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Trajetória e pensamento das elites do agronegócio de São Paulo
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João Toledo

João Toledo nasceu cidade de Santos, Estado de São Paulo, em 10 de outubro de 1945. Seu pai na época de seu nascimento e infância era corretor oficial da Bolsa de Café em Santos. Seus antepassados paternos já se dedicavam à produção de café na região de Tietê, Piracicaba e região sul do Estado próximo à fronteira com o Paraná. Em 1952 a família transfere a residência para o município de Pedregulho, interior do Estado de São Paulo. Na época João Toledo tinha sete anos e seus irmãos, José Luiz e Sergio, seis e cinco anos respectivamente. Em Pedregulho o pai adquire uma propriedade e passa a se dedicar à cultura do café. Sua trajetória educacional tem início em Pedregulho e Franca. Devido à necessidade dos filhos freqüentarem a escola os pais decidem sair da fazenda e transferir a residência para a cidade. Já pensando na preparação para ingresso no curso superior decide cursar o colegial em Piracicaba/SP, no colégio Sud Mennucci, escola conhecida como preparatória para ingresso na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), onde fica de 1964 a 1969. O irmão do meio forma-se em Engenharia Mecânica e assume cargo na Gessy Lever. O irmão caçula opta por cursar engenharia agronômica na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) de Jaboticabal. Lever, após formatura concursa-se engenheiro agrônomo do Banco do Estado de São Paulo S. A. (Banespa) e também passa apoio na gestão das atividades agrícolas do pai. Na década de 1970 perde o irmão caçula, vitima de um acidente de carro. Antes mesmo de se formar surge um convite para trabalhar no setor industrial da Usina Santa Clara, de propriedade do Sr. Roberto Ferreira do Amaral na época também diretor-superintendente do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S.A. (Comind) (1968-1975). Aceita a oferta de trabalho na Usina Galo Bravo em Ribeirão Preto/SP onde fica até 28/12/1972. Ingressa por meio de concurso na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (1972) como técnico agronômico. É designado para trabalhar na Casa da Agricultura no município de Populina situado na região da Alta Araraquarense. Em 1973 solicita transferência para a Casa da Agricultura do município de Pedregulho. Pede transferência para Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) seção de café em Campinas devido ao casamento e a necessidade de se aproximar da Universidade de São Paulo em Piracicaba onde a esposa lecionava práticas de ensino no curso de economia de Doméstica. Nascimento das três filhas. Em 1985 filia-se à recém criada Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec). Em 1987 falecimento de seu pai. A rotina de trabalho durante mais de trinta anos foi dividida entre Campinas e Pedregulho, onde adquire propriedades de café, até a aposentadoria em 2004, apesar da permanência da família em Campinas onde a esposa é proprietária de um colégio. Uma das filhas segue carreira acadêmica, com mestrado (Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP Campus de Jaboticabal) e doutorado (Universidade Federal de Lavras – UFLA) em Engenharia Agronômica. Em 2009 assume a diretoria da Cocapec.

 

 

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Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 15.12.2011

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1º Bloco
Origens familiares; a tradição familiar na agricultura; a mudança para a cidade de Pedregulho, interior de São Paulo.
 
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2º Bloco
A opção pela agronomia; o panorama do café durante as décadas de 50 e 60; a formação escolar; o interesse pelo trabalho na fazenda do pai.
 
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3º Bloco
A faculdade e os primeiros cargos profissionais; a trajetória na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq); o trabalho em usinas; a ida para a Secretaria de Agricultura.
 
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4º Bloco
O início na cafeicultura; as condições econômicas do café durante a década de 70; incompatibilidade com o estilo de trabalho do pai e a ida para ir trabalhar em Campinas; a atuação na área de assistência técnica em café aos agrônomos; o arrendamento da propriedade do pai após o seu falecimento.
 
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5º Bloco
O trabalho na Secretaria de Agricultura; a inserção do café na região do cerrado; vantagens climáticas e geográficas da região de Franca, interior de São Paulo.
 
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6º Bloco
A área da pesquisa agrícola; a preferência pela atuação na extensão rural; as áreas de demonstrações nas fazendas; a formação profissional de sua esposa; o trabalho de sua filha na pesquisa agrícola.
 
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7º Bloco
Estímulos governamentais à cafeicultura; a abertura de novas áreas para a produção de café; a entrada recente do café brasileiro no mercado internacional enquanto commodity.
 
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8º Bloco
As variedades de café; a diferença entre o tipo Robusta e o Arábica; o café gourmet.
 
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9º Bloco
Especificações da produção de café; as particularidades do café orgânico; o alto valor econômico de certos tipos de café; o fair trade.
 
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10º Bloco
A questão da certificação de café; a importância do registro da marca; o apoio das cooperativas aos produtores; a adequação à legislação trabalhista.
 
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11º Bloco
A atuação das cooperativas; a filiação à Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec); a relação com as tradings após a abertura do mercado brasileiro, na década de 90; o sistema de exportação do café brasileiro.
 
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12º Bloco
A mecanização na produção do café; a relação entre a mecanização e o desenvolvimento do pais; a mecanização e as leis trabalhistas; a situação dos produtores com menos recursos para o investimento na mecanização.
 
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13º Bloco
O mercado cafeicultor brasileiro atualmente; a aplicação do conhecimento agrícola em sua própria fazenda; mudanças desencadeadas pela diminuição da intervenção governamental no café; a relação entre as cooperativas e os pequenos e médios produtores.
 
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14º Bloco
A atuação como presidente na cooperativa; a decisão de assumir a presidência; o crescimento da cooperativa ao longo dos anos; características essenciais para uma boa gestão agrícola.
 
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15º Bloco
A ascendência da agricultura brasileira; a entrada de novos grupos de investidores na agricultura; a questão da consultoria a produtores agrícolas; a divisão de fazendas de administração familiar.
 
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16º Bloco
Mudanças no panorama da agricultura; a evolução da concepção de fazenda.
 

 

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