Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação em 1975.
Sumário
9ª Entrevista:as viagens pelo país no período em que acompanhava Getúlio Vargas como ajudante-de-ordem; condição da aviação na mesma época; encargos iniciais da aviação naval e militar: a observação; a criação do Ministério da Aeronáutica (1941) e opiniões sobre a extinção da Aviação Naval; o significado do brigadeiro Eduardo Gomes para a Aeronáutica; a condição precária da Marinha no início da Segunda Guerra Mundial; comentário sobre a corrida armamentista; o papel das Forças Armadas em países menos desenvolvidos como o Brasil; comentário sobre o comunismo e sua infiltração nos países menos desenvolvidos; relato de negociações com a pasta da Fazenda e o Congresso, realizadas durante sua gestão como Ministro da Marinha (1961-1962) e durante sua atuação na chefia do gabinete de Renato Guillobel (1952-1954); opinião sobre a pouca permeabilidade política na Marinha, particularmente no que diz respeito a seus ministros;construção das residências de Marinha em Brasília durante sua gestão como Ministro.
12ª Entrevista:os cursos realizados na carreira de Marinha: na época do entrevistado e atualmente; discussão sobre os critérios de escolha dos oficiais habilitados para os cursos que permitem ascender a almirante; opinião sobre os processos de promoção na carreira de Marinha e o exemplo de três casos de conhecimento do entrevistado; considerações sobre a promoção em tempo de guerra; o caso da promoção do entrevistado durante o governo Juscelino e a relação com o então ministro da Marinha Matoso Maia; discussão sobre os efeitos da reforma Castelo Branco, que limita o tempo de serviço dos oficiais-generais e antecipa a passagem para a reserva; menção a almirante norte-americano e a almirante soviético, que permaneceram longamente em altos postos de comando; o isolamento no poder; comparação entre o primeiro e o segundo governo Vargas;vantagens e desvantagens da constituição do poder central em Brasília;considerações sobre o papel ainda limitado da televisão nos anos 50; opinião sobre o exercício da democracia no Brasil; breve parecer sobre o governo Dutra; análise do segundo governo Vargas; relato do Almirante Guillobel de reunião a que foi convidado por Zenóbio da Costa ao fim do segundo governo Vargas; avaliação da escolha dos ministros militares no segundo governo Vargas; a necessidade da disciplina nas Forças Armadas; processo de nomeação do Ministro Amorim do Vale para a pasta da Marinha (1954-5) e sua reação aos projetos do antecessor, Almirante Guillobel; experiência do entrevistado sob a gestão do Ministro Amorim do Vale, enquanto adido naval na Espanha; reação do entrevistado ao suicídio de Vargas; detalhes do movimento de 11 de novembro de 1955; considerações sobre o caráter excepcional de se exercer funções no exterior por três vezes, como foi o caso do entrevistado; opinião sobre a escolha e a administração do Ministro Alves Câmara (1955-1956); descrição do projeto do Almirante Guillobel de construir vila operária e casas para oficiais subalternos em terreno próximo Avenida Brasil, no Rio de Janeiro; a diferença entre terrenos da Marinha e de Marinha; atuação do entrevistado na sistematização do serviço de lanchas do Arsenal de Marinha, época em que l servia; perfil do Almirante Sílvio de Noronha: seu caráter detalhista e centralizador; episódio da Marinha norte-americana na Segunda Guerra que demonstra a necessidade de descentralização administrativa; o processo de decisão da participação das Forças Armadas em conflitos internacionais; opinião sobre o papel dos clubes Naval e Militar no debate político; a eleição para presidente do Clube Militar em 1952 e a escolha feita pelo entrevistado; a aversão ao comunismo dentro das Forças Armadas e a opinião do entrevistado; comentário sobre a crise gerada pelo aumento de 100% do salário mínimo, no segundo governo Vargas; discussão sobre o exercício do cargo de ministro nas Forças Armadas por oficiais de postos inferiores ou por civis: os casos da Marinha e de Nero Moura, na Aeronáutica; observações sobre as derrotas de Eduardo Gomes nas eleições presidenciais e sobre seu significado para a Aeronáutica.
14ª Entrevista:impressões sobre a Espanha quando l serviu como adido naval (1954-1955): as dificuldades de desenvolvimento e do acordo militar com os Estados Unidos; discussão sobre o caráter diplomático das funções do entrevistado ao longo de sua carreira; desvantagens da carreira diplomática; atuação do entrevistado como presidente da Comissão de Marinha Mercante, ao final do governo Juscelino: o caso da compra irregular de navios da Transmarítima; o episódio do embarque de Juscelino no navio Barroso, em Santos, quando o entrevistado era capitão dos portos de São Paulo; opinião sobre a atuação política de Sílvio Heck durante o governo Juscelino; a oposição de segmentos das Forças Armadas a Juscelino e detalhes do Movimento do 11 de novembro de 1955; menção às funções de chefe do estado-maior do 1º Distrito Naval e de capitão dos portos de São Paulo, que desempenhou entre 1955 e 1957; perfil do Almirante Paulo Mário da Cunha Rodrigues; descrição da estrutura organizacional de um estado-maior;opinião sobre a mudança da capital para Brasília;comentário sobre o episódio de cessão da espada de ouro ao Marechal Lott em novembro de 1956; perfil do Almirante Alves Câmara; a constituição e as atribuições do Conselho do Almirantado; perfil do Almirante Lúcio Meira; discussão sobre a origem da denominação "oficial-general".
