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Verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro - DHBB

INTRODUÇÃO À 2º EDIÇÃO

 

I. A HISTÓRIA E SUAS FONTES

Logo após seu lançamento em 1984, o Dicionário histórico-biográfico brasileiro; 1930-1983 tornou-se fonte privilegiada para a construção da história política do Brasil contemporâneo. Em pouco tempo a obra esgotou-se, o que nos levou a pensar em uma nova edição atualizada. Ao prepará-la, vimo-nos diante de problemas cuja solução nos conduziu a algumas reflexões.

Inicialmente, é preciso lembrar que os dicionários são constituídos de uma soma considerável de informações e de dados que é colocada à disposição de todos, do erudito ao homem comum. Destinam-se portanto à difusão democrática de um determinado tipo de saber. São obras que não têm autor, e sim organizadores e compiladores de um conhecimento obtido nas mais diversas fontes. Além de indicarem o estágio do conhecimento de uma disciplina ou de uma área de especialização, podem ser motores de renovação, na medida em que oferecem ao especialista um amplo inventário do conhecimento existente, a partir do qual poderão ser elaborados estudos comparativos e aprofundadas ou diversificadas análises e estudos críticos. Utilizados como obras de referência, muitas vezes são considerados portadores da verdade e da objetividade, o que lhes confere grande autoridade. Mas, por serem vistos também como obras de compilação, raríssimas vezes são citados como fontes de consulta.

A atualização que é aqui apresentada foi feita num período de grande valorização dos dicionários. A partir dos anos 1980 eles se multiplicaram e hoje abrangem os mais variados temas e áreas do conhecimento. Na mesma época assistiu-se também a um significativo aumento do interesse pela história política e pelas biografias, até pouco tempo atrás postas em segundo plano pela história das estruturas. Isso certamente explica o êxito dos dicionários biográficos, tanto entre os estudiosos quanto entre o público em geral. Eles permitem identificar a composição das elites políticas, intelectuais, empresariais, militares, jornalísticas e outras, conhecer lideranças operárias e perceber o grau de participação dessas elites e lideranças na esfera pública do poder.

Um dicionário histórico-biográfico da vida política brasileira deve ser visto como uma obra de referência e um ponto de partida para um amplo leque de estudos e pesquisas. A utilização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro como fonte de pesquisa deve assim levar em consideração os critérios e conceitos empregados em sua elaboração, mas também suscitar o confronto dos dados apresentados com outros estudos que analisam o mesmo universo. Todo dicionário é uma obra provisória que deve ser submetida a revisões permanentes. Ou, como indica Wilson Martins, o problema dos dicionários é que sofrem de “inevitável velhice precoce, começando a desatualizar-se no momento mesmo em que saem da oficina ou do computador”.

O conteúdo dos verbetes de um dicionário como este está relacionado a múltiplas determinações: às fontes de informação disponíveis, tanto públicas quanto privadas, ao papel e às funções exercidas pelo biografado, à conjuntura em que este viveu, mas também ao momento histórico em que a obra é elaborada, com seus valores e sua cultura política própria. Na verdade, essas determinações já se fazem sentir na seleção dos personagens, eventos, instituições, partidos e movimentos que entrarão ou serão excluídos da obra. Incluir personagens em um dicionário pode significar tirá-los do anonimato e transformá-los em protagonistas significativos da história, assim como excluí-los pode levar a seu esquecimento. O peso da conjuntura política em que a obra é preparada irá influir na definição dos critérios de inclusão ou exclusão de personagens ou temas. As fontes de pesquisa disponíveis também poderão falsear a notoriedade de um indivíduo, de uma instituição ou de um movimento político e levar o pesquisador a omissões ou a erros involuntários na composição de sua nominata. Tampouco podem ser negligenciados os valores e as orientações do historiador-pesquisador envolvido em todo o processo, desde a escolha das fontes até a decisão sobre a estrutura do verbete, a seleção das informações que devem constar do texto e a própria linguagem utilizada para reconstituir uma trajetória de vida ou a história de um partido, movimento político ou instituição.

As questões metodológicas que tivemos de enfrentar na atualização de uma obra cuja primeira edição tratava do período 1930-1983 estiveram em grande medida ligadas ao fato de estarmos trabalhando com atores e acontecimentos muito próximos de nossa experiência. Estaríamos lidando com história contemporânea, história do tempo presente, história imediata? Certamente com as três. Entre a história contemporânea, que no Brasil corresponde ao período pós-republicano, e a história imediata, que pressupõe uma radical proximidade dos acontecimentos com a narração do historiador, a história do tempo presente possui fronteiras menos precisas cuja consideração é importante para a compreensão desta obra.

