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BRASÍLIA, 50 ANOS
<<  ENTREVISTA: Jacques Danon

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo.

 

Sumário

1ª Entrevista:

Fita 2: ciência pura e ciência aplicada; a repercussão internacional de seus trabalhos sobre o efeito Mössbauer; a "superespecialização" dos físicos formados no exterior e as dificuldades de sua readaptação às condições de pesquisa do país; os recursos do CBPF e a importância de sua vinculação à universidade; a produção científica do CBPF no início da década de 60: a ênfase na física teórica; a física teórica e a física experimental;a participação do entrevistado na organização da UnB; o modelo da UnB; a gestão de Darcy Ribeiro; o intercâmbio científico com grandes universidades norte-americanas; o fim do auxílio do governo dos EUA à UnB durante o governo de João Goulart; a missão brasileira enviada à URSS e a vários países do Leste Europeu, com o objetivo de trocar o café brasileiro por equipamentos científicos; a oposição dos conservadores à nova universidade;a nomeação do almirante Otacílio Cunha para a direção do CBPF após a revolução de 64; a repercussão internacional dos trabalhos de Danon sobre o efeito Mössbauer: o livro publicado nos EUA e na URSS; a anistia do governo francês em 1966; o contato com Mössbauer; a participação na Conferência do Ministério das Relações Exteriores sobre a Energia Nuclear (1966), a convite do embaixador Sérgio Correia da Costa; a política nuclear defendida pelo ltamarati e a orientação imposta pelo Conselho de Segurança Nacional; a substituição a Hervásio de Carvalho na direção científica do CBPF em 1968; o auxílio do BNDE ao programa de pós-graduação do CBPF; a aposentadoria compulsória de José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Mário Schenberg e Elisa Frota Pessoa da UFRJ; a demissão desses cientistas do CBPF em 1969 e a opção de Danon, então diretor-científico do Centro, pela manutenção das atividades da instituição; a incorporação do CBPF ao CNPq; o programa de intercâmbio científico entre o CNPq e a Academia de Ciências dos EUA; os desentendimentos entre Danon e a missão de professores norte-americanos enviada ao CBPF; a conseqüente crise entre o Centro e o CNPq; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados: as divergências com Jayme Tiomno; o incentivo do BNDE e da Finep à incorporação do CBPF e demais centros de pesquisa isolados ao sistema universitário; a instabilidade financeira do CBPF e sua incorporação ao CNPq em 1976; a contribuição do entrevistado ao desenvolvimento da física experimental no Brasil.

2ª entrevista:

Fita 3: a fundação do CBPF;suas relações com a UFRJ e com a UnB;o credenciamento dos cursos de pós-graduação do CBPF pelo Conselho Federal de Educação; a valorização e massificação do ensino superior no Brasil e suas conseqüências para os centros de pesquisa isolados; a orientação das agências de amparo à ciência: a ênfase na pós-graduação; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados; a crise do CBPF no início dos anos 70: o fim do apoio financeiro do BNDE, as tentativas de incorporação à UFRJ e às Faculdades Isoladas do Estado da Guanabara (FEFIEG); a criação do CBPF e do CNPq: a influência de Cesare Lattes e de Álvaro Alberto; as finalidades do Centro e seu rompimento com o CNPq em 1954; as descobertas de Lattes e a contribuição deste cientista à consolidação do CBPF; a crescente burocratização do CBPF, sobretudo após sua incorporação ao CNPq; a natureza "artesanal" e "libertária" da atividade científica e a incompatibilidade entre pesquisadores e administradores; a experiência da Unicamp; a carreira de pesquisador na universidade brasileira; o papel da Academia Brasileira de Ciências, da SBPC e da Sociedade Brasileira de Física; as linhas de pesquisa da física brasileira: a influência da ciência internacional; a importância da geofísica e da geoquímica no Brasil: a experiência do Instituto de Física e Química da Universidade da Bahia; o papel do administrador científico; o antagonismo entre administradores e cientistas; o prestígio político de nossos administradores; os critérios de avaliação da produtividade dos cientistas e das instituições; os limites do poder dos pesquisadores no CBPF; a captação de recursos para o Centro: o prestígio pessoal dos físicos e a crescente importância do administrador; a contribuição política, social e científica do CBPF; a situação atual dessa instituição.

   

 

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