Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Foi publicada no livro CAPES, 50 anos: depoimentos ao CPDOC/FGV/ Organizadoras: Marieta de Moraes Ferreira & Regina da Luz Moreira. Brasília, DF.: CAPES, 2002. 343 p.il. Esta entrevista está disponível para consulta na Estante Virtual: clique aqui
Sumário
Fita 1: o desenvolvimento da ciência no Brasil; o curso de aplicação do Instituto Osvaldo Cruz; a experiência como diretor da CAPES e do Serviço Nacional de Peste do Ministério de Educação e Saúde: o contato com cientistas e universidades de todo o país; a criação da CAPES; sua orientação inicial: o treinamento de docentes nos "centros de excelência" nacionais, as áreas prioritárias de atendimento; a organização interna e a equipe da CAPES; as relações da CAPES com o CNPq; os recursos e as atribuições desses organismos; o intercâmbio com instituições estrangeiras de amparo à pesquisa; os auxílios e as bolsas da CAPES; a seleção dos bolsistas; o "mito desenvolvimentista" e as estratégias para a universidade brasileira: as orientações de Anísio Teixeira e de Almir de Castro; a massificação do ensino universitário no Brasil e a importância da diversificação qualitativa das profissões; a orientação da CAPES: o programa de treinamento dos quadros docentes, o incentivo à vinculação do ensino à pesquisa, a seleção dos bolsistas; o freqüente divórcio entre as linhas de pesquisa desenvolvidas pelos bolsistas no exterior e as necessidades nacionais; as prioridades científicas do país; o conflito entre a política econômica e a política científica e tecnológica do governo brasileiro; o apogeu e a decadência da física no Brasil; Ernesto de Oliveira Jr. e a Comissão Supervisora do Planejamento dos Institutos (COSUPI); a modernização da saúde pública no país e a organização do curso de pós-graduação em saúde pública do Departamento Nacional de Saúde; os cursos do Instituto de Manguinhos e da Universidade Johns Hopkins; o sistema de recrutamento dos pesquisadores do Instituto de Manguinhos; a carreira do entrevistado na área de saúde pública: a contratação pelo Ministério da Educação e Saúde e a atuação como delegado de saúde no nordeste do país; o planejamento e a criação da UnB: o grupo organizador, a liderança de Darcy Ribeiro; as gestões de Darcy Ribeiro e de Anísio Teixeira na UnB; a experiência do entrevistado como vice-reitor da UnB: a perseguição do governo militar a essa universidade.
Fita 2: a crise da UnB em 1965 e a saída de Zeferino Vaz de sua direção; a continuação da crise durante a gestão de Laerte de Carvalho e suas conseqüências para o desenvolvimento da Universidade: o expurgo de professores e a reação do corpo docente; a reestruturação da Universidade após a crise; o modelo "revolucionário" da UnB: a estrutura dos institutos centrais, o concurso para professor titular e o poder dos órgãos colegiados; suas relações com as demais universidades do país; a gestão de Zeferino Vaz e a crise da UnB; a experiência do entrevistado como consultor-geral e diretor da Sociedade Brasileira de Instrução; o projeto inicial da UnB; estratégias educacionais para um país em desenvolvimento; a participação dos corpos discente e docente na modernização da universidade brasileira.
2ª Entrevista:
Fita 2 (cont.): a atração pelas ciências biológicas e o ingresso na Faculdade Nacional de Medicina; a opção pela área de saúde pública; a formação médica dos primeiros biologistas brasileiros; a atividade científica na Faculdade Nacional de Medicina: as pesquisas de Olímpio da Fonseca e dos irmãos Osório de Almeida; a influência de César Sales na formação dos pesquisadores de sua geração; o ensino e a pesquisa na Faculdade Nacional de Medicina: os cursos de Carlos Chagas e de Sílvio Fróes da Fonseca; as aulas de César Sales no curso secundário: o incentivo às vocações científicas; a democratização do ensino secundário; a função da universidade; a dedicação dos docentes às atividades científicas; a criação do Instituto de Biofísica da UFRJ; a fundação da Universidade do Distrito Federal (UDF) e sua posterior incorporação à Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil; os objetivos iniciais das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e sua opção pela formação de professores de nível médio; o ensino secundário de sua época; o laboratório de fisiologia dos irmãos Osório de Almeida; o apoio de Guilherme Guinle à ciência;o contato com Anísio Teixeira; os debates sobre a estrutura universitária brasileira.
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