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Cientistas Sociais de Países de Língua Portuguesa: Histórias de Vida

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Manuel Villaverde Cabral nasceu em 1940, na Região Autónoma dos Açores. Começou sua vida profissional em 1958, como funcionário público e editor, em Portugal. Foi exilado político de 1963 a 25 de abril de 1974 na França, onde continuou a desenvolver atividades profissionais e recomeçou seus estudos. Licenciou-se em Letras pela Universidade de Paris em 1968 e obteve seu título de doutor em História pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales-Université de Paris I, em 1979. Atualmente é pesquisador-coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e professor em diversas instituições de pesquisa e ensino superior portuguesas.

Para demais informações e publicações do autor, seu currículo.

 

 

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Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 11.05.2008

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1º Bloco
Origens – Árvore genealógica: ramo materno; a “descendência intelectual”; o ramo espanhol, materno, basco e catalão; a história do bisavô, especialista de Morse, autor e tradutor de livros; a história do avô, engenheiro de telecomunicações.
 
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2º Bloco
Origens – Árvore genealógica: ramo paterno; semelhanças e diferenças entre os dois ramos genealógicos; memória e influências da família do pai; o avô – médico, militar, republicano, positivista e maçon – e sua extensa biblioteca; a família inteira composta por “altos funcionários públicos”.
 
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3º Bloco
Origens – A união matrimonial dos pais; como os pais se conheceram; o regresso da mãe à Barcelona; o seu nascimento em Ponta Delgada, Portugal; o trabalho como agrônomo do pai; a esquerda e a direita presentes na família.
 
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4º Bloco
Origens – Infância e juventude; os primeiros anos de estudo; os estímulo à leitura vindo do pai; a relação carinhosa com o irmão mais novo e a mãe e a relação um pouco mais afastada com o pai; o estudo como um refúgio para os problemas em família.
 
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5º Bloco
A escolha profissional; a indecisão inicial para escolher o curso; o interesse pela arquitetura e a sua entrada e saída do curso; o primeiro emprego, no setor de contabilidade da Federação Nacional dos Produtores de Trigo (FNPT).
 
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6º Bloco
O primeiro contato com o Comunismo; a transferência do setor de contabilidade para o da Biblioteca e Informação, que possibilitou o contato com o movimento; o contato com o pintor Mequias Capinan; a entrada no Partido Comunista e a sua primeira reunião como militante.
 
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7º Bloco
O início da carreira profissional; FNPT; os trabalhos como tradutor; o breve namoro com Maria Emília Dias Coelho; o emprego na editora Europa-América.
 
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8º Bloco
O exílio político de 1963 em Paris (primeira parte); os precedentes do exílio; a tentativa de captura da Pide e a fuga com a esposa para Madri, para viajar para Paris no dia seguinte.
 
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9º Bloco
O exílio político de 1963 em Paris (segunda parte); o primeiro contato com as ciências sociais; Adérito Sedas Nunes; o empregos em editoras de Paris.
 
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10º Bloco
A entrada na Faculdade de Letras na França e os motivos que o levaram a escolher o curso; participação no Comitê Marxista-Leninista Português (CMLP) e a Revista Revolução popular; Ernesto de Sousa; o encontro com Luis Buñuel; licenciatura em literatura francesa e comparada.
 
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11º Bloco
A experiência do Maio de 1968 (primeira parte); o primeiro Comitê Marxista-Leninista, em sua casa; Georg Lukács e Antonio Gramsci; A publicação da revista Cadernos de Circunstância; as algumas de suas traduções; a dissolução do grupo da revista.
 
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12º Bloco
A experiência do Maio de 1968 na França (segunda parte); sua primeira pesquisa histórica, sobre a questão da reforma agrária; a dissolução do grupo da revista e o destino de cada um dos membros; breve introdução sobre sua tese de soutorado.
 

 

 

Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 14.05.2010

 

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1º Bloco
A ida para Inglaterra; primeiro ano de doutorado na Ecole Pratique des Hautes Etudes com Fernando Medeiros; a tese; ruptura com uma política propositiva; a passagem para a investigação.
 
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2º Bloco
Exílio na França; movimentos esquerdistas; a importância de José Gil e a amizade com Fernando Gil; colonialismo português e a má gestão do império.
 
