I. MOTIVAÇÃO E HISTÓRICO
O Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro foi concebido com a finalidade básica de oferecer aos interessados e estudiosos de nossa história contemporânea informações organizadas e sistematizadas que nenhum outro trabalho por si só reuniu.
Obra de referência de inegável utilidade, estes volumes vêm dispensar afanosas pesquisas, ao apresentar de forma concentrada enorme massa de dados até aqui dispersa em grande número de fontes primárias e secundárias, muitas de difícil acesso.
Com o intuito de compor um instrumento de trabalho inédito em nossa historiografia, percorremos minuciosamente todas as fontes disponíveis, coligindo copioso material e proporcionando aos leitores, como sentenciava Sacramento Blake, "a conveniência de acharem num só livro o que, a custo, só poderão encontrar esparso", além de abrir-lhes acesso a muitos elementos informativos confinados na memória, em progressiva extinção, de protagonistas e testemunhas do período. Sacramento, nosso maior bibliógrafo do século XIX, anunciava seu dicionário como "um cometimento que, se dá a quem o toma a glória do trabalho, dá também ao país a glória de perpetuar-se a memória de tantas ilustrações, já caídas, ou que vão tombando na vala obscura do esquecimento".
A consciência da urgente necessidade de uma obra desse tipo foi-se avivando para mim a partir - de 1970, quando trabalhava, inicialmente com Hélio Silva e depois na Enciclopédia Mirador internacional. O imenso esforço dispendido cada vez que era necessário localizar um dado, singelo que fosse, fazia-me refletir sobre o ônus que tal situação representava para a difusão da informação na sociedade e para a pesquisa histórica em particular.
A associação das aludidas experiências profissionais tornou gritante a urgência de alterar esse estado de coisas e sugeriu-me ao mesmo tempo a pertinência e a viabilidade de um dicionário como este.
Obras muito difundidas nas principais línguas de cultura, os dicionários de uma área específica do saber vêm se multiplicando também no Brasil, onde muitos trabalhos editados nos últimos anos trouxeram grande desembaraço ao estudo dessas matérias.
Por outro lado, penso também que a ignorância factual, decorrente em grande parte dessa rarefação informativa, e o exagero teoricista que marcou ultimamente o ensino e a prática das ciências sociais no país são fatores que se alimentam reciprocamente, contribuindo para a persistência de mitos que toldam a compreensão do passado e o projeto do futuro. Francisco Iglésias reconhece o problema ao afirmar que "não tardou a chegar-se ao exagero, por parte dos mais afoitos e ligeiros, que vão negar o fato e querem só a interpretação, servida pela teoria ( ... ). O seguro levantamento da realidade, com a valorização do factual (ele só pode ser desprezado depois de conhecido), é imposição da história contemporânea, como o foi em outros tempos”.
Armado de tal convicção, comecei a desenhar os contornos do trabalho até apresentá-lo a Celina do Amaral Peixoto Moreira Franco, que então impulsionava os primeiros passos do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A acolhida que Celina conferiu ao projeto – demonstrando aguda compreensão da falta que fazia uma obra do gênero – infundiu novo ânimo à ambiciosa empresa.
Ao lado de Vera Lúcia Ruiz Calicchio, que comigo passou a compartilhar a germinação da obra, e com o apoio da chefia do jovem Cpdoc, obtivemos do Conselho Federal de Cultura o primeiro financiamento. Era 1974. O Dicionário começava a deixar de ser apenas um sonho.
Com um pequeno grupo de estagiários, partimos para os levantamentos iniciais, recebendo logo depois o importante reforço da colaboração de Alzira Alves de Abreu, que se desincumbiria da coordenação do setor temático. Mais tarde um pouco, Marieta de Morais Ferreira trouxe concurso decisivo a um setor que apresentava particulares dificuldades: os verbetes de história da imprensa.
Em seguida, a contratação de Sérgio Flaksman e seu invejável manejo da frase permitiu que se começasse a dar forma final aos textos e pesquisas até então reunidos. Deve-lhe o Dicionário as normas de redação e a fixação dos principais traços de estilo.
Em 1976, firmava-se o primeiro convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a agência governamental que a partir de então passava a amparar maciçamente também as pesquisas de ciências sociais, num inestimável trabalho de apoio a um campo tão relegado.
Sucessivamente renovado, o convênio com a Finep assegurou durante oito anos a manutenção de uma equipe que chegou a englobar 35 pessoas, entre pesquisadores, redatores e outros profissionais, propiciando assim a conclusão do trabalho em 1983 e em seguida sua edição. Em mais de um instante cheguei a pensar - tamanho era o percurso pela frente e tão grandes as dificuldades - que tudo seria posto a perder, que o trabalho ia ficar inacabado como tantas iniciativas dessa natureza. Vinham à cabeça as desastradas alquimias de José Arcadio Buendia, que não resultavam senão em "torresmo carbonizado".
Isso que alguns céticos consideravam miragem ou obra faraônica só foi possível fazer chegar a bom termo graças ao decisivo esteio da Finep, à ampla acolhida da FGV, à operosidade da equipe e à determinação da coordenação do projeto.
O Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro abrange o período histórico iniciado com a Revolução de 1930. A escolha desse acontecimento como marco inicial do trabalho pareceu-nos adequada por tratar-se de "um ponto de ruptura, propiciador de significativa renovação na elite política e gerador de novas instituições, movimentos etc.". Acompanhamos assim desde o nascedouro grande parte do universo temático-biográfico considerado.
O Dicionário é constituído de 4.493 verbetes ordenados alfabeticamente, sendo 3.741 de natureza biográfica e 752 relativos a instituições, eventos e conceitos, aos quais verbetes temáticos.
Os universos biográfico e temático considerados foram delimitados por critérios essencialmente objetivos e de acordo com o conhecimento disponível sobre o período histórico. A preocupação básica do Dicionário está voltada para a história política e sob esse ângulo foram selecionados seus componentes. Entidades e personagens das áreas econômica, administrativa, cultural, artística etc. só foram admitidas na obra a partir de uma avaliação de sua relevância política.
No plano biográfico, foram incluídos todos os ocupantes dos mais relevantes cargos políticos e de repercussão política, omitindo-se apenas os interinos e os suplentes de curto exercício do mandato. A malha de personagens assim detectados recobre o território decisivo da ação política no país. As brechas restantes nesse urdimento correspondem aos espaços ocupados pelas lideranças das rebeliões que se sucederam ao longo desses anos e por alguns raros protagonistas de relevo detentores unicamente de posições informais de poder. As insurreições consideradas no levantamento desse elenco humano abrangem as revoltas de 1922, 1923 e 1924, a Coluna Miguel Costa-Prestes, as revoluções de 1930 e 1932, os levantes de 1935 e 1938, o 11 de novembro de 1955, as revoltas de Jacareacanga e Aragarças e as sublevações dos sargentos em 1963 e dos marinheiros em 1964. Episódios que tiveram profunda repercussão nos rumos históricos do país, como o Atentado da Toneleros ou os confrontos entre grupos de esquerda e o sistema repressivo a partir de 1968, foram igualmente esquadrinhados para que se pudesse identificar e incluir na obra os personagens aí emergentes.
Por concentrar-se na esfera federal, o Dicionário não contemplou a maior porção do mundo político-administrativo regional e municipal, excetuadas uma poucas categorias de relevo inquestionável. Proceder de outro modo implicaria uma tal ampliação do trabalho que viria certamente decretar sua inviabilidade.
Desse modo, figuram na obra todos os ocupantes dos cargos de presidente da República, vice-presidente da República, candidato à presidência da República, governador e interventor de estado, ministro de Estado, chefe do Gabinete Civil da Presidência da República (antigo secretário da Presidência da República), chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (antigo Estado-Maior da Presidência da República), chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA; antigo Estado-Maior Geral), ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro do Superior Tribunal Militar (STM), ministro do Tribunal de Contas da União, senador federal e constituinte, deputado federal e constituinte, chefe dos estados-maiores do Exército, Marinha e Aeronáutica, comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), comandante de Exército (e equivalentes que o precederam: inspetor de grupos de regiões militares e comandantes de zonas militares), chefe de departamentos do Exército (e equivalentes que os precederam), comandante do 1 Distrito Naval, comandante do III Comando Aéreo Regional (antiga 111 Zona Aérea), embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Portugal, União Soviética, Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Argentina no Brasil, presidente do Banco do Brasil, presidente do Banco Central (e superintendente da Superintendência da Moeda e do Crédito, Sumoc), presidente do Instituto Brasileiro do Café (e equivalentes que o precederam, Conselho Nacional do Café e Departamento Nacional do Café), presidente da Petrobrás, superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), presidente do Banco Nacional da Habitação (BNH), presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE, atual Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), presidente do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), diretor-geral do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), consultor-geral da República, procurador-geral da República, diretor-geral do Departamento de Polícia Federal (e equivalentes que o precederam: chefe de polícia do Distrito Federal e diretor do Departamento Federal de Segurança Pública), prefeito do Rio de Janeiro e de São Paulo, reitor das universidades Federal do Rio de Janeiro (antiga Universidade do Rio de Janeiro, depois Universidade do Brasil), de São Paulo e de Brasília.
Além desses elementos da área estatal, acolhemos uma importante amostra da sociedade civil, representada por presidentes das mais importantes federações e confederações de empregados e empregadores, presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), jornalistas mais destacados, arcebispos do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife, presidentes e secretários-gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), líderes e presidentes de partidos políticos.
Na esfera temática, foram incluídos os partidos políticos e as organizações e movimentos políticos (entidades políticas de nível mais baixo de institucionalização); os principais acontecimentos histórico-políticos; as constituintes, constituições e alguns destacados decretos, leis e códigos; certas correntes e conceitos básicos de história política; as instituições econômicas de maior repercussão no cenário nacional; as mais assinaladas organizações de trabalhadores e empresários; importantes instituições administrativas, das forças armadas, de justiça e segurança e de ensino; os jornais de impacto nacional e itens concernentes às relações exteriores do país.
A amplitude desse universo fez com que nem sempre fosse possível incluir todos os elementos de determinado grupo temático, seja por seu número incontável, como no caso dos jornais, seja pela baixa relevância política, situação de muitas entidades administrativas.
Mesmo a nossa relação original de verbetes temáticos não figura na obra de forma integral, já que alguns especialistas não apresentaram suas colaborações, Em certos casos foram substituídos, em outros só nos restou eliminar o verbete. Foi o que ocorreu, por exemplo, com os textos sobre o Conselho Interministerial de Preços (CIP) e a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).
Por um lado, então, como dissemos, a abrangência do Dicionário ficou delimitada pela Revolução de 1930. Por outro, foram incluídos apenas os personagens e temas surgidos no panorama político nacional até 1975, quando o universo de trabalho foi definido. Economia de espaço e razões operacionais ditaram esse procedimento: a inclusão de novos grupos de verbetes - o conjunto de deputados de uma legislatura, por exemplo - requer longo processo de pesquisa e elaboração que impõe necessariamente um período de carência entre a edição da obra e sua abrangência temporal.
É evidente contudo que procuramos apresentar a biografia integral de cada personagem e o relato completo de cada evento ou instituição, rastreando-os desde o surgimento até o final de 1982, na maioria dos casos. Não obstante, foi às vezes impossível estender o verbete até momento tão próximo. Tendo começado a concluir os textos desde 1979 e sendo imenso o volume de trabalho, em alguns casos a atualização não atingiu aquela data, de modo a não retardar a edição e não cair num círculo vicioso em corrida atrás do tempo.
Cabe ressaltar que o tratamento dado às situações históricas anteriores a 1930 foi em geral menos aprofundado do que o conferido ao foco principal do trabalho. Não foram considerados personagens e temas cuja trajetória expirou com a Revolução de 1930 ou ainda antes, na Primeira República, embora algumas exceções notáveis, como Washington Luís e Siqueira Campos, tenham sido admitidas, em função de seu realce como antagonistas ou animadores dos novos tempos.
Ocorrem nesta obra três tipos de verbetes. O primeiro deles, numericamente predominante, compreende textos sem assinatura, frutos do trabalho associado de vários elementos da equipe permanente. Os conceitos emitidos nesses textos, como nos da categoria seguinte, derivam de orientação centralmente definida pelo projeto.
O segundo grupo abrange verbetes duplamente assinados, pelo pesquisador e pelo copidesque, nessa ordem, um responsável pelo levantamento de dados e montagem da primeira versão, outro incumbido da forma final e normalização do texto.
O terceiro tipo, finalmente, engloba alguns temas cuja preparação foi confiada a especialistas das respectivas áreas do conhecimento, responsáveis únicos pelos textos, submetidos no Dicionário apenas a normalização. Esses verbetes são identificados pela expressão "colaboração especial" acrescentada ao nome do autor.
Segundo o padrão preestabelecido, que se procurou seguir com o maior rigor, todo verbete biográfico inclui uma série de informações e particularidades básicas, a saber:
AUGUSTO, José
dep. fed. RN 1915-1923; gov. RN 1924-1928; sen. RN 1928-1930; dep.
fed. RN 1935-1937; const. 1946; dep-fed. RN 1946-1955; pres. ACRJ
1959-1961.
AUGUSTO, José
dep. fed. RN 1915-1923; gov. RN 1924-1928; sen. RN 1928-1930; dep.
fed. RN 1935-1937; const. 1946; dep. fed. RN 1946-1955; pres, ACRJ
1959-1961.
José Augusto Bezerra de Medeirosnasceu em Caicó (RN), no sertão de Seridó, região vizinha à Paraíba, em 22 de outubro de 1884, filho de Manuel Augusto Bezerra de Araújo e de Cindida Olindina de Medeiros. Pertencia a uma importante família de políticos, uma das oligarquias de seu estado. Seu avô materno, José Bernardo de Medeiros, chefe político do Seridó por mais de três décadas no fim do Império...
Também os verbetes temáticos incorporam informações comuns, embora, por englobar uma grande variedade de categorias, tais como instituições, eventos e conceitos, resistam ao enquadramento em padronização tão rígida quanto a adotada para o setor biográfico. Ainda assim, esses verbetes se desenvolvem obrigatoriamente através de um itinerário que inclui as seguintes etapas:
Entenda-se naturalmente que a eventual omissão de informações dos gêneros aqui enumerados, tanto nos temas quanto nas biografias, significará ou a inexistência das mesmas ou a impossibilidade de sua obtenção nos limites de nosso trabalho.
Na construção desta obra, perseguindo sempre o maior didatismo e clareza, adotou-se o princípio de descrever os eventos e instituições mencionados de modo que cada verbete fosse autônomo, ou seja, prescindisse de conhecimentos especializados ou da leitura de outros verbetes para ser compreendido. Assim, a narração dos mesmos fatos se acha repetida, com variáveis graus de profundidade, em tantos verbetes quanto necessário. Não foram utilizadas, portanto, remissivas de texto, comuns em obras do gênero.
Evitou-se ao máximo o recurso às abreviações, restritas à chamada "justificativa' das biografias e as limitadas incidências nas legendas e créditos de ilustrações. Nesse mesmo sentido, todas as unidades de informação são apresentadas, na primeira ocorrência de cada verbete, com sua designação por extenso. Grafa-se, assim, inicialmente Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e só então simplesmente INPS. O mesmo se dá com os antropônimos, incluídos, na primeira ocorrência, sempre de forma completa, ou seja, com pelo menos um prenome e o nome de família, ignorando-se as partículas pouco conhecidas, que apenas dificultariam a identificação do nome. Assim, na primeira ocorrência em cada verbete, constam Manuel Tomás de Carvalho Brito, João Alberto Lins de Barros, Juscelino Kubitschek (e não Juscelino Kubitschek de Oliveira), Prudente de Morais (e não Prudente José de Morais Barros). Nas ocorrências seguintes no mesmo verbete podem ser utilizadas formas reduzidas, tal como consagradas: Carvalho Brito, João Alberto, Kubitschek, Juscelino, etc.
Os textos são pontilhados de datas, incluídas no mais das vezes com precisão que alcança o mês e, em alguns casos mais relevantes, o próprio dia e até a hora.
Buscou-se consignar os topônimos com suas denominações completas, as que tinham à época dos fatos e as atuais. Adotou-se o município, conforme instituído, como unidade administrativa básica, fazendo acompanhá-lo a sigla da correspondente unidade da federação, excetuadas as capitais de estado. Assim, qualquer localidade de ordem menor está, sempre que possível, referida ao município que a contém. As siglas dos estados e territórios brasileiros constam da lista de abreviações. Das cidades estrangeiras, salvo as mais conhecidas capitais, indica-se sempre os países a que pertencem.
Foi nosso intento em todos os verbetes proceder à seleção dos dados com a maior objetividade, fugindo tanto das apologias como dos libelos. Tratando de temas políticos e sociais, e além do mais de vigência muito próxima a nossos dias, é compreensível que se tenham percorrido diversas passagens polêmicas, sujeitas a variados enfoques e versões. Sempre que isso se deu, procuramos abonar o texto com a indicação da fonte e, tanto quanto possível, consignar duas ou mais visões do mesmo episódio. A menção da fonte se faz no próprio texto, além, como já ficou dito, do arrolamento geral ao final do verbete. Não foram utilizadas portanto notas de rodapé ou quaisquer outras.
As divergências porventura verificadas entre verbetes não devem causar espécie. Decorrem do uso de diferentes fontes igualmente fidedignas e traduzem com realismo o estado do conhecimento sobre o assunto. Preferimos que o conflito entre dois dados transmita ao leitor uma dúvida real, ao invés de inculcar-lhe, através de questões artificialmente fechadas, certezas que nossa historiografia ainda não pode estabelecer. À parte isso, dada a natureza do trabalho, pode-se admitir a incidência de incorreções e equívocos.
O tamanho dos verbetes foi estabelecido primordialmente em função da importância dos mesmos. As biografias de alguns dos expoentes da Segunda República, como Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha, Eurico Dutra, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Humberto Castelo Branco, assumiram efetivamente grande vulto, tendo mesmo a de Vargas merecido edição autônoma em livro.
Outros fatores contudo interferiram no dimensionamento dos verbetes, em especial a disponibilidade de dados. Essa contingência provocou dois tipos de desvios: quando a informação abundava em nível desproporcional à relevância do tema ou personagem, o verbete resultou algo maior do que o padrão da categoria; quando, ao contrário, a informação escasseava ou inexistia, o verbete naturalmente definhou, às vezes em desacordo com certo realce que seu objeto possa ter desfrutado, chegando mesmo em alguns casos a reduzir-se à expressão mais elementar. A esse respeito já nos havíamos pronunciado: "Que fazer dos verbetes com renitente insuficiência de dados? ( ... ). Parece-nos oportuno, todavia, preservar a inclusão da massa majoritária dessa categoria. Seria a confissão humilde - que deve caracterizar a atividade científica - da incapacidade da pesquisa em recolher informações sobre esses personagens e temas, ao mesmo tempo que a afirmação do princípio de que o mínimo é mais satisfatório que o nulo."
Não deve pois o leitor se surpreender quando deparar com verbetes que se limitam unicamente a mencionar o cargo básico exercido por um figurante ou o momento de criação de uma instituição. Pensamos estar, assim, prestando o serviço de registrar a existência desses elementos, como que ressuscitando-os e deixando à pesquisa ulterior o rastreamento de suas trajetórias.
Empregamos na elaboração do Dicionário vastíssima gama de fontes, palmilhando de modo exaustivo toda a bibliografia disponível, além de recorrer com grande freqüência a diversos outros gêneros. Comprove-se essa afirmação pela simples consulta à relação bibliográfica apresentada ao final da obra.
Num trabalho dessa natureza, é natural que tenhamos privilegiado as fontes secundárias, que compreendem material já depurado e estruturado e forneceram, por isso, elementos de absorção mais imediata pelos verbetes. As fontes primárias constituíram todavia importante ingrediente do trabalho, aportando em muitos casos os recursos capitais à elaboração do texto.
Podemos classificar do seguinte modo as fontes utilizadas:
Fontes secundárias:
Fontes primárias:
Nessa miríade de fontes, umas trazem informações de porte proporcional ao requerido pelo verbete; outras extrapolam enormemente a dimensão almejada, exigindo trabalhosas condensações para extrair o essencial; outras ainda, muito raquíticas, abrigam apenas subsídios, limitando-se a apontar indícios ou fornecer fragmentos, dos quais temos de partir, "como Cuvier do dente ou o ceramista do caco", no dizer de Pedro Nava.
Conforme mencionado, são consignadas ao final de cada verbete todas as fontes utilizadas em sua elaboração. A decisão de codificar essas fontes foi adotada por economia de espaço, sendo sua decodificação possibilitada pela bibliografia inserida no final da obra, onde se acham todas as referências por extenso.
Os principais verbetes foram dotados de ilustrações - imagens que encerram alto valor informativo e constituem precioso testemunho de época, não se limitando a um papel acessório, mas adquirindo, apesar da função ilustrativa, o máximo possível de força documental e autonomia.
Como proclamam estudiosos do documento visual, "no Brasil a fotografia ainda é pouco explorada como fonte histórica. Sendo freqüentemente utilizada como mera ilustração, subordinada ao texto, seu potencial informativo não é plenamente revelado". A iconografia do Dicionário, contudo, foi concebida com base na convicção de que a imagem "algumas vezes pode revelar relações pessoais ou políticas omitidas e até negadas pela historiografia, ou permite observar certos arranjos de diversos elementos - a expressão dos retratados, sua disposição, os trajes, os cenários, etc. - que compõem uma visão da 'realidade' de um acontecimento que de outro modo seria muito difícil, senão impossível, recuperar."
Por razões de ordem econômica, não foi possível recorrer às ilustrações na proporção desejada. Os custos da obra, já de si muito elevados, teriam se tomado proibitivos se utilizássemos iconografia a cores ou se a multiplicássemos além do montante e das dimensões empregadas. Tivemos assim que reduzir de forma drástica a produção de fotografias especialmente para a obra, abastecendo-nos de preferência em nosso próprio acervo e em diversos outros arquivos públicos e privados.
Por outro lado, o tratamento inadequado e a pouca atenção que sempre recebeu a documentação visual provocaram nos acervos existentes imensos desfalques e lacunas, que dificultam sobremodo a pesquisa.
Apesar das apontadas restrições, procuramos fazer amplo uso de todos os gêneros de imagens, destacadamente da fotografia, principal instrumento visual de uso gráfico em nosso século. Lançamos mão também de charges, caricaturas, fac-símiles de documentos, mapas, desenhos, cartazes, cartões postais etc. Vedado o recurso à policromia, fomos obrigados a desconsiderar, embora conscientes do empobrecimento que isso representa, todas as formas de artes plásticas calcadas na cor, como a pintura.
Com a diversificação alcançada, buscamos fazer o máximo de rendimento estético, descritivo e analítico, visando, através da associação de texto e imagem, expor o nervo da história.
Quanto ao objeto da imagem, além do retrato - justificadamente majoritário num trabalho de acentuado cunho biográfico - selecionamos reproduções de grupos de personagens, de solenidades e manifestações públicas e de flagrantes da história do período, buscando focalizar sempre os momentos mais decisivos duma trajetória humana ou temática.
Predominam, além dos instantâneos tomados no calor dos acontecimentos - nem sempre documentados, para dissabor dos historiadores - as cerimônias de posse e transferência de cargos, de assinatura de acordos, de inaugurações, as reuniões, desfiles, passeatas, comícios, assembléias, convenções etc. - todas costumeiramente registradas pelo fotojornalismo.
Embora tivéssemos a preocupação de preservar a integridade documental das imagens, não escapamos em alguns casos de fazer cortes em fotografias, para adequá-las à sua função ilustrativa, que não caberia a nenhum título desconhecer.
Cada imagem é acompanhada de duas referências: a legenda, situada sob a mesma; os créditos do fotógrafo ou desenhista (quando conhecido) e do fornecedor da ilustração (instituição, empresa, arquivo, doador etc.), indicados na vertical à esquerda. As siglas dos créditos estão incluídas na lista de abreviações. Premidas pela concisão, as legendas registram apenas as formas consagradas dos antropônimos, tal como ocorrem nas entradas dos respectivos verbetes, admitindo também as siglas das instituições mais conhecidas. Quando possível, indica-se o local e a data de produção da imagem e a função que o retratado então exercia. Ainda em favor da concisão, nem sempre se mencionam todos os figurantes da ilustração, mesmo que identificados. Acolhem as legendas duas exceções às normas: algumas palavras de amplo uso aparecem abreviadas; os ordinais usados na localização de personagens são grafados numericamente.
Eis portanto o Dicionário! Nele empenhei durante muitos anos o melhor de minha cabeça e muito do meu coração, a ponto de a vida ter se entrelaçado com o trabalho numa trama difícil de desatar. Quem acompanha desde a semente o crescimento de um jequitibá sabe do que estou falando.
Com este livro, desejei expressar a força dos laços que me ligam ao meu país e ao seu povo. "O historiador - escreveu Alzira Alves de Abreu - se propõe a reconstruir o passado sabendo a priori que só atingirá a reconstrução de parte dos fatos e acontecimentos históricos, que chegará apenas a uma pálida expressão da multiplicidade de aspectos diversos e contraditórios que constituem a vida social". Ainda que marcada, como tudo, por tal indefectível limitação, esta obra retrata e ajuda a conhecer toda uma importante faceta do Brasil contemporâneo, contribuindo para melhor compreender essa nação dilacerada e instigante.
Ao fim e ao cabo de um árduo labor, faço minhas as palavras dos editