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FGV Opinião: Núcleo de Pesquisa Social Aplicada

PESQUISAS PÚBLICAS

Dimensionamento dos impactos sociais das UPPs em favelas cariocas (2016)

O objetivo da pesquisa foi avaliar as UPPs em 20 favelas cariocas, a partir da realização de um survey domiciliar com moradores em 2014 e uma segunda rodada realizada em 2015/2016

  Resultado da pesquisa   [NOVO!]

 

 


IPPE – Índice de Percepção da Presença do Estado

A finalidade do Índice de Percepção da Presença do Estado é medir o impacto do Estado pelas populações das favelas e do asfalto ao longo do tempo. A importância de acompanhar a evolução da percepção dos cidadãos quanto a presença do Estado está relacionada à relevância do papel do Estado como principal responsável em regular, prover ou organizar os aparelhos urbanos típicos, tais como saneamento básico, segurança pública e escolas. Conforme sabemos, quanto maior a oferta desses equipamentos, melhor tende a ser a qualidade de vida da população, no entanto, a realidade encontrada em diversas regiões do Brasil é a ausência dos mesmos. Dessa forma, a realização de uma pesquisa a fim de mensurar esse impacto, a partir da percepção dos moradores, se mostra importante na medida em que contribui para o aumento da presença do estado em uma determinada localidade. Consequentemente, permite obter aumento de políticas públicas e melhoria das condições de vida da população do entorno, sobretudo, nas favelas.

O desenvolvimento do IPPE se deu a partir de duas grandes dimensões, cada qual sendo dividida por algumas subdivisões: IPPE - serviços públicos, subdividida em: (i) educação, (ii) saúde, (iii) infraestrutura básica, (iv) transporte, (v) ambiente de convivência e (vi) cultura e IPPE - cidadania, fracionada nos subitens: (i) inclusão, (ii) justiça, (iii) segurança pública (polícia), (iv) segurança pública (liberdade), (v) universalismo e (vi) igualdade. Até o momento, o Índice de Percepção da Presença do Estado foi mensurado por duas vezes em três pesquisas por amostragem, cada uma referente a uma região diferente da cidade do Rio de Janeiro.

O primeiro trabalho de campo foi realizado no Complexo do Alemão entre os dias 5 de setembro e 3 de outubro de 2009 e foram completadas 400 entrevistas. Nos trabalhos de campo que se seguiram foram realizadas 350 entrevistas em cada uma das regiões de “asfalto”, sendo a Zona A compreendida pelos bairros de zonas Norte, Oeste (com exceção da Barra da Tijuca) e Central (exceto Santa Teresa) e a Zona B pelos bairros da zona Sul, Barra da Tijuca e Santa Teresa. O trabalho de campo da Zona A foi compreendido entre os dias 9 e 26 de janeiro de 2010 e o da Zona B entre os dias 5 e 10 de maio de 2010.

A segunda rodada do IPPE foi realizada em janeiro de 2011 e divulgado no fim de fevereiro. No relatório abaixo, estão os principais resultados encontrados com o presente estudo, enquanto nos links a seguir algumas matérias divulgadas pela imprensa com esses resultados:

  Resultado da pesquisa

Matérias sobre a pesquisa na imprensa:

 

 


Outras matérias :

IPPE - Cidadania IPPE - Serviços públicos IPPE - Outras matérias

 

 

Topo da PáginaDimensões da cidade: favela e “asfalto“

Dimensões da cidade: favela e “asfalto”, pesquisa quantitativa realizada em parceria pelo Ibase (http://www.ibase.br) e FGV Opinião no âmbito do projeto “Pacto pela Cidadania” (http://www.pactopelacidadania.org.br) em que objetiva aprofundar no estudo sobre o conceito cidade partida para promover a articulação entre asfalto e favela. O survey foi realizado para auferir a percepção dos moradores da cidade do Rio de Janeiro no que concerne ao processo de integração da favela ao “asfalto”. O impacto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de acordo com a avaliação dos moradores de “asfalto” e de favela, tendo em vista uma perspectiva comparativa.

