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Memória do Cinema Documentário Brasileiro: histórias de vida

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Eduardo Coutinho
Eduardo Coutinho nasceu em 11 de maio de 1933, em São Paulo (SP). Aos 19 anos, ingressou na Faculdade de Direito. Chegou a trabalhar como revisor e copidesque da revista Visão . Em 1957 foi para Paris cursar Direção Cinematográfica no Institut des Hautes Études Cinématographiques (IDHEC). Ao retornar ao Brasil, em 1960, integrou o Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE). Nesse momento, começou a se articular com outros nomes do Cinema Novo, como Leon Hirszman e Joaquim Pedro de Andrade e integrou a equipe de Cinco vezes favela (1962), marco do movimento. Em 1964, iniciou as filmagens sobre a vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1962. A produção do filme foi interrompida pelo golpe militar de 1964 e as imagens feitas no Engenho Galiléia só foram retomadas vinte anos depois, dando origem a um dos filmes de maior destaque produzidos por Eduardo Coutinho - Cabra marcado para morrer (1984), ganhador do prêmio da crítica internacional do Festival de Berlim, melhor filme no Festival du Réel, em Paris, entre outros. Ainda nos anos 1960 dirigiu dois filmes de ficção, O pacto , episódio do longa-metragem de ABC do amor (1966) e O homem que comprou o mundo (1968). Na década de 1970 realizou diversos episódios para o programa Globo Repórter e nos anos 1980 passou a se dedicar exclusivamente à realização de documentários. Volta Redonda, memorial da greve (1989), O fio da memória (1991), Boca do lixo (1994), Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), O fim e o princípio (2005), Jogo de cena (2007), As canções (2011), são alguns dos títulos dirigidos por ele nas últimas décadas. Eduardo Coutinho é um dos mais conhecidos e influentes documentaristas brasileiros, atualmente trabalha em um novo projeto de documentário.

 

 

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Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 11.09.2012

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1º Bloco
A aristocracia decadente de São Paulo; a infância no bairro Campos Elíseos; a amizade com Sergio Paulo Rouanet, no colégio; o período gravando um documentário no Norte da França; o contato com João Cabral de Melo Neto, em Marselha; a tentativa de fazer um filme de ficção sobre os poemas sociais de João Cabral de Melo Neto; o Centro Popular de Cultura da União dos Estudantes do Brasil.
 
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2º Bloco
A opção pela Universidade de Direito; o curto período na faculdade; a cinefilia e o primeiro curso de cinema; o trabalho como revisor e redator na revista Visão; o contato com Nelson Xavier e Wolf Steilman; a coleção de críticas e anúncios de cinema; a originalidade dos críticos da época; a ida para a Europa em 1957.
 
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3º Bloco
A infância doente; a cultura de massa no Brasil, nas décadas de 1940 e 1950; a importância da rádio pra música brasileira; a hegemonia do cinema Norte-Americano; a chegada dos filmes europeus e o Neorealismo italiano; o trabalho na Rádio Tupi; as rádios de São Paulo; o simbolismo da calça curta; a lei antitruste, da indústria cinematográfica, nos anos 1950.
 
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4º Bloco
A descoberta da Cinemateca do Museu de Arte Moderna de São Paulo; o centenário de São Paulo em 1954; a presença da imigração italiana em São Paulo; o poder de Assis Chateaubriand; o I Festival de Cinema de São Paulo; o curso de cinema no Museu de Arte de São Paulo; os trabalhos na rádio; o Teatro Popular União e Olho Vivo; a desistência do exame da Escola de Arte Dramática.
 
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5º Bloco
A chegada da televisão no Brasil, na década de 1950; a participação no programa “O céu é o limite”, da TV TUPI; a pesquisa sobre Charles Chaplin, feita para o programa de perguntas e respostas “O dobro ou nada”, da TV Record; a ida para o Festival da Juventude, na União Soviética; o período viajando pela Europa; a inscrição, por um amigo, no Institut des Hautes Études Cinématographiques (IDHEC), na França.
 
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6º Bloco
O Centro Sperimentale di Cinematografia de Roma; a baixa qualidade dos cursos do IDHEC, na década de 1950; o curso de fotografia ministrado por Ghislain Cloquet e Pierre Lhomme; a herança escravocrata no cinema brasileiro.
 
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7º Bloco
A opção pelo curso de direção cinematográfica; o profissional de audiovisual no Brasil; a adaptação da ópera cômica “O telefone”; a mulher no cinema; a adaptação de Pluft, o fantasminha ; a Casa do Brasil, em Paris; o contato com outros brasileiros na França.
 
Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 28.11.2012

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1º Bloco
A volta ao Brasil após o curso de cinema no Institut des hautes études cinématographiques (IDHEC); a ida para o Rio de Janeiro; a entrada no Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE); a influência do Partido Comunista no CPC; a produção do filme Cinco vezes favela , de Leon Hirszman; as favelas cariocas na década de 1960.
 
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2º Bloco
A força da UNE nas décadas de 1950 e 1960; o financiamento dos projetos da UNE pelo Governo Federal; a UNE Volante; a gravação do comício de Elizabeth Teixeira, viúva de João Pedro Teixeira, em João Pessoa.
 
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3º Bloco
O convite de Carlos Estevam Martins para dirigir o seu primeiro filme no CPC; a chegada no Rio de Janeiro para a produção de Cinco vezes favela ; o período morando no terraço da UNE; a mudança para a casa de Luiz Carlos Saldanha; a recusa de João Cabral de Melo Neto em liberar seus poemas para um filme do CPC.
 
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4º Bloco
A decisão de fazer um filme sobre João Pedro Teixeira; a geração de filhos de militantes de esquerda batizados de João Pedro Teixeira; a importância do filme Cabra marcado para morrer para a memória de João Pedro Teixeira; a luta de terras no Brasil; a chacina ocorrida 15 dias antes das filmagens; a equipe do filme; 1º de abril de 1964; a prisão em Recife.
 
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5º Bloco
A volta para o Rio de Janeiro; a primeira exibição do Cabra , na sala Líder; Glauber Rocha e o Cinema Novo; o filme São Paulo S.A. de Luís Sérgio Person; a experiência de Thomaz Farkas; o cinema documentário no Brasil, na década de 1970; a facilidade de se fazer cinema com o advento do digital; o período trabalhando no Jornal do Brasil .
 
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6º Bloco
O período trabalhando no Globo Repórter ; a produção de documentários por cineastas brasileiros, no Globo Repórter , através da influência de Guga de Oliveira; o filme Seis Dias em Ouricuri ; o controle de conteúdo da TV Globo, na década de 1970; a crítica ao Cinema Novo.
 
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7º Bloco
A força política em seus filmes; a Umbanda no Brasil e em Cuba; o tertius brasileiro; a criação do Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP); a crítica dos seus documentários; o caso de Cécil Thiré durante as filmagens do Cabra marcado para morrer .
 

 

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