Na história do tempo presente, o historiador sempre trabalha com a construção do seu objeto de estudo, não importa qual seja a natureza deste. Isso implica necessariamente a consulta e a síntese dos documentos disponíveis, o que requer um certo lapso de tempo entre a produção do acontecimento e sua análise histórica. A diferença, em relação à história imediata, estaria na ausência nesta última de uma análise crítica das fontes utilizadas. A história imediata poderia assim ser vista como um testemunho, um esboço, o primeiro levantamento do material que fornecerá elementos e pistas para futuras pesquisas. Já em relação ao passado, qual seria a fronteira da história do tempo presente? É importante ter claro que essa fronteira é variável, não é a mesma para todos. Como diz Eric Hobsbawm, “o tempo presente começa no momento em que se tem consciência de viver no mundo”. A existência, entre as fontes disponíveis, de testemunhos vivos pode ser um dos fatores considerados na delimitação cronológica da história do tempo presente, mas não pode ser o fator determinante. Talvez não se deva mesmo falar em fronteira, e sim reconhecer que há uma continuidade no tempo e que o presente revela fenômenos de longa duração. Ou que a história modifica a significação dos fenômenos à medida que as perspectivas mudam, e que o historiador busca no passado novos objetos de estudo em função das preocupações de seu tempo.

O pesquisador normalmente tem de fazer escolhas e cortes nas fontes que utiliza.

Em nosso caso, ao buscarmos dados para elaborarmos nossos verbetes, tanto biográficos quanto temáticos, em fontes primárias e secundárias, muitas vezes verificamos que elas eram insuficientes para responder às exigências da pesquisa. Muitas vezes, toda a informação disponível sobre um biografado ou uma instituição, evento político, ou outro tema do tempo presente, provinha apenas de jornais e revistas.

A imprensa é uma fonte importante para o pesquisador, mas, como qualquer outra, deve ser controlada, comparada e criticada. Nos últimos anos, na competição por anunciantes e leitores, a imprensa muitas vezes abdicou da tarefa de checar informações, de buscar a objetividade, dando prioridade ao sensacional, à denúncia, ao prejulgamento. Embora estejamos cientes das limitações que a imprensa pode impor à pesquisa e da grande subjetividade de que é portadora, recorremos a ela com freqüência. Procuramos ser rigorosos, eliminando os excessos e retirando do noticiário apenas as informações básicas para reconstituir a atuação de personagens ou de instituições.

Em outros casos, o pesquisador trabalhou com os dados fornecidos pelo biografado ou por sua família, em geral informações sobre pontos específicos, curricula vitae, depoimentos, textos produzidos pelo próprio biografado ou por sua encomenda. A atualização de um grande número de biografias foi feita através do contato direto com o biografado ou seus descendentes. Na elaboração do verbete procuramos eliminar todas as informações de caráter laudatório e utilizar dados objetivos. Tivemos a preocupação, sempre que possível, de apresentar as diversas opiniões em confronto sobre acontecimentos ou sobre a participação dos atores envolvidos, recorrendo sempre à citação das fontes consultadas. Não obstante, estamos conscientes de que nossos cuidados ao reproduzir informações fornecidas diretamente ou pela imprensa nem sempre conseguirão eliminar erros.

  

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II. CONTINUIDADES E ALTERAÇÕES

O processo de atualização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro, iniciado em janeiro de 1996, foi enormemente facilitado pela experiência acumulada na preparação da primeira edição. Diversos aprimoramentos e ganhos de rendimento foram introduzidos no trabalho. A metodologia de pesquisa e redação dos verbetes foi simplificada. Desse modo, as etapas se desenvolveram com maior rapidez, até mesmo porque os verbetes retratam personagens e temas com atuação num período de tempo mais curto, de no máximo 20 anos. Também o menor número de trabalhos analíticos e de fontes secundárias em geral sobre o período mais recente tornou mais sintética a abordagem dos fatos. No essencial, porém, a metodologia, os critérios e conceitos utilizados seguiram as diretrizes adotadas na obra editada em 1984, explicitadas na “Introdução à 1a edição”.

Serão apresentadas a seguir algumas observações e explicações destinadas a permitir que a segunda edição do Dicionário, revista, ampliada e atualizada, seja melhor utilizada.

