Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. A autobiografia de Roberto Campos, “A lanterna na popa”, baseou-se nesta entrevista cedida ao CPDOC.
Sumário
4ª Entrevista:
Fita 8-A: Taxa de câmbio flutuante; proposta de extinção do Fundo de Compensação; contribuição de Eduard Bernstein para a reforma Whitaker; saída de Whitaker do ministério da fazenda; opinião de Otávio Gouveia de Bulhões sobre a taxa de câmbio flutuante;participação do entrevistado na campanha presidencial de Juscelino Kubitschek: plano de metas, programa de estabilização monetária e reforma cambial;comentário sobre a opinião de Juscelino sobre as tendências políticas da equipe econômica de sua campanha; interesse de Juscelino em atrair capitais estrangeiros; comentários sobre a posição política do entrevistado na eleição presidencial de 1955; visitas de Juscelino ao exterior.
5ª Entrevista:
Fita 10-A: Carta de José Maria Alkmin (min. da Fazenda: 1956/58); participação de Inácio Tosta Filho nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI);problemas do Plano de Metas (PM - 1956-1961);participação do entrevistado na montagem de grupos administrativos durante o PM e dentro alguns desses grupos; o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA-1956); início das atividades da indústria automobilística no Brasil; implantação da Mercedes-Benz no Brasil (1953); comentário sobre o Geia e o Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval (Geicon-1958); investimentos Japoneses no Brasil; comentário sobre o Grupo Executivo da Indústria Química (Geiquim-1964) e Grupo Executivo de Mecânica Pesada (Geimap-1959); contatos de Juscelino Kubitschek com países europeus; conflito entre investidores franceses e o Geia; divergência dentro do Geia em relação ao ritmo da industrialização brasileira; os investidores estrangeiros; incentivos fiscais às empresas americanas; a Willis-Overland do Brasil S.A.; financiamento do BNDE à Volkswagen do Brasil (1957); proposta da Ford Companhia de Motores de abertura de capital, da indústria matriz, à empresas brasileiras; tendência do Geia a adotar a rápida industrialização; Eros Orosco; seriedade do trabalho do Geia; diplomacia paralela do Planalto ao Itamarati.
Fita 10-B: Diplomacia paralela do Planalto ao Itamarati; opinião do entrevistado sobre a Operação Pan-americana (OPA-1958) e a Aliança para o Progresso (1961); debilidade da hegemonia norte-americana na América Latina e o lançamento da OPA; ideologia privatista do presidente norte-americano Dwight David Eisenhower (1956-1959) e a argumentação latino-americana; flexibilização da política econômica do governo Eisenhower; a Aliança para o Progresso; aspectos negativos e resultados da OPA; motivo da adoção do nome "Aliança para o progresso";preocupação de Juscelino em relação ao cumprimento do Plano de Metas (1956-1961) em detrimento do Plano de Estabilização Monetária (1958); a construção de Brasília (1956-1960).
6ª Entrevista:
Fita 10-B: Pontos positivos do governo JK (1956-1961);papel das multinacionais na industrialização brasileira; concentração de investimentos em setores estruturais da economia; aspectos negativos do período JK: problema agrícola, exportação, insipiência do sistema financeiro; reforma financeira do governo do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967);orçamento estatal sobrecarregado no governo JK;preferência de Juscelino por negócios com capital de risco a empréstimos diretos;causas dos problemas no balanço de pagamento no período JK; Plano de Metas como resultado dos trabalhos da Comissão Mista Brasil - Estados Unidos.
Fita 11-A: Planejamento econômico; ceticismo em relação ao planejamento econômico após o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961); adesão à escola econômica austríaca de Hayek; retomada de conceitos econômicos globais durante a formulação do Programa de Ação Econômico do Governo (1964-1966) e o Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico (1967);visões econômicas durante a formulação do Plano de Metas (1956-1961); dificuldades do planejamento global da economia; estado assistencial e revolução monetarista; o planejamento econômico japonês; surgimento da tecnocracia; visão a respeito da democracia brasileira e a tecnocracia; motivos do apoio a Jânio da Silva Quadros; consideração a respeito diferenciação apontada por Celso Monteiro Furtado entre técnico e tecnocrata; panorama político-partidário do período JK; desapontamentos e simpatia com a União Democrática Nacional (UDN); opinião e classificação do nacionalismo no Brasil; pontos de discordância entre o entrevistado e as correntes nacionalistas; controle patrimonial, gerencial, regulatório, e concedente; áreas onde os recursos governamentais deveriam ser empregados; teoria do investimento governamental; investimento expiatório; investimento de defesa; exploração de recursos minerais por empresas estrangeiras.
