos de idade, em 1962, durante o curso ministrado pelo cineasta sueco Arne Sucksdorff. Em 1964, trabalhou pela primeira vez como assistente de direção no filme O padre e a moça, de Joaquim Pedro de Andrade. Filme que ele também montaria. Mas foi a partir de Terra em transe (1966), de Glauber Rocha, que Eduardo Escorel passou a ser reconhecido como o montador do Cinema Novo. Tem início um longa carreira onde constam alguns dos principais títulos do cinema brasileiro: Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro, São Bernardo (1971), de Leon Hirszmann, Cabra marcado para morrer (1985), de Eduardo Coutinho, Santiago (2007), de João Moreira Salles, são apenas alguns dos filmes em que ele atuou como montador. Para além da montagem, Eduardo Escorel desenvolveu uma sólida carreira de diretor. Após Betânia bem de perto (1966), documentário dirigido em parceria com Júlio Bressane, realizou diversos filmes de ficção. Por Lição de amor (1975) recebeu, entre outros, o prêmio de melhor diretor no IV Festival de Gramado. Em 1990, voltou a dirigir documentários, 1930 - Tempo de revolução (1990), deu início a trilogia A era Vargas, que interroga esse período da história do Brasil a partir do uso de imagens de arquivo. Atualmente, além de diretor e montador, Eduardo Escorel atua como crítico de cinema no blog da Piauí e como coordenador da Pós-Graduação em Cinema Documentário da Fundação Getulio Vargas .

 

 

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Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 01.06.2012

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1º Bloco
A primeira infância; viagens da família acompanhando o pai diplomata; período que morou com os pais no Rio de Janeiro; a vida nos Estados Unidos; a relação mais próxima com a irmã Silvia; o motivo da volta para o Brasil aos 10 anos de idade; a influência da carreira do pai para as filhas; a carreira dos filhos como motivo de orgulho para o pai.
 
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2º Bloco
Memórias da primeira infância relacionadas ao cinema; a valorização do cinema no ambiente familiar; lembranças de filmes assistidos nos Estados Unidos e depois no Rio de Janeiro; influência dos amigos interessados em cinema na juventude; as grandes mostras retrospectivas que o influenciaram.
 
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3º Bloco
A vida com os avós maternos; o período de adaptação a vida em São Paulo; a convivências filhos de amigos dos pais, que também, eram interessados por cinema; como seus pais se conheceram; a formação dos pais e as diferenças ideológicas; o artigo de Paulo Emilio; a repercussão da união, nas respectivas famílias e amigos; as origens do avô materno.
 
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4º Bloco
O vestibular para Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); o interesse por cinema em 1962 no curso do Arne Sucksdorf; a volta para São Paulo a rotina de estudos; o curso e seu conteúdo; o trabalho do Arne Sucksdorf; lista de pessoas indicadas para lecionar o curso; alunos que participaram do curso; a relação entre os acontecimentos de 1962 e o curso de Arne Suckddorf; o projeto de filme do Sucksdorf; a permanência de Sucksdorf no Brasil.
 
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5º Bloco
O curso preparatório para o vestibular de Arquitetura em São Paulo; a volta pro Rio de Janeiro e o trauma do Golpe Militar de 1964; novamente o contato com pessoas que faziam Cinema; o trancamento da faculdade de Física; o cinema como maneira de encontrar grupe de referências e estabelecer informações.
 
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6º Bloco
O Golpe Militar de 1964; o trauma do Golpe e a completa mudança de ambiente e possibilidades; alguns filmes importantes do Período 1964 -1968, como reações ao que aconteceu em 1964 ; interrupção da filmagem de Cabra marcado para Morrer; o artigo de Alex Viany; 1962; o prêmio de O pagador de Promessas no Festival de Cannes; o grupo de pessoas do cinema novo; dificuldades com o grupo de Cineastas de São Paulo; como se tornou o montador do Cinema Novo; a montagem de Terra em Transe, O Padre e a moça e Macunaíma.
 
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7º Bloco
As primeiras remunerações e a dependência financeira dos pais; o casamento e o impacto da vida financeira;tempo na adolescência em 1963 que freqüentou a casa de Ana Luisa Escorel; a convivência com os pais de Ana Luisa; o reencontro e o casamento em Fevereiro de 1968; necessidade de profissionalização; as possibilidades de remuneração, comparação entre os tempos atuais e o início de sua carreira.
 
