Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo.
Sumário
Fita 3: o número de vagas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; a qualidade dos cursos médicos brasileiros: a liderança de São Paulo; a consolidação da Faculdade e o afastamento de sua direção em 1964; a reeleição para diretor em 1958: a oposição de Ulhoa Cintra, a denúncia de irregularidades em sua administração e o apoio recebido do governo estadual, do Legislativo e da comunidade; as relações com os governadores Jânio Quadros e Lucas Garcez;o engajamento na Revolução de 64 e a nomeação para o cargo de reitor-interventor da UnB; a gestão de Darcy Ribeiro e as conseqüências de seu afastamento da UnB; o reforço ao setor de ciências exatas e biológicas da Universidade durante a gestão de Zeferino Vaz: a contratação de Roberto Salmeron, Otto Gottlieb e Antônio Cordeiro; a crise de 1965: o expurgo de professores;a criação e implantação da Unicamp; a universidade como organismo integrado e voltado para a comunidade; as prioridades iniciais da nova universidade paulista; o incentivo à volta dos cientistas brasileiros exilados no exterior; os modelos arquitetônicos da UnB e da Unicamp.
Fita 4: a universidade medieval; a matematização das ciências e as tendências da universidade contemporânea; a frustração do plano original da USP;os modelos da Unicamp, da UnB e das universidades norte-americanas;o gigantismo da universidade moderna; os professores estrangeiros recrutados pela Unicamp; o Instituto de Física da Unicamp: a contratação de Marcelo Damy, Cesare Lattes, Rogério de Cerqueira Leite e Sérgio Porto, a opção pela física do estado sólido e ciência dos materiais, o apoio financeiro de Dilson Funaro, do Funtec/BNDE e do ministro Delfim Netto, o convênio com a Telebrás; a função social da universidade; o apoio governamental e a autonomia universitária; os recur sos da Unicamp; os limites ao crescimento das universidades; a liberdade dos docentes e o papel do reitor na Unicamp: a corrente de pensamento centrípeta; a nomeação de Cerqueira Leite e Sérgio Porto para coordenar, respectivamente, as faculdades e os institutos da Universidade; a administração centralizada: o relacionamento de Zeferino Vaz com os professores; os critérios de avaliação da produtividade cientítifica; o programa de extensão comunitária da Unicamp; os cursos de administração para pequenas e médias indústrias; as contribuições inovadoras da Unicamp; opções administrativas frente à carência de recursos.
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