A amostra do “asfalto” de 413 entrevistas foi realizada de 28 de abril a 19 de maio de 2009 e a amostra de Manguinhos de 400 entrevistas foi realizada de 20 de abril a 13 de maio de 2009. Na amostra do “Asfalto”, assim como na amostra de Manguinhos, a margem de erro é de cinco pontos percentuais com nível de confiança de 95%.

Na avaliação dos serviços, ambos os grupos avaliaram como de melhor qualidade os serviços de água, ao passo que também em ambas as amostras a segurança pública é apontado como serviço de pior qualidade. A maior diferença entre os dois grupos populacionais encontra-se na avaliação dos serviços de esgoto e nas praças e espaços de lazer, sendo esses mais bem avaliados pelos moradores do “Asfalto”.

Os moradores de Manguinhos avaliam melhor os serviços de trânsito, escolas, creches públicas e hospitais do que os moradores do “Asfalto”. Na percepção de preconceito contra moradores de favela, a diferença entre os dois grupos é muito pequena. Existe muito preconceito contra moradores de favela para 73,8% dos moradores do “Asfalto” e para 78,1% de Manguinhos. Em ambos os grupos a percepção de preconceito proporcional à escolaridade.

O PAC na avaliação de 41,6% dos entrevistados de Manguinhos tem chance muito alta de cumprir seus objetivos, enquanto 31,7% dos entrevistados do “Asfalto” apontam que a chance é muito baixa. A eficiência do PAC, portanto, é posta mais em dúvida pelos moradores do “Asfalto” do que pelos moradores de Manguinhos. Na opinião dos entrevistados, o projeto somente dará certo se ocorrer um investimento em larga escala na área de educação. As obras do PAC devem ser fiscalizadas pelos próprios moradores das favelas para moradores do “Asfalto” e de Manguinhos.

 

Links para maiores informações sobre o projeto:

Ibase -www.ibase.br

Projeto “Pacto pela Cidadania” - http://www.pactopelacidadania.org.br

  Resultado da pesquisa

 

 

Topo da PáginaConfigurações do Mercado do Funk no Rio de Janeiro

O projeto "Configurações do mercado do funk no Rio de Janeiro" foi realizado no âmbito do Laboratório de Pesquisa social Aplicada (LaPSA), oferecido pelo FGV Opinião, cujo objetivo é permitir aos alunos do curso de Ciências Sociais do CPDOC a possibilidade de vivenciar o ofício de pesquisador desde o início do curso de Ciências Sociais. Deste modo, eles participam da realização de um projeto de pesquisa, orientados e supervisionados por pesquisadores e profissionais que já atuam no campo da pesquisa aplicada.

A pesquisa sobre o funk se alinha ainda à área de Economia da Cultura, outra linha de atuação do FGV Opinião, cujo objetivo é dimensionar mercados fortemente atrelados ao fazer cultural, compreendendo que, nestes casos, o fazer artístico se interpõe ao fazer econômico. Neste sentido, compreende-se que as relações estabelecidas entre os agentes de uma manifestação cultural se constróem menos no formato de uma cadeia do que de uma rede produtiva.

Assim, a pesquisa sobre a rede produtiva do funk buscou:

  • Mapear e compreender as relações sociais que dão sustentação à produção Funk na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

  • Levantar dados socioeconômicos sobre os agentes e segmentos que compõem esta rede produtiva.

  • Observar os impactos socioeconômicos e culturais sobre os agentes envolvidos na produção da música Funk, bem como a própria atuação destes agentes enquanto produtores deste gênero musical.