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8º Bloco
A opção pelas Ciências Sociais; atuação política; relação com o Partido Comunista; reuniões na casa de Alex Vianny e engajamento como pessoa de Cinema; o registro do enterro de Edson Luiz; a câmera usada; receio da repressão e o medo de guardar o material filmado; entrega do material do Enterro de Edson Luiz e do Comício de 13 de março, no Museu de Arte Moderna.
 
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9º Bloco
O documentário como principal forma de expressão; inspiração no Neorrealismo; fracasso comercial de Ato de Violência; convicção da impossibilidade de orçar uma ficção; tentativa de realizar projetos para televisão anos 90; festivais e prêmios do ano de 1969; a Condição Brasileira (caravana Farkas); filmagem de A Visão de Juazeiro; A montagem de O Leão de sete cabeças na Itália; motivo do nome Caravana Farkas; Visão de Juazeiro, seu segundo filme; volta ao Rio de Janeiro e montagem do Filme sobre Nelson do cavaquinho; motivos de ter sido escolhido para montar filmes do Cinema novo no exterior; razões o levaram a voltar a fazer documentário; ficção como objetivo nos anos 90; importância de Chico Antônio e Cabra Marcado para Morrer; concentração no cinema documentário a partir dos anos 1990; crescimento do cinema documentário no Brasil a partir dos anos 1990; Cinema como forma mais viável de opção profissional.
 
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10º Bloco
O Cinema Novo em sua origem com lugar para o Cinema Documentário; movimentos de renovação do cinema; filmes internacionais que influenciaram a geração; o curso do Sucksdorff ; filmes e cineastas importantes para o Cinema Novo; a impossibilidade de fazer cinema documentário no Brasil depois do Golpe de 1964; cinema feito no Brasil como um “cinema de compromisso”; o ato de filmar como redescobrir o Brasil; crescimento da televisão; processo de redemocratização, amplitude do cinema.
 
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11º Bloco
Olhar para o Cinema Documentário feito no início do cinema novo; Cabra Marcado para Morrer como marco crucial do cinema documentário; Eduardo Coutinho como elo que existe entre o Documentário Contemporâneo e a geração do Cinema Novo; a influência do modelo estético do cinema novo nas novas gerações de cinema.
 
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12º Bloco
Trabalho na Embrafilme; dificuldades administrativas na presidência da Embrafilme; sobre a categoria profissional Cineasta; os projetos de documentário relativamente longos e as dificuldades de produção; documentários feitos para TV; o não lugar de certos documentários com temáticas específicas e de longa duração; burocracia do cinema; renovação do cinema brasileiro; atual modelo de produção e distribuição cinematográfica.
 
Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 06.07.2012

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1º Bloco
Possíveis pontos de contato entre produções cinematográficas realizadas na atualidade e na época do Cinema Novo; a diversidade de filmes produzidos no período do Cinema Novo; temporalidades do Cinema Novo.
 
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2º Bloco
O trabalho recente ao lado de cineastas mais jovens; as mudanças nas formas de se fazer filme; a montagem de filmes na atual geração tecnológica; os trabalhos na academia; a atividade docente; a atividade docente na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
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3º Bloco
A opção pelo documentário; o perfil enquanto professor; o significado dos cursos de Cinema na atualidade; a profusão atual de cursos de Cinema; a organização dos cursos de Cinema ministrados; os perfis dos alunos do curso de pós-graduação de Cinema Documentário da FGV; a “ilusão” do cinema e o cinema documentário.
 
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4º Bloco
O trabalho de pesquisa para a realização da série sobre o Estado Novo; o interesse pela pesquisa; o acompanhamento de documentários atuais; a experiência de trabalhar em Minas Gerais, na gravação de “O Padre e a Moça”, de Joaquim Pedro de Andrade; a montagem do filme “O Padre e a Moça; a experiência como Júri em festivais; o filme “Paralelo 10”, de Silvio Da-Rin.
 
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5º Bloco
A realização do documentário “Paulo Moura. Alma Brasileira”; a profissão de cineasta.
 
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6º Bloco
O curso de Arne Sucksdorff, promovido pelo Itamaraty, em 1963, no Rio de Janeiro; a trajetória paralela de aplicação de cursos do cineasta Joris Ivens no Chile; a rivalidade entre Rio de Janeiro e São Paulo no cinema; o Cinema Novo e o Rio de Janeiro; a caravana de Thomaz Farkas e o intercâmbio entre paulistas e cariocas.
 
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7º Bloco
Influências intelectuais; a influência das leituras de Claude Levi-Strauss, Michel Foucault, Mário de Andrade, Celso Furtado e Marshall Berman; as descobertas no cinema: David Perlov, Péter Forgács, Jorgen Leth, Pedro Costa e Naomi Kawase.
 

 

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