Fita 11-B: Exploração de recursos minerais por empresas estrangeiras; exportação de minério de ferro; problema na exploração do petróleo boliviano e concorrência entre multinacionais; nacionalismo brasileiro na década de 1950; o Plano de Estabilização Monetária (1958); objeções de Juscelino ao PEM e argumentação de seus criadores;compatibilização financeira do Plano de Metas (1956-1961) e do PEM; efeitos do PEM sobre o Plano de Metas;receptividade do plano entre os partidos políticos, empresários, cafeicultores, nacionalistas e o próprio presidente; comentário sobre a reação do Banco do Brasil ao plano; saída do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) em 1959.
10ª entrevista:
Fita 20-B: Comentários sobre livre negociação de salários e fixação do salário mínimo; motivo da intervenção nos salários da iniciativa privada durante o governo Castelo Branco; diferenças entre o intervencionismo asiático, o latino-americano e o brasileiro (a partir de 1964); comentário sobre o intervencionismo estatal no governo de Ernesto Geisel (presidente da República 1974-1979); motivos da nacionalização de empresas prestadoras de serviços durante o governo Castelo Branco; Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA-1956) e Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (USIMINAS-1956); polêmica da desencampação de refinarias; crítica ao modelo administrativo tripartite adotado pela indústria petroquímica e dependência em relação à Petrobrás; comentário sobre a política de preços e a Petrobrás; inviabilidade política do fim do monopólio estatal do petróleo em 1964 e do programa de controle de natalidade; comentário sobre a herança de Juscelino Kubitschek de Oliveira (presidente da República 1956-1961);estabilidade monetária como fator condicionante de melhorias econômicas e sociais e percepção deste fato por Castelo Branco; rivalidade entre o Banco do Brasil S.A. e o Banco Central; criação do Banco Central: formulação do projeto e seus participantes, participação de Ulisses Silveira Guimarães (deputado federal 1962-1966) como articulador no Congresso, oposição do Banco do Brasil S.A.; poder político do Banco do Brasil S.A. e da Petrobrás; proposta de criação de um banco rural e argumentação contrária dos partidários do Banco Central; motivos da precariedade funcional do Banco Central.
Fita 21-A: Motivos da precariedade funcional do Banco Central, interferência de Artur da Costa e Silva (presidente da República 1967-1969) na presidência do Banco Central; sucessão presidencial no Banco Central; comparação entre Costa e Silva e Humberto de Alencar Castelo Branco (presidente da república 1964-1967); impressões sobre a Constituição de 1967: autoritarismo, projetos econômicos, projetos sociais;considerações sobre as reformas econômicas dos governos Kubitschek (1956-1961),Jango (1961-64) e Castelo Branco (1964-1967); comentário sobre origem das reformas castelistas; relacionamento com Otávio Gouvêa de Bulhões (ministro da Fazenda 1964-1967); a lei de greve (Lei no. 4.330 - 1964); considerações sobre o direito de greve; comentário sobre a Lei no. 4.357 (1964).
11ª Entrevista:
Fita 22-A: Localização da equipe econômica em 1964; comentários sobre os meios de comunicação e o transporte aéreo da época (1964);comentário sobre a centralização política em Brasília;comentário sobre o entrosamento da equipe econômica do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG 1964-1966); relação entre sindicatos e governo após 1964; criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS 1966); escolha de José Garrido Torres para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE 1964-1967); oposição de setores empresariais e governistas à política econômica castelista; situação econômica brasileira no fim do governo Goulard e crescimento monetário de 1965; resultados econômicos do governo Castelo Branco (1964-1967); oposição de Calos Frederico Werneck de Lacerda (governador da Guanabara 1960-1965) e Ademar Pereira de Barros (governador de São Paulo 1963-1966) à política econômica castelista.
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