Paulo Guilherme Aguiar Cunha nasceu no dia 1º de março de 1940, no Rio de Janeiro. Filho de pai militar e mãe professora primária, Paulo Cunha formou-se em Engenharia pela PUC-Rio. No início da década de 60, aprovado em concurso público, ingressou na Petrobrás. Nesta empresa, Cunha, entre diversas atividades, coordenou o curso de formação de engenheiros e o projeto da fábrica de amônia e uréia em Camaçari, Bahia.
Em 1967, Paulo Cunha ingressou no grupo Ultra, a convite de Pery Igel, então presidente da empresa. Neste grupo atuou na Ultraférti, na área de desenvolvimento de fertilizantes; colaborou na criação da petroquímica União; foi o principal formulador da Oxiteno; trabalhou na expansão geográfica da empresa e participou da criação da Ultratec. Em 1981, após ampla reestruturação empresarial, Cunha tornou-se presidente do Grupo Ultra.
Paulo Cunha foi presidente da Abiquim, nos anos de 1970; participou do conselho BNDESPAR; foi membro do Conselho Monetário Internacional durante o governo Collor; e participou da criação do Iedi.
Em 2006, deixou a presidência executiva do grupo Ultra, passando a se dedicar exclusivamente à presidência do conselho de administração. Além disso, Paulo Cunha vem desenvolvendo uma série de projetos sociais na área de educação.
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SUMÁRIO - ENTREVISTA 04.09.2007
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1º
Bloco
Origens familiares; a engenharia como
uma vocação familiar; a infância no bairro
da Tijuca, no Rio de Janeiro; o avô materno como
uma forte influência
na vida;
os anos de estudos primário e secundário.

2º Bloco
Anos de formação; os anos de estudo na Pontifícia Universidade Católica (PUC); o pouco envolvimento com movimentos estudantis na época do golpe militar; professores marcantes.

3º Bloco
Os anos de trabalho na Petrobras; a troca da bolsa de mestrado em engenharia na Universidade de Houston pelo concurso para a Petrobras; o convite para coordenar o curso de formação da turma seguinte de engenheiros na PUC; as mudanças dentro da empresa.

4º Bloco
A entrada no grupo Ultra (primeira parte); a criação e o desenvolvimento do mercado de fertilizantes concentrados no Brasil; o desenvolvimento da Ultragaz e da Ultralar

5º Bloco
A entrada no grupo Ultra (segunda parte); os projetos do grupo; as primeiras frustrações.

6º Bloco
O projeto Oxiteno (primeira parte); a trajetória dentro do grupo Ultra; a responsabilidade de conceber e desenvolver o projeto de óxido de eteno do grupo Ultra; a entrada da Petrobras como sócia no projeto.

7º Bloco
O projeto Oxiteno (segunda parte); o uso do óxido de eteno; o desenvolvimento do projeto e as parcerias.

8º Bloco
As empresas e a intervenção do Estado; o desenvolvimento da petroquímica no Brasil; a relação entre o governo e os grupos empresariais.

9º Bloco
A formação da mão-de-obra da Oxiteno; a crise do petróleo; o desenvolvimento de programas de formação de pessoal.

10º Bloco
Os acontecimentos que afetaram o setor petroquímico; outros empreendimentos químicos e petroquímicos do grupo Ultra na época; a reestruturação dentro do grupo Ultra por conta das dificuldades de financiamento e refinanciamento.

11º Bloco
A carreira empresarial; o crescimento profissional dentro do grupo Ultra; a presidência do grupo Ultra, da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e do Instituto Brasileiro de Petróleo; a aquisição de uma expressão pública mais forte.

12º Bloco
O processo de redemocratização; CACEX (Consultoria e Assessoria em Comercio Exterior) como um aliado para a consolidação da indústria; as mudanças geradas pelo governo Collor.

13º Bloco
A abertura econômica e o IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial); a pouca presença de conflitos trabalhistas no setor petroquímico; a reestruturação e a adaptação do setor petroquímico após a abertura econômica; a criação do IEDI.

14º Bloco
Desenvolvimento industrial e educação; o crescimento econômico e educação como prioridades no Brasil; a questão da educação sempre muito forte na família e, consequentemente, no grupo Ultra.
ROTEIRO
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