Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo.
Sumário
2ª entrevista:
Fita 3: as finalidades iniciais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e sua contribuição ao desenvolvimento científico e cultural do país;o modelo da UnB e o apoio dos cientistas paulistas a essa universidade;a reforma da USP: a participação da comunidade acadêmica, a resistência das escolas tradicionais, a extinção da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e a criação dos institutos centrais; o movimento de contra-reforma; a Congregação da Faculdade de Filosofia da USP; a crise dessa faculdade durante o governo de Jânio Quadros;os debates acerca do papel da universidade no desenvolvimento tecnológico nacional; a estrutura da Universidade do Brasil: o papel da Faculdade Nacional de Filosofia; a crítica dos estudantes à Reforma Universitária de 68;as revoluções da física e da biologia no século XX; a participação política e social dos físicos e demais cientistas brasileiros; Robert Oppenheimer e a descoberta da bomba atômica; a atuação contestatória dos físicos; a dependência tecnológica nacional e o papel social da universidade: os posicionamentos de Goldemberg e de Leite Lopes; a crise energética e a produção da energia nuclear; os programas nucleares norte-americano, soviético, francês, inglês e canadense; o início do programa brasileiro: a aquisição de reatores de pesquisa norte-americanos; a oposição de Goldemberg à estratégia governamental: a defesa de um programa nacional de desenvolvimento nuclear com base no urânio natural; a dissolução do "grupo do tório" pela Comissão Nacional de Energia Nuclear; Donald Richter e o programa nuclear argentino; a repercussão das críticas de Goldemberg ao reator da Westinghouse e a opção do governo brasileiro pelo acordo com a Alemanha; a assessoria governamental na área energética.
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