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3º Bloco
Revolução dos Cravos (primeira parte) e sua repercussões; a versão portuguesa de O desenvolvimento do capitalismo, escrita por ele; a tese de História sobre o século XIX; a sua participação na revolução.
 
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4º Bloco
Revolução dos Cravos (segunda parte); entrada no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) como professor; seminário e investigação no ISCTE; candidatura para a bolsa em Oxford.
 
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5º Bloco
Bolsa de estudos em Oxford; a origem da bolsa; a experiência vivida por causa da bolsa; o convite para o GIS.
 
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6º Bloco
A entrada no Gabinete de Investigações Sociais; sociologia rural e a questão da articulação do urbano com o rural em Portugal.
 
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7º Bloco
Temas de pesquisa e publicações; saída do ISCTE; informatização da Biblioteca Nacional de Portugal feita por ele.
 
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8º Bloco
O período na Biblioteca Nacional de Portugal; Clube de Esquerda Liberal – grupo criado por ele e outros estudiosos; Adérito Sedas Nunes; a saída da Biblioteca Nacional.
 
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9º Bloco
Países de língua portuguesa; a relação com o Brasil; os amigos brasileiros.
 

 

 

Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 09.09.2010

 

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1º Bloco
Primeiro contato com o Brasil a partir do Centro de Estudos Latino-Americanos em Oxford; o contato com Fernando Henrique Cardoso.
 
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2º Bloco
Relações políticas no Brasil; O convite de Bolívar Lamounier a Manuel Villaverde para a primeira ida ao Brasil, em 1981; publicações sobre o tema do regime de Salazar.
 
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3º Bloco
A criação do Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos de São Paulo (IDESP); o encontro de sociologia em Higienópolis, São Paulo, organizado por Bolívar Lamounier; a origem da ciência política portuguesa.
 
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4º Bloco
A emancipação dos campos da história e da ciência política; a colaboração entre o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), o Instituto de Ciências Sociais (ICS) e o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); o encontro com Renato Lessa.
 
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5º Bloco
A investigação científica em Portugal; o Clube da Esquerda Liberal e o presente de Mário Soares a Villaverde Cabral, a Biblioteca Nacional; a volta ao Brasil, em 1982, para o Congresso Mundial de Ciência Política na Universidade Cândido Mendes e concessões no IUPERJ; o congresso Luso-Afro-Brasileiro em 1990.
 
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6º Bloco
A importância do Brasil para os Portugueses; as colaborações entre Brasil e Portugal ao nível das ciências sociais; o intercâmbio luso-brasileiro de teorias; sociólogos importantes de Portugal, a exemplo de José Machado Pais.
 
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7º Bloco
Avaliações sobre as ciências sociais no Brasil e em Portugal; a bolsa Afro-Brasileira oferecida pelo ICS; a conexão com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR); projetos realizados com brasileiros.
 
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8º Bloco
O Centro de Estudos Sociais (CES) da América Latina, sediado em Minas Gerais; momentos marcantes de passagens pelo Brasil; o encontro de sociologia e antropologia, em 2000; o contato com o candomblé em Salvador, Bahia e na baixada fluminense, Rio de Janeiro.
 
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9º Bloco
A escolha de exercer apenas a carreira de pesquisador, e não mais lecionar; a entrada de Villaverde Cabral na carreira de sociólogo; o problema das publicações internacionais e o inglês como língua científica hegemônica.
 
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10º Bloco
O ensino da sociologia em Portugal; as críticas de João Freire; a criação da Associação Portuguesa de Sociologia (APS), a partir do ISCTE, que engloba todas as instituições de sociologia; a qualidade do ensino da sociologia em Portugal, relacionada a um corpo docente constantemente ligado à pesquisa.
 
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11º Bloco
Avaliações sobre o Brasil hoje; a questão dos imigrantes brasileiros em Portugal; o problema da massificação do ensino das ciências sociais.
 
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12º Bloco
A utopia do ensino massificado e de qualidade; o problema do capital humano relacionado às desigualdades sociais; a possível emigração qualificada de portugueses ao Brasil.
 
 
Topo da Página TRANSCRIÇÃO NA ÍNTEGRA

Transcrição Manuel Villaverde 1º entrevista

Transcrição Manuel Villaverde 2º entrevista

Transcrição Manuel Villaverde 3º entrevista

 

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<p>Manuel Villaverde Cabral</p>

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