A primeira edição do Dicionário apresentava verbetes sobre um universo delimitado por dois marcos temporais: de um lado, o ano de 1930; de outro, o ano de 1975, quando foi estabelecida a nominata com que se iria trabalhar. Os biografados e os temas então selecionados tiveram contudo seu acompanhamento estendido até as vésperas da edição da obra, o que levou ao registro em seu título das datas 1930-1983. A nova edição teve sua nominata “fechada” em 1995, o que significa que foram acrescentados verbetes sobre homens e temas surgidos no cenário político brasileiro entre 1975 e 1995. Excepcionalmente, foram incluídos na obra todos os ministros do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, mesmo aqueles nomeados ao longo do período 1995-1999. Da mesma forma que na primeira edição, muitos verbetes trazem informações até o ano 2000, momento em que encerramos o trabalho de redação.

A nova edição contém não apenas novos verbetes, mas também a complementação daqueles que constavam da primeira edição e estavam defasados. Foram também corrigidos erros que percebemos ou que nos foram indicados pelos leitores. A primeira edição incluiu 3.741 biografias e 752 verbetes temáticos. Esse total de 4.493 verbetes teve 2.071 atualizados e recebeu um acréscimo de 2.150 novas entradas. A nova edição contém, portanto, 6.620 verbetes.

O processo de atualização ocorreu dentro de uma nova conjuntura política, e o novo Dicionário sem dúvida reflete as mudanças que a sociedade brasileira viveu nas últimas décadas. Entre elas sobressaem a redemocratização do país, a liberdade de imprensa, o aumento da participação política, a maior democratização da representação política e a extraordinária ampliação do eleitorado brasileiro, assim como o surgimento de novas lideranças civis e a participação do Congresso na definição de políticas públicas. Através de um estudo comparativo dos representantes eleitos nas últimas cinco décadas, o pesquisador poderá identificar alterações na composição social do Legislativo, principalmente a partir da década de 1980.

A saída dos militares da cena política em 1985 é bastante representativa dessas mudanças. Se a primeira edição do Dicionário contou com um número elevado de biografias de militares que ocupavam comandos e cargos técnicos-administrativos, uma vez que desses postos sairiam os futuros ministros militares e os dententores das decisões que iriam afetar pontos sensíveis da administração pública do país, hoje a redução do poder dos militares determinou a eliminação de vários desses cargos do rol dos critérios de inclusão. Desse modo, só foram biografados na nova edição os ministros militares, os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas e os comandantes da Escola Superior de Guerra. Mas os militares biografados na primeira edição tiveram sua trajetória de vida atualizada até 1995.

Foi feita, também, uma reavaliação dos critérios de seleção dos diplomatas estrangeiros utilizados na primeira edição, o que resultou na sua exclusão da obra. Essa decisão foi tomada tendo em vista, de um lado, o número reduzido de informações obtidas para compor a biografia desses diplomatas e, de outro, a observação de que esses cargos não exigem de seus ocupantes uma definição de estratégias políticas, na verdade ditadas por outras instâncias fora do país.

Também os reitores universitários deixaram de ser biografados na nova edição, por considerarmos que sua atuação se situa preferencialmente na área científica e cultural. De qualquer forma, atualizamos as informações para os que constavam da edição anterior.

Por outro lado, na nova edição foi ampliado o número de jornalistas, assim como foram incluídos órgãos de informação — revistas, emissoras de rádio e de televisão — que antes não haviam sido verbetados. Trata-se, neste caso, do reconhecimento do inegável poder político da mídia na sociedade brasileira atual.

Decidimos incluir um número maior de charges e de fotografias nesta edição, já que elas são fontes de informação preciosas para documentar os textos biográficos e temáticos. As caricaturas acrescentam uma outra forma de escrever a história de um personagem ou de um evento, introduzindo o humor e a crítica, que são complementos indispensáveis nesta obra.

Em relação às entradas dos verbetes, bem como à grafia de topônimos e antropônimos, mantivemos os mesmos critérios da edição anterior, expostos na seção “Como usar o Dicionário histórico-biográfico brasileiro”. Há apenas uma alteração relativa às entradas de pseudônimos e formas correlatas que, sem ferir o princípio de que nas biografias “a entrada se faz, quase invariavelmente, pelo último nome da forma consagrada”, busca adequar-se à já mencionada mudança ocorrida nas últimas décadas na composição social dos quadros do poder no Brasil. Se, na primeira edição, os pseudônimos recebiam entradas remissivas, nesta, diante da generalização da prática, e do efetivo predomínio do pseudônimo sobre o nome de muitos biografados, ocorre o contrário. Assim, ter-se-á “BECKERT, Francisco Otávio: ver PRINCESA, Chico da”, e não o inverso. Foi com o pseudônimo que o parlamentar foi eleito e se tornou conhecido, e é pouco provável que seu verbete seja procurado por seu nome de batismo. De toda forma, a entrada remissiva deste último afastará quaisquer dúvidas. No que diz respeito à grafia dos nomes próprios, a despeito das inevitáveis polêmicas, as razões que recomendam sua atualização de acordo com a ortografia vigente na língua continuam válidas, e por isso continuamos a respeitá-las.