  Resultado da pesquisa

Matérias sobre a pesquisa na imprensa:

 

 

Topo da PáginaConfigurações do Mercado do Tecnobrega Paraense

O objetivo da pesquisa com os principais agentes do tecnobrega paraense foi mapear este fenômeno cultural como um mercado econômico. Sendo parte do projeto Open Business Latin América, foi desenvolvido, também, para entender a dinâmica e relevância. Como a participação no mercado tecnobrega não é motivada apenas por questões de ordem econômica, mas também por fatores socioculturais locais, compreender a dinâmica econômica e cultural pode revelar não somente formas rentáveis de negócios, mas modelos que permitam a sustentabilidade social, cultural e econômica em outras realidades, mesmo sem o apoio do mercado formal. Para isso, o FGV Opinião utilizou duas metodologias de pesquisa para investigar o universo tecnobrega do Pará: técnicas qualitativas e quantitativas. Ademais, o núcleo se utilizou de fontes textuais, úteis como parte da descrição do mercado tecnobrega, embora não tenham sido consideradas como base de uma análise teórica, e fontes audiovisuais, incluindo CDs e DVDs de tecnobrega que podem ser encontrados no mercado informal de Belém. Os métodos de pesquisa qualitativos permitem compreender profundamente como as percepções, os valores e as crenças atuam sobre o comportamento das pessoas. Como o universo do tecnobrega é pouco conhecido pela literatura especializada, lançouse mão de métodos qualitativos no início dos trabalhos, envolvendo as técnicas da observação participante e entrevistas em profundidade. O trabalho de campo da etapa qualitativa foi realizado entre 20 de agosto e 20 de setembro de 2006. Neste período, foram feitas entrevistas formais e informais com diversos atores do mercado tecnobrega. Também foi realizado um acompanhamento constante de alguns artistas e DJs, além da participação em shows e festas de aparelhagens – a grande maioria nos bairros periféricos de Belém e da Grande Belém. Os principais agentes envolvidos no mercado tecnobrega, identificados e entrevistados durante a etapa qualitativa foram as aparelhagens, os DJs, os artistas (compositores, cantores e bandas), estúdios (e DJs de estúdios), reprodutores não autorizados (identificados, mas não entrevistados), vendedores de rua, festeiros, casas de festas, programas de rádios e de TV (locutores e diretores), balneários e casas de shows (proprietários e funcionários). A segunda etapa do projeto contou com a realização de uma pesquisa quantitativa do tipo survey. Esta metodologia de pesquisa, diferentemente da qualitativa, fornece informações com pouca densidade. Contudo, possibilita uma generalização estatística dos resultados. Assim, foi possível extrapolar os resultados do estudo para o mercado como um todo, dentro de uma margem de erro conhecida e suficientemente pequena para que a informação seja útil. Esta etapa permitiu o mapeamento preciso do mercado tecnobrega e um levantamento socioeconômico dos agentes envolvidos. Como se trata de uma indústria baseada na informalidade, as informações existentes antes desta pesquisa eram insuficientes para a realização de um cadastro prévio para a amostra. Por isso, foi utilizada a amostra do tipo “bola de neve”, em que os primeiros entrevistados identificados na pesquisa qualitativa fornecem informações de outros elementos da população em análise. Estes, por sua vez, também são considerados fonte de informação sobre outros e assim por diante, até que não se identifiquem mais novos agentes do mercado. Ou seja, saturação dos agentes de informação. O trabalho de campo da fase quantitativa foi realizado entre os dias 8 e 28 de novembro de 2006, em toda a Região Metropolitana de Belém. Optou-se pela realização das entrevistas com os três principais grupos desse mercado. São eles:

- Bandas de tecnobrega: 73 entrevistas;
- Aparelhagens de tecnobrega: 273 entrevistas;
- Vendedores de rua de CDs e DVDs de tecnobrega: 259 entrevistas.

Durante esse processo, o mercado tecnobrega mostrou-se uma rede de relações de confiança entre diversos atores sociais, cada um com um papel bem definido. As aparelhagens ocupam um papel central no circuito, agindo como principal divulgador desse estilo musical. As entrevistas com esses agentes permitiram apurar a quantidade de festas que eles realizam no Pará, o ativo fixo das aparelhagens, o cachê recebido nas distintas modalidades de festas, entre outros dados. As bandas têm uma posição de destaque no mercado brega tradicional, mas, hoje, são dependentes das aparelhagens e dos DJs para divulgar suas músicas. Ainda assim, realizam shows em todo o Pará e movimentam o mercado, principalmente, através das apresentações e da venda de CDs e DVDs nelas. Além disso, junto com os DJs de aparelhagem, as bandas são os principais produtores de conteúdo tecnobrega. Dentro desse circuito, os vendedores de rua são divulgadores e distribuidores essenciais. Por isso, foram fontes de informações valiosas para mensurarmos o volume de CDs e DVDs vendidos fora dos shows e festas tecnobrega. No relatório abaixo, estão os principais resultados encontrados com o presente estudo, enquanto que nos links a seguir algumas matérias divulgadas pela imprensa com esses resultados.

  Resultado da pesquisa

Matérias sobre a pesquisa na imprensa:

 

 

Topo da PáginaEquipamentos Culturais- Cultura e Equipamentos Culturais na Zona Nobre do Rio e São Paulo

 

A pesquisa Cultura e Equipamentos Culturais na Zona Nobre do Rio de Janeiro e de São Paulo buscou compreender o perfil de consumo de bens culturais dos moradores da Zona Sul carioca e das Zonas Centro-Sul e Oeste paulistanas. O grau de interesse por eventos culturais e a frequência em determinado equipamento cultural são algumas das variáveis que em caráter comparativo apresentam o perfil de acordo com a cidade. A pesquisa foi desenvolvida em conjunto com os alunos da Escola de Economia de São Paulo e com os alunos da Escola Superior de Ciências Sociais, situada no Rio de Janeiro. Entre 16 e 17 de maio de 2006, o trabalho de campo ocorreu no Rio de Janeiro enquanto em São Paulo entre 8 e 9 de novembro de 2006. Foram realizadas 763 entrevistas – 381 no Rio de Janeiro e 382 em São Paulo – com moradores de diversos bairros que configuram as zonas nobres das duas cidades. A definição de zona nobre de cada cidade foi feita através da análise de dados censitários da renda média por bairro, respeitando a identificação tradicional da população. A fim de clarificar o emprego do conceito “cultura” nesse estudo, a definiremos como o conjunto de práticas legitimadas ligadas às linguagens artísticas: cinema, teatro, museus, centros culturais, shows de música. As semelhanças entre o perfil dos moradores da Zona Nobre do Rio de Janeiro e de São Paulo são muitas no consumo de bens culturais, porém algumas peculiaridades por faixa de renda podem suscitar diversos debates. De um modo geral, o grau de interesse por eventos culturais é muito semelhante nas duas metrópoles. O interesse por cultura é alto e similar na zona nobre das duas cidades, como também a escolaridade afeta mais o interesse por cultura do que a renda. Em São Paulo, as pessoas com interesse em eventos culturais consideram o ingresso mais caro, enquanto no Rio são as sem interesse que o consideram mais caro. Além disso, entre os entrevistados paulistanos, há um maior reconhecimento da importância do apoio a eventos culturais (incentivos fiscais), entre os não interessados em cultura. Considera-se que a cultura é informação e também diversão, independente da renda do entrevistado, nas duas cidades. 40% vão a eventos culturais para se divertir. 96% concordam que é interessante conhecer a cultura e a história de lugares que visitam. Apenas 3% consideram que eventos culturais são chatos. Mesmo que a violência influencie mais a vida dos cariocas que a dos paulistanos das zonas nobres (talvez, devido à disposição geográfica das cidades), os cariocas saem mais do que os paulistanos.

  Resultado da pesquisa

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