Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman.
Sumário
Fita1: os primeiros estudos e o interesse pela pesquisa química; o início da vida profissional como desenhista; a contratação pela S. S. White e o ingresso na Faculdade Nacional de Farmácia; o início da atividade laboratorial no Instituto de Química Agrícola, sob a orientação de Walter Mors; as pesquisas de Carl Djerassi sobre a química de produtos naturais brasileiros; a evolução da química orgânica: a importância inicial da química de produtos naturais e a atual ênfase na química sintética e no estudo dos mecanismos; o desenvolvimento da química de produtos naturais no Brasil; as atuais linhas de pesquisa nessa área; a produção científica de Carl Djerassi; o curso da Faculdade Nacional de Farmácia; a experiência laboratorial do entrevistado; a demissão da S. S. White e a obtenção de bolsa do Ministério da Agricultura; o doutorado na Universidade de Stanford; o intercâmbio entre os químicos brasileiros na época; a pesquisa química brasileira contemporânea;a produção científica do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas da UnB:a publicação de trabalhos em revistas internacionais; os entraves ao desenvolvimento da pesquisa química no país: o difícil acesso aos materiais, a carência de técnicos especializados, a inexistência de massa crítica, a atuação paternalista das agências governamentais de amparo à pesquisa, as debilidades do ensino graduado e pós-graduado; o doutoramento na Universidade de Stanford: a orientação de Djerassi; a qualidade dos cursos pós-graduados brasileiros e a importância da formação de pesquisadores no exterior.
Fita 2: o interesse pela química sintética e os trabalhos realizados no Centro de Pesquisa de Produtos Nacionais (CPPN) da UFRJ;o convite para lecionar na UnB e a visita a essa universidade; o "professor itinerante" da UnB e o pesquisador-conferencista do CNPq;a especialização na Universidade de Colúmbia, sob a orientação de Gilbert Stork; a contratação pela Zoecon Corporation: o contato com o sistema industrial norte-americano; a química pura e a química aplicada; a contratação pela Escola de Engenharia de São Carlos (USP) e a volta ao CPPN em 1971; a admissão pelo Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas da UnB; os entraves ao desenvolvimento científico do país; as contribuições de Otto Gottlieb, Walter Mors e Gilbert Stork à química brasileira; a experiência como docente da Escola de Engenharia de São Carlos; a importância do intercâmbio entre os pesquisadores; a atual política científica brasileira; a evasão de cérebros e o programa do "pesquisador retornante" do CNPq; o “inbreeding” na universidade brasileira e a importância da especialização de pesquisadores no exterior; a utilização dos recursos destinados à pesquisa científica no Brasil; as restrições às importações e suas conseqüências para o trabalho científico; as linhas de pesquisa do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas da UnB; a situação atual da química no Brasil: a inexistência de massa crítica; a opção do entrevistado pela publicação de trabalhos em revistas internacionais; a indústria farmacêutica nacional.
Fita 4: a atuação do antigo e do novo CNPq; as restrições às importações no país e suas conseqüências para o trabalho científico;os recursos e as condições de trabalho da UnB;a gestão de Jasvant Mahajan no Departamento de Química da UnB;a nomeação de Hugo Jorge Monteiro para a chefia desse departamento em 1972; sua experiência como administrador; as atividades docentes, científicas e administrativas desenvolvidas pelo entrevistado na UnB; a importância da vinculação do ensino à pesquisa; as bibliotecas da UnB; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados; a experiência com pesquisador da Zoecon Corporation; o bloqueio da Food and Drug Administration (MA) à ação das indústrias químicas multinacionais nos Estados Unidos e a instalação de laboratórios de pesquisas dessas empresas no Brasil; a dependência tecnológica nacional; a revolução da química na década de 50; os principais centros de pesquisa química do mundo; a superespecialização do químico contemporâneo; a poluição de publicações; a importância do intercâmbio entre a comunidade científica: o papel da SBPC, da Academia Brasileira de Ciências e das revistas internacionais.
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