
Fernando José Balbo nasceu no município de Sertãozinho, Estado de São Paulo, no dia 11 de março de 1963, filho de Leontino Balbo e Marlei Silva Balbo. Residiu na colônia da Usina Santo Antônio, com a família, até 1972 quando se mudam para o município de Ribeirão Preto/SP. Em 1982 ingressa no curso de Engenharia Agronômica na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) em Jaboticabal/SP. Conclui a graduação no final de 1985 e no ano seguinte inicia seus trabalhos como Assessor Técnico na Usina São Francisco em Sertãozinho – SP. Em 1990 assume o cargo de Diretor Agrícola na Usina São Francisco S/A. A partir da década de 1990 em conjunto com outros membros da diretoria passam a reorganizar o processo produtivo para a conversão de parte da lavoura tradicional em lavoura orgânica. Em 1997 é criada a marca Native, para a venda de uma gama de produtos produzidos organicamente. Na década de 2000 o grupo Balbo passa a investir no processo de expansão das atividades produtivas, inclusive na produção de energia elétrica através das usinas Santo Antônio e São Francisco, pertencentes ao grupo, que desde 1987 são autossuficientes na cogeração de energia elétrica, exportação do excedente para Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Ainda nesta década o grupo passa a investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos como processamento de plástico biodegradável, processo de colheita de cana crua, produção de leveduras, produção de cera de cana-de-açúcar, manejo e combate de doenças e pragas de maneira biológica e novos implementos agrícolas. Em 2008 Em 2008 é inaugurada a Usina Uberaba, uma parceria entre o grupo Balbo e outros grupos empresariais. Fernando José Balbo atualmente ocupa os seguintes cargos: Diretor da Usina Santo Antonio S/A; Diretor da Bioenergia Cogeradora S/A; Diretor da Agropecuária Iracema Ltda. e Nova Agro S/A; Diretor da Native Produtos Orgânicos Comercial Importadora Exportadora Ltda.; Diretor da Vicenza Empreendimentos Imobiliários Ltda.; Membro do Conselho de Administração da Usina Uberaba S/A; Membro do Conselho da Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAG/RP); Membro do Conselho da Associação Rural de Ribeirão Preto; Membro da Diretoria do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de S. Paulo (CONSECANA-SP).
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SUMÁRIO - ENTREVISTA 18.11.2011
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1º Bloco
Origens familiares; a vinda do bisavô paterno da Itália para o Brasil; o trabalho do avô paterno no Engenho Central; o aprendizado do pai e dos tios sobre o processo produtivo da cana; a rotina da família dentro da usina.
2º Bloco
A compra da Usina Santo Antônio; a situação do Engenho Central após a saída da família da administração da usina; a trajetória de Francisco Schmidt, dono do Engenho Central.
3º Bloco
A opção pela produção do açúcar; as condições climáticas adequadas da região do interior paulista para a produção de cana; o conhecimento técnico do avô e dos tios; o investimento econômico da família na compra da primeira usina; a mudança da família para a usina.
4º Bloco
Vantagens do estado de São Paulo na produção de açúcar; a compra da segunda usina; a proeminência de São Paulo na produção do açúcar.
5º Bloco
A participação familiar em associações agrícolas; o tio mais velho como um dos fundadores da Associação dos Fornecedores de Cana de Sertãozinho; o envolvimento ativo em conselhos agrícolas; a compra da cana de fornecedores, nos momentos iniciais da Usina Santo Antônio.
6º Bloco
A infância passada dentro da usina; a situação da empresa familiar em meados da década de 60; a experiência de crescer no ambiente da usina; a mudança para Ribeirão Preto na década de 70; a posição do pai dentro da empresa.
7º Bloco
A formação educacional; a administração da empresa pelos tios; a formação escolar feita em escola pública; o curso superior em Agronomia; a adaptação ao ambiente urbano.
8º Bloco
O primeiro cargo na usina; a formação profissional dos irmãos; a entrada na usina como assessor técnico; o trabalho puxado dentro da usina.
9º Bloco
O impacto da crise do petróleo na década de 70; o advento do Proálcool; a expansão da produção de cana.
10º Bloco
A relação com os sindicatos de trabalhadores rurais; a fortificação dos sindicatos após a segunda metade da década de 70; a boa relação da empresa com os trabalhadores; o levante na região de Guariba em 84; a questão da reforma agrária.
11º Bloco
A crise da agricultura na década de 80; o congelamento dos preços devido à inflação; o impacto da desvalorização do preço do álcool; privilégios recebidos pelos produtores do nordeste na época.
12º Bloco
A produção de álcool após a década de 90; a melhora no sistema de comunicação e informação; o sistema da Copersucar; os grupos de comercialização de álcool.
13º Bloco
O início da produção de cana orgânica; o desenvolvimento da colheita de cana crua; o princípio da conversão da área de produção em orgânicos a partir da década de 90; os principais compradores de produtos orgânicos; a certificação da marca da empresa, a Native.
14º Bloco
O investimento em novas linhas de produção; projetos de processamento de plástico biodegradável; a entrada na área de energia; projetos sociais da empresa.
15º Bloco
A pesquisa em novas tecnologias; o pouco investimento do setor agrícola em pesquisas; a tradição da empresa em buscar novas tecnologias;a necessidade do incentivo da pesquisa interna de produção agrícola.
16º Bloco
A questão da responsabilidade ambiental; a preocupação da empresa com os impactos ambientais; a política da empresa.
17º Bloco
A ascensão do álcool no mercado internacional; o status como empresa familiar em meio ao setor da agricultura; a entrada de grandes grupos empresariais na produção da cana.
18º Bloco
A relação com o governo; o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); a atuação do Ministério das Relações Exteriores; as barreiras legislativas sociais e ambientais.
19º Bloco
A questão dos pequenos e médios agricultores; o risco do comprometimento da produção de alimentos; o programa do biodiesel.
20º Bloco
A inserção dos produtos orgânicos no mercado; o custo elevado dos orgânicos.
21º Bloco
Os valores da marca Native; o cuidado com a qualidade dos produtos; a gestão diferenciada da empresa; a identificação com a agricultura.
TRANSCRIÇÃO NA ÍNTEGRA
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