Filho de imigrantes judeus oriundos do leste europeu, Boris Tabacof nasceu em 28 de julho de 1929, na Bahia. Sua juventude foi marcada pela militância política no Partido Comunista do Brasil (PCB). Em meados dos anos 1950, Tabacof formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade da Bahia. Iniciou então sua carreira empresarial, logrando rápido sucesso no ramo da construção.
Em 1963, Boris Tabacof participou da campanha vitoriosa de Lomanto Junior ao governo da Bahia. Foi chefe da Casa Civil e secretário da Fazenda, durante as gestões de Lomanto Junior e de seu sucessor, Luiz Viana Filho. Neste período foi também professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Salvador.
No início dos anos 1970, Boris Tabacof foi contratado pelo Grupo Safra, ocupando o cargo de diretor superintendente e tendo sido um dos principais encarregados de expandir e consolidar o grupo no setor financeiro brasileiro. Em 1975, a convite de Max Feffer, Boris migrou do setor financeiro para o industrial, tornando-se diretor de empresas do Grupo Suzano.
Ao longo de sua carreira, foi vice-presidente da Anbid; presidente da Bracelpa; vice-presidente do CIESP; presidente do Conselho Superior de Economia da FIESP; e, recentemente, membro do Conselho de Administração da Embraer. Além disso, foi presidente do Banespa entre 1988 e 1989. Após esse breve período, voltou-se com a Suzano para o projeto da Bahia Sul, onde ocupou o cargo de diretor superintendente.
Hoje, Boris Tabacof segue atuando como presidente do Conselho de Administração da Suzano.
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SUMÁRIO - ENTREVISTA 15.10.2007
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1º Bloco
Origens; a imigração judaica; a ida para Salvador; os primeiros negócios da família; a cultura judaica.

2º Bloco
A comunidade judaica na Bahia; a integração cultural no Brasil; as relações sociais na Bahia; o impacto da Segunda Guerra Mundial; politização da sociedade.

3º Bloco
O Partido Comunista Brasileiro: Conjuntura política; propagação das ideias comunistas; os intelectuais comunistas na Bahia; polarização política no Brasil; a comunidade judaica e o comunismo; os crimes de Stálin e a crise do comunismo.

4º Bloco
O Partido Comunista Brasileiro: Atividades e militância; o cargo de secretário de organização do comitê estadual da Bahia; a importância do leninismo para o futuro empresarial; problemas estruturais do Brasil.

5º Bloco
O Partido Comunista Brasileiro: Saída e virada pessoal; cisões no movimento comunista; o ingresso no PCB; o papel dos militares na política brasileira; a faculdade de Engenharia; a prisão; militância no corpo militar; virada empresarial.

6º Bloco
A carreira de empresário e a política na Bahia; expansão dos negócios do pai; investimentos na área de construção; a participação na campanha de Lomanto Júnior para o Governo da Bahia.

7º Bloco
Conjuntura política no pré-1964; o governo Lomanto Júnior; o papel de assessor; um balanço sobre a derrubada de João Goulart; os cargos de chefe da Casa Civil e Secretário da Fazenda.
SUMÁRIO - ENTREVISTA 08.11.2007
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1º Bloco
A conjuntura no pós-1964 (primeira parte); a permanência de Lomanto Junior no governo da Bahia; o cargo de secretário da Fazenda; o ideário de reformas para o Brasil; Pierre Verger.

2º Bloco
A conjuntura no pós-1964 (segunda parte); as reformas Campos-Bulhões; Delfim Netto; o enfrentamento aos privilégios na Bahia.

3º Bloco
A política no regime militar: atuação, projetos e ideologia (primeira parte); aproximação política do projeto elaborado pelo regime militar; aplicação de reformas tributárias; ameaças recebidas.

4º Bloco
A política no regime militar: atuação, projetos e ideologia (segunda parte); o caso do moinho de trigo; medidas autoritárias; a implantação da ideologia do crescimento econômico na Bahia; intervenções pelo Estado.

5º Bloco
A Bahia em perspectiva histórica: projetos implementados e problemas atuais (1); a ideia de transformar a Bahia; a busca de recursos para a Bahia; principais nomes da nova política baiana; articulações políticas e implantação das reformas.

6º Bloco
A Bahia em perspectiva histórica: projetos implementados e problemas atuais (2); o fundo de participação dos estados e municípios na arrecadação dos impostos federais; transformações estruturais; desigualdades sociais e regionais.

7º Bloco
Um balanço sobre atividades empresariais (privadas) e políticas (públicas); a formação do Estado brasileiro; diferenças e similaridades entre as atividades; a defasagem cultural no Brasil; a trajetória do público para o privado.

8º Bloco
A passagem para a carreira de executivo; o fim do ciclo na esfera pública; proximidade com Roberto Campos e seu grupo; a decisão pela carreira executiva; a proposta dos irmãos Safra.

9º Bloco
Banco Safra (primeira parte); primeiros passos; a reforma do sistema financeiro e a entrada de vez do Banco Safra.

10º Bloco
Banco Safra (segunda parte); ampliação e profissionalização; recrutamento de profissionais; o modelo de banco; a estrutura organizativa.

11º Bloco
As relações sociais em São Paulo; aproximação com a família Feffer; as relações nativas; Associação Brasileira dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento (ANBID); comparações entre São Paulo e Bahia.
SUMÁRIO - ENTREVISTA 04.12.2007
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1º Bloco
Migração do setor financeiro para o setor industrial; a passagem do Grupo Safra para o Grupo Suzano; a família Feffer; industrialização brasileira via Estado.

2º Bloco
Política e economia no regime militar; Delfim Netto; Reis Velloso; o centro de poder; CDI; incentivos, projetos e oportunidades; a tarefa de estruturação profissional.

3º Bloco
O setor industrial nas décadas de 60 e 70; o avanço da indústria brasileira; o processo de formação dos executivos profissionais; o mercado brasileiro em perspectiva histórica; planejamento empresarial.

4º Bloco
Políticas ambientais; o pioneirismo de São Paulo; Cetesb; a necessidade da informação; o avanço da indústria brasileira em questões ambientais.

5º Bloco
O impulso para a exportação; o cargo profissional na Suzano; inserção no mercado global; a primeira balança comercial positiva em 1978; crises internas e exportação.

6º Bloco
Redemocratização e economia; o processo de redemocratização; aprendizado e amadurecimento do empresariado brasileiro; a relação entre empresa e Estado.

7º Bloco
Trajetória institucional; a relação com meios sociais e políticos; Anbid; Bracelpa; Fiesp.

8º Bloco
A estrutura sindical brasileira: entidades dos trabalhadores; o modelo fascista de sindicato; a proliferação de sindicatos; a criação de entidades paralelas – CUT, CGT.

9º Bloco
A estrutura sindical brasileira: entidades empresariais; Fiesp e CIESP; as associações nacionais – Anfavea, Bracelpa, Abdib, etc.; as relações entre entidades a nível nacional; as novas gerações de empresários.

10º Bloco
Banespa; Mario Amato; a presidência do Banespa; a existência de bancos estatais.

11º Bloco
O capitalismo contemporâneo; a participação no Conselho de Administração da Embraer; o Novo Mercado; o declínio do capitalismo patrimonialista; a atual fase da governança via mercado de capitais.
ROTEIROS
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RoteiroBorisTabacof08112007.pdf
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