Gilberto Velho nasceu no dia 15 de maio de 1945, no Rio de Janeiro. Obteve seu bacharelado em Ciências Sociais no ano de 1968 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciando seu mestrado no programa de pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da mesma instituição no ano seguinte. Após obter seu título de mestre em 1970, Gilberto Velho realiza uma especialização em Antropologia Urbana e Sociedades Complexas no Departamento de Antropologia da Universidade do Texas, em Austin, durante o ano de 1971. No ano de 1975 conclui seu doutorado em Ciências Humanas na Universidade de São Paulo. Tendo ocupado cargos importantes em instituições renomadas na área de Ciências Humanas, atualmente Gilberto Velho é Professor Decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.
SUMÁRIO - ENTREVISTA 13.08.2009
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1º Bloco
Raízes portuguesas; a referência do avô português e recordações familiares; Casa grande e senzala como obra de influência; Gilberto Freyre, Eça de Queiroz,Alexandre Herculano, Luis Vaz de Camões e João Cutileiro como ícones portugueses importantes; a primeira visita à Portugal (1978-1979).
2º Bloco
III Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Lisboa (1994); a aproximação com cientistas sociais portugueses como António Firmino da Costa, Graça Índias Cordeiro e Cristiana Bastos; a contribuição intelectual africana para o Congresso, a IV edição do Congresso, no Rio de Janeiro (1996); o contato com Rosa Perez, Joaquim Pais de Brito e Maria das Dores Guerreiro.
3º Bloco
Curso de mestrado em Patrimônio e Identidade; a vivência em Lisboa por dois meses; o interesse pela pesquisa sobre o fado de Joaquim Pais de Brito; trabalhos e pesquisas de referência em Antropologia e Sociologia Urbana; a participação em bancas e júris portugueses.
4º Bloco
Antropologia urbana: cultura e sociedade no Brasil e em Portugal, coletânea publicada em 1999; a distribuição e circulação do livro em ambos os países; a presença de portugueses como professores visitantes e pesquisadores associados no Brasil; a problemática “Indivíduo e Sociedade”.
5º Bloco
Brasil, Portugal e as Ciências Sociais; a questão da dimensão da produção, do número e da diversificação da ciência social brasileira – já consolidada mundialmente – frente à portuguesa; o estimulante intercâmbio de pesquisas feito por Renato Lessa, Manuel Villaverde Cabral, Boaventura de Sousa Santos, João de Pina Cabral, Miguel Vale de Almeida, João Leal, Susana Viegas, Clara Mafra.
6º Bloco
Participação pública ativa; o painel de avaliação dos projetos de pesquisa em Portugal da Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal, presença como intelectual público no Brasil; panfletagens de resistência e denúncia à ditadura na cidade do Rio de Janeiro ao lado de Otávio Velho, Moacir Palmeira, Vladimir Palmeira e outros.
7º Bloco
Contato com a imprensa e publicações; publicação de Utopia urbana e Desvio e divergência; artigos publicados e entrevistas; atividade docente na UFRJ – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – e no Museu Nacional – Programa de Pós- Graduação em Antropologia Social –; o papel do intelectual de dar um retorno das suas atividades acadêmicas à sociedade.
8º Bloco
A atuação como orientador e as produções dos pós-graduandos; a experiência advinda de cerca de uma centena de orientações, de teses, de dissertações de mestrado e doutoramento, ao longo de 30 anos; a evolução do perfil do aluno, e os diversos interesses de pesquisas.
9º Bloco
O trabalho do intelectual hoje; o caráter democratizante de divulgar questões, apontar problemas e contribuir para o debate público; o balanço da profissionalização de seus orientandos ao longo das três décadas; a expansão e multiplicação das universidades como instituições para produzir doutores em massa; as dificuldades de inserção no mundo acadêmico de hoje em dia.
10º Bloco
Referenciais teóricos e personagens de influência; a importância do destaque às obras de Evans-Pritchard, Leach, William Foote Whyte, Becker, Malinowski e Montaigne; a relevância de Ruth Cardoso e Shelton Davis.
11º Bloco
Influência paterna; a proeminência da intelectualidade e da biblioteca de seu pai para a sua escolha por ciências sociais; o contato com autores influentes desde cedo; a carreira docente do pai na Academia Militar dos Estados Unidos; o conflito intelectual entre as duas gerações ideologicamente opostas.
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ROTEIRO
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