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BRASÍLIA, 50 ANOS
<<  ENTREVISTA: Otto Gottlieb

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo.

 

Sumário

1ª entrevista:

Fita 1: o interesse pela química: a influência familiar; os primeiros estudos na Tchecoslováquia e na Inglaterra; a vinda para o Brasil em 1939; a continuação dos estudos no Colégio Universitário; o ingresso na Escola Nacional de Química; a primeira experiência no magistério; o início da vida profissional na fábrica de óleos essenciais de seu pai; os primeiros trabalhos publicados: o método de titrimetria gasométrica; o ingresso no Instituto de Química Agrícola (IQA) em 1955: a bolsa do CNPq; a contribuição de Carl Djerassi ao desenvolvimento da química orgânica: a introdução de modernos equipamentos nos laboratórios; Walter Mors e a evolução da química orgânica no país; o xenofobismo da Universidade do Brasil e suas conseqüências para o desenvolvimento da química no Rio de Janeiro; a influência de Fritz Feigl no Brasil; o corpo docente da Escola Nacional de Química; o ingresso no IQA e o início de suas pesquisas sobre as plantas da Amazônia; as condições de pesquisa e a produção científica desse instituto: a publicação de trabalhos em revistas internacionais; o programa de colaboração entre Djerassi e Walter Mors: a vinda de Benjamim Gilbert, Bernard Tursch e Keith Brown para o IQA; a contribuição de Roderick Burnes à química brasileira;a tentativa frustrada de estabelecimento de um convênio entre a Universidade de Indiana e a UnB;a formação e a carreira de Ricardo de Carvalho Ferreira; o prestígio do IQA; as gestões de Taigoara Fleuri de Amorim e de Fausto Gai; as pesquisas aplicadas realizadas no Instituto.

Fita 2: a importância das pesquisas sobre a química de produtos naturais desenvolvidas no IQA; a participação nas comemorações do cinqüentenário da Associação Argentina de Química; a química orgânica na Argentina; o estágio de alunos da Escola Nacional de Química no IQA; a extinção do Instituto durante o governo de João Goulart; o estágio no Instituto Weizmann de Ciências, em Israel: as bolsas dó CNPq e do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), os trabalhos sobre os princípios anticancerígenos das curcubitáceas, as experiências com o espectrômetro de ressonância magnética nuclear, a orientação de David Lavie; a visita à Universidade de Bristol e o contato com William David Ollis; a volta ao Brasil e a divulgação da técnica de ressonância magnética nuclear; o Instituto de Antibióticos de Recife: a orientação de Osvaldo Gonçalves de Lima; a extinção do IQA; a exportação de produtos naturais brasileiros; a colaboração prestada ao Departamento de Química Orgânica da Faculdade de Filosofia da UFMG; a química orgânica em Belo Horizonte: Alaíde Braga de Oliveira e Marília Ottoni Pereira; o intercâmbio entre os químicos: a atuação da Associação Brasileira de Química; a carência de revistas nacionais de química; os Anais da Academia Brasileira de Ciências;a organização do laboratório de química orgânica da UnB: o recrutamento dos pesquisadores, o auxílio do Conselho Britânico; os estágios nas Universidades de Sheffield e Indiana; a crise da UnB em 1965: o expurgo de professores e a interferência do embaixador norte-americano em favor dos docentes demitidos.

Fita 3: a demissão da UnB, juntamente com a maioria do corpo docente;o modelo universitário brasileiro: a falta de infra-estrutura e o isolamento dos professores; a colaboração com cientistas estrangeiros: os trabalhos realizados com Ollis; a contratação pela UFRRJ para colaborar com Fausto Gai na organização da Escola de Química Industrial; a contribuição à implantação da pós-graduação na UFPE; o ensino de química no Brasil; a falta de mercado de trabalho para o químico industrial; os custos da pesquisa química contemporânea; o subdesenvolvimento da química brasileira: a ausência de massa crítica; os sistemas de financiamento do CNPq e da FAPESP; a falta de recursos para a continuação de suas pesquisas; a colaboração do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) ao laboratório de produtos naturais da USP; a situação atual da Escola de Química da UFRRJ: a transformação do curso de química em engenharia química, o não reconhecimento do curso de pós-graduação em química orgânica e a conseqüente evasão dos pesquisadores; a contratação pela USP e o contato mantido com a Universidade Rural.

   

 

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