18ª Entrevista:as informações obtidas nos Estados Unidos sobre os antecedentes da crise de 1964 e as conseqüências do plebiscito que instaurou o regime presidencialista no governo João Goulart; impressões sobre o final do governo Jango:a revolta dos sargentos em Brasília (setembro de 1963);opinião do senador Filinto Muller sobre João Goulart e sua relação com o Congresso, o Comício de Reformas (13.03.1964); os papéis de Assis Brasil e Leonel Brizola no governo Jango; avaliação da atuação de João Goulart como presidente e relato de conversa em que Jango se declarava não comunista; críticas gestão do Almirante Sílvio Mota no Ministério da Marinha (1963-1964) e à ingerência dos ministros militares na política; comentário sobre os convites que o entrevistado recebeu para a função de ajudante-de-ordem; críticas ao desempenho da Marinha na repressão revolta dos marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos (25.03.1964); comentário sobre o caráter de Cândido Aragão e a impropriedade de ter alcançado o almirantado; opinião sobre o "cabo" Anselmo; a carta precatória enviada ao entrevistado nos Estados Unidos, como parte de inquérito instaurado na Marinha após o movimento de 1964; a Associação de Cabos e Marinheiros e o Clube Humaitá Esportivo: suas características do ponto de vista da legalidade; crítica às reivindicações da Associação de Cabos e Marinheiros - os direitos de casar e de andar paisana - e as especificidades do estilo de vida na Marinha; a importância da hierarquia e da obediência na Marinha; a reação do almirantado à anistia dada por João Goulart aos integrantes da revolta dos marinheiros; breve relato da nomeação de Maximiano da Fonseca como sócio benemérito do Clube Naval; a subversão da autoridade no meio militar e as conseqüências da implantação do regime presidencialista no governo João Goulart; a volta do entrevistado ao Brasil e as dificuldades para assumir nova função durante a gestão de Ernesto Melo Batista no Ministério da Marinha; relato do rompimento de relações com Melo Batista anterior ao governo João Goulart; menção relação entre Castelo Branco e Augusto Rademaker; a solução dada por Castelo Branco ao problema da aviação embarcada e a reação de cinco almirantes; perfil de Augusto Rademaker; a reação, nos Estados Unidos, notícia do golpe de 1964 e as impressões do entrevistado; impressões sobre Castelo Branco; a punição após 1964, de oficiais que haviam servido no gabinete do Ministério da Marinha na gestão do entrevistado; a transferência do entrevistado para a reserva (1966), a promoção ao posto de Almirante, o corte de gratificação no governo Médici e as dificuldades para reavê-la judicialmente; o inquérito instaurado na Marinha após 1964 e críticas a cassações indevidas; a peculiaridade da cassação de Ernesto Melo Batista; apreciação dos governos Castelo Branco, Costa e Silva e Médici; a eleição e o governo Negrão de Lima no Estado da Guanabara (1965-1971); a contribuição do Ministro da Marinha Renato Guillobel (1951-1954) ao projeto de alargamento da Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro; comentário sobre o encaminhamento da sucessão de Castelo Branco; a crise na Escola Naval em decorrência de entrevista de José Santos Saldanha da Gama publicada na revista Galera; perfil do Almirante Saldanha da Gama.
20ª Entrevista:a gestão do entrevistado no Ministério da Marinha e suas realizações: as visitas de inspeção instalações da Marinha em todo o país; o trato da questão política no primeiro escalão e a comissão dada a todos oficiais-generais; a relação com o Ministro da Fazenda na obtenção de verbas para a Marinha e a elaboração do orçamento da Marinha para 1962; o caso do pagamento de prestações de navios em dólar no paralelo; a compra de navio-oficina e dique flutuante aos Estados Unidos; o arrendamento de submarinos aos Estados Unidos; a concorrência para construção de navio-transporte de óleo; a compra de aviões para a aviaçãoembarcada; continuidade da construção da base aeronaval de São Pedro da Aldeia; a remodelação do navio-escola Almirante Saldanha para navio oceanográfico e a participação de seu comandante;a construção de residências em Brasília para a transferência do pessoal de Marinha;a retomada da construção da base naval de Aratu; a instalação do Centro de Adestramento Almirante Marques Leão; dotação para a construção de embarcações para a Diretoria de Portos e Costas;regulamentação do retorno a postos adequados de oficiais que fizeram cursos no exterior; o restabelecimento dos postos de adido naval suprimidos por Jânio Quadros e a criação das funções de adido naval na França e no México; as dotações para a regulamentação da entrega de uniformes aos marinheiros e para o aprimoramento do serviço de reembolsáveis; a retomada da construção da escola de aprendizes em Alagoas; balanço geral da gestão no Ministério da Marinha e da trajetória do entrevistado.
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