Como na primeira edição, encontram-se nesta, no que tange à autoria dos verbetes, três tipos de textos. Aqueles que se enquadram na categoria “pequenos verbetes” não trazem assinatura no final. Os verbetes médios e grandes levam a assinatura do(s) pesquisador(es) responsável(is) por sua elaboração, tendo sido eliminado o nome do redator, que na primeira edição aparecia ao lado do nome do pesquisador. A colaboração dos copidesques será indicada em uma lista com os nomes de todos os envolvidos no trabalho de normalização do texto. Finalmente, nos verbetes preparados por especialistas das respectivas áreas de conhecimento, integralmente responsáveis por seus textos, como na edição anterior, acrescentamos ao nome do autor a expressão “colaboração especial”.

Os textos atualizados podem ter dois ou mais autores porque nem sempre o responsável pelo texto da primeira edição teve disponibilidade para completá-lo nesta nova fase. Em alguns casos, os verbetes da primeira edição sofreram grande ampliação, na medida em que o biografado ganhou maior evidência. Como muitas vezes não constava a assinatura do pesquisador que preparou o primeiro texto, em geral por se tratar de “pequeno verbete”, nem sempre foi possível recuperar seu nome, o que nos obrigou a assinalar somente o responsável pela segunda fase.

Todo o trabalho de revisão, ampliação e atualização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro ficou sob a responsabilidade de uma pequena equipe permanente constituída de um coordenador geral, um coordenador para os verbetes biográficos e outro para os verbetes temáticos, um assistente de pesquisa e um digitador. Todos os demais pesquisadores envolvidos nas tarefas desta segunda edição trabalharam como freelances, assim como todos os encarregados do copidesque, da iconografia e da bibliografia.

O trabalho foi facilitado de modo decisivo pela utilização da informática. A informatização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro se iniciou com a digitalização (via scanner) de todo o texto da primeira edição. Essa base de dados agilizou enormemente o trabalho de complementação e correção dos verbetes que precisavam ser atualizados. Mas as contribuições mais importantes trazidas pelas novas tecnologias se fizeram notar, basicamente, de três maneiras: 1) na organização e controle informatizado de todo o processo, tanto de atualização de verbetes antigos quanto de confecção dos novos, através da criação de bases de dados de controle, de conteúdo básico dos verbetes, de fontes e de bibliografia especializada; 2) na sistematização e aumento de velocidade do fluxo de informações — via correio eletrônico — entre o núcleo coordenador do projeto e o verdadeiro exército de pesquisadores e copidesques freelances, responsáveis pelos verbetes; 3) na busca de informações — via Internet — para a finalização dos verbetes (para o que contribuiu também de modo relevante os recursos trazidos pelo fax). A informatização permitiu a criação de uma homepage do Dicionário.

Com suas eventuais imperfeições e lacunas, estamos certos de que o Dicionário oferece aos estudiosos da história contemporânea brasileira uma das mais significativas bases de dados para estudos e análises sobre a história política, social e institucional do país.

  

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III. AGRADECIMENTOS

Algumas pessoas e instituições devem ser lembradas no momento em que chegamos ao final deste trabalho, para que possamos dizer do nosso reconhecimento pelo apoio, ajuda e incentivo que nos deram ao longo do percurso.

O projeto de atualização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro contou mais uma vez com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Em 1995, seu então presidente Lourival Carmo Mônaco ousou fornecer os recursos básicos para sustentar a pequena equipe que iria conduzir todo o trabalho a partir de janeiro de 1996. Entre seus colaboradores, não podemos deixar de mencionar Celso Alves da Cruz, Madalena Diegues e Maria Lúcia Horta de Almeida. Ao deixar o cargo, Lourival Mônaco foi substituído por Mauro Marcondes Rodrigues, que continuou a nos dar o apoio necessário à conclusão da obra.

O projeto obteve recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) para a elaboração do conjunto de verbetes referentes ao Rio de Janeiro. Seu então presidente Fernando Peregrino ajudou a viabilizar de forma mais rápida o apoio da instituição.

O CNPq, através da concessão de bolsas de estudo, permitiu a formação de uma equipe de jovens estudantes que, ao mesmo tempo que aprendia as regras da pesquisa histórica, deu contribuição das mais significativas para a realização deste trabalho.

