Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). A entrevista foi publicada no livro MEMÓRIAS do desenvolvimento: Lucas Lopes/Coordenação Maria Antonieta Paarahyba Leopoldi. Rio de Janeiro: Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1991. 346p. il.
Sumário
6ª entrevista:Primórdios do Programa de Metas: tentativa de reunir idéias; informações entregues a Juscelino para que este definisse seu programa de governo; o Plano de Metas colocado no papel após a saída do entrevistado do Ministério da Viação; cronograma do Plano;elaboração de projetos entre a eleição e a posse de JK; Brasília; meta-síntese; estudo macroeconômico de Celso Furtado em acordo com a Cepal; posse de JK e a leitura do Programa de Metas: criação do Conselho de Desenvolvimento; na presidência do BNDE e na secretaria do Conselho de Desenvolvimento; Lúcio Meira na coordenação das metas de transportes; os grupos de trabalho no Conselho de Desenvolvimento; as metas de eletricidade e siderurgia; inspiração no Plano Monet, da França; a meta de mineração; os relatórios de Sidney Latini e do entrevistado; opinião sobre a Vale do Rio Doce no período JK; criação da Consultec após a saída do Ministério da Fazenda; a Consultec contratada para avaliar a mina de Morro Velho, comprada pela Hanna Mining para a exportação de minério de ferro; histórico da mina de Morro Velho e sua venda pela Hanna; campanha contra a Hanna em 1959 promovida pela Vale do Rio Doce; CPI para apurar as atividades da Hanna no Brasil; intervenção do Conselho de Segurança Nacional; os vários projetos de exportação de minério de ferro; as dimensões variáveis dos grupos de trabalho criados por JK ; o grupo da indústria automobilística e a competência técnica de Eros Orozco; na presidência do BNDE e na secretaria do Conselho de Desenvolvimento; a ineficiência dos ministérios do Planejamento; o papel do Congresso na fiscalização dos atos do BNDE; motivos da saída do entrevistado do Ministério da Fazenda: defesa das negociações com o FMI e conflito com os cafeicultores ; o episódio da Marcha da Produção ; crise cardíaca do entrevistado e a sua substituição no ministério por Sebastião Pais de Almeida; critérios para a concessão de empréstimos adotados pelo FMI; fontes de financiamento do Programa de Metas;o Ponto IV; o Acordo do Trigo; facilidades criadas pela Instrução 113; a política cafeeira do ministro Alkimin; áreas omitidas pelo Programa de Metas; consciência industrializante de JK; caráter de continuidade da indústria de eletricidade; construção de Três Marias e interligação com Furnas; estrutura administrativa de Furnas e da Cemig; tramitação do projeto da Eletrobrás no Congresso; mensagens encaminhadas por Vargas: Fundo Federal de Eletrificação, Imposto Único sobre Energia Elétrica e Plano Nacional de Eletrificação; críticas ao Plano de Eletrificação; aplicação dos recursos do Fundo de Eletrificação gerenciada pelo BNDE; contraste entre a Light e a Amforp; aproveitamento das empresas privadas na distribuição de energia; o modelo da Cemig aplicado em outros estados; a Eletrobrás e o projeto Temperani Pereira.
7ª entrevista:Mecânica de arrecadação do Fundo Federal de Eletrificação; relações entre o BNDE e o Eximbank; posição negativa do trigo na economia brasileira; definição de indústria de base; início da indústria automobilística: montagem de peças no Brasil; decadência das ferrovias e ascensão das rodovias; implementação da indústria de construção naval; contato com armadores japoneses; financiamento dos transportes aéreos; inconveniência da eletrificação das ferrovias; como funcionavam as ferrovias mineiras antes do Programa de Metas; funcionamento do Conselho de Desenvolvimento; participação pessoal de JK na execução das metas; o BNDE e a Eletrobrás; a equipe executiva do BNDE; racionalização na aplicação de recursos da Eletrobrás; energia nuclear; o relatório Dias Carneiro; falta de consolidação da tecnologia para projetos nucleares; transferência da capital: proposta do entrevistado em 1946 para sua localização no Triângulo Mineiro; o relatório do general Poly Coelho; problemas com a construção de Brasília e irreversibilidade da mudança; incidente com Juscelino: discurso do entrevistado mencionando "inflação galopante"; avaliação de JK; ida para o Ministério da Fazenda com a condição de não paralisar Brasília;objeção de JK à proposta de reforma cambial; desajustes nas categorias criadas pela reforma Osvaldo Aranha; reforma cambial sem suspensão dos subsídios aos combustíveis, trigo e papel de imprensa; a importância de se modificar a política do café; negociação dura com os cafeicultores; rompimento de JK com o FMI; demissão do entrevistado;tentativa de restabelecimento de negociações com o FMI; missão Walter Moreira Sales em Washington.
9ª entrevista:Memorando do entrevistado sobre a situação energética do país encaminhando à IV Reunião de Consulta dos Chanceleres das Repúblicas Americanas realizada em Washington em março de 1951; documento adotado pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; a integração do entrevistado na Comissão Mista como responsável pelo setor energético; experiências anteriores na área; presidente da Cemig e membro da Comissão Mista; redator do capítulo sobre energia elétrica da primeira mensagem de Vargas ao Congresso Nacional; Rômulo Almeida, coordenador das contribuições para a mensagem, continuidade dos financiamentos norte-americanos no governo Vargas; boas relações entre Vargas e JK; inauguração da Mannesmann; participação de Minas no governo Vargas; favorecimento à Cemig na área federal; projetos da Cemig aprovados na Comissão Mista e financiados pelo Eximbank; Vargas, reformador social, e Juscelino, reformulador de programas; presença de Gudin no ministério Café Filho; proposta de Gudin de um programa econômico severo; retração dos financiadores norte-americanos: caminhos da recessão; empenho do ouro para a obtenção de empréstimos; suicídio de Vargas e queda dos preços do café nas cotações da bolsa de Nova York; perfil de Eugênio Gudin; paixão dos políticos brasileiros pelas grandes obras sem levar em conta a inflação;cronograma do Plano de Metas;programa paralelo elaborado por Lúcio Meia e Cleanto de Paiva Leite; concentração dos grandes projetos no Ministério da Viação; ausência de relação entre desenvolvimento e inflação: os múltiplos fatores geradores da inflação; o capital estrangeiro como elemento importante para o impulso de desenvolvimento; proposta do entrevistado para a construção de Brasília;regime militar, uma fatalidade lamentável; ônus e realizações do autoritarismo; a posição do entrevistado em 1964; oportunidade desperdiçada de realizar a reforma cambial; conceito de entreguismo; afastamento de Juscelino; crença de JK no retorno em 1965; amarguras do exílio; opiniões de JK sobre Carlos Lacerda;perspectiva de incidente entre JK e Jânio Quadros; a Consultec sem relação com o Ipes; criação e equipe da Consultec; alguns clientes importantes da Consultec; CPI da Consultec; inexistência de envolvimento com o golpe de 1964; contato com Castelo Branco.
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