O projeto teve ainda a aprovação do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o que nos permitiu captar recursos junto à iniciativa privada e a bancos oficiais. Nosso esforço foi bem- sucedido graças ao empenho e dedicação de inúmeras pessoas que compreenderam a importância do trabalho que estava sendo realizado. Dentre elas devemos apresentar aqui agradecimento especial a Luís Otávio Mota Veiga. Pedro Henrique Mariani e Maria Clara Mariani, através do BBM Participações S. A., devem ser lembrados pela decisão de financiar a fase de pesquisa e redação dos verbetes, em que foi difícil obtermos financiamento de empresas privadas. Também nessa fase, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através de seu então presidente Pio Borges, se dispôs a nos ajudar a realizar o trabalho de pesquisa.

Internamente, na Fundação Getúlio Vargas, devemos mencionar a atenção dada ao projeto desde o início por seu então presidente Jorge Oscar de Melo Flores e então vice-presidente Carlos Ivan Simonsen Leal. Celina Vargas do Amaral Peixoto, ex-diretora geral, foi grande incentivadora. No Cpdoc, onde o projeto foi desenvolvido, devemos apresentar os nossos agradecimentos a todos os colegas pesquisadores que de alguma forma nos ajudaram a concluir esta obra. Agradecemos a todos através de sua diretora Marieta de Moraes Ferreira, que foi incansável no apoio ao bom êxito do trabalho. Dora Rocha foi uma presença constante em todas as etapas que tivemos que vencer, com sua competência e amizade. Filipe Piqueira Rente, Marilda Mendes Mesquita, Marília Krassius do Amparo e Rosane Valente foram de grande dedicação na resolução dos problemas administrativos.

Muitas outras etapas tiveram que ser vencidas, e muitas outras pessoas nos ajudaram. Uma delas foi Luís Roberto Nascimento Silva, amigo que não deixou de nos orientar em todos os momentos de indecisão. Da mesma forma somos reconhecidos a Alberto Venâncio Filho, que atendeu às nossas inúmeras solicitações de ajuda. A generosidade de Don Ignacio Hernando de Larramendi y Montiano, que, à frente da Fundação Mapfre América, da Espanha, destinou recursos para a digitalização do texto da primeira edição do Dicionário, deve ser lembrada.

As providências para a edição do Dicionário em papel e em CD-ROM, assim como para a preparação da homepage, contaram com recursos financeiros e ajuda de inúmeras pessoas. Nesta fase devemos enaltecer o papel desempenhado por Celso Lafer, que esteve presente em todos os momentos para nos encorajar e ajudar a resolver as mais difíceis tarefas. Nossa gratidão a esse grande intelectual e homem público. Pedro Malan, sensível às questões da difusão do conhecimento e da valorização do trabalho do historiador, muito fez para que esta obra fosse editada. Francisco Dornelles mostrou-se de enorme generosidade e foi incansável no apoio à edição do Dicionário. A Márcio Moreira Alves, que muito fez para que esta edição se concretizasse, o nosso reconhecimento. Na fase final contamos mais uma vez com o apoio do BNDES, cujos presidentes Andréa Calabi e Francisco Gros demonstraram ampla visão da importância da democratização do conhecimento da história do Brasil. Ao mesmo tempo tivemos a colaboração da Caixa Econômica Federal, graças ao apoio de seu presidente Emílio Carazzai, do Banco do Brasil, através do seu presidente Paolo Enrico Maria Zaghen, e da Petrobrás, através de seu presidente Henri Phillipe Reichstul. Byron Queirós, presidente do Banco do Nordeste do Brasil, também colaborou para que a edição fosse concluída. À Agência O Globo, que nos cedeu as fotografias acrescentadas a esta edição, o nosso reconhecimento.

Finalmente, não podemos deixar de registrar a dedicação, o profissionalismo e a amizade de Sérgio Lamarão, Fernando Lattman-Weltman e Christiane Jalles de Paula, responsáveis pela condução a bom termo deste trabalho. Mas nossas últimas palavras são reservadas a Israel Beloch, o idealizador e coordenador da primeira edição do Dicionário histórico-biográfico brasileiro. A preparação desta edição não contou mais com a sua coordenação, mas, mesmo não integrando a equipe de pesquisadores do Cpdoc, ele acompanhou e incentivou nosso trabalho com o maior entusiasmo e dirimiu nossas dúvidas ao longo de todo o processo de atualização. A Israel, a nossa homenagem.

 

Alzira Alves de Abreu

agosto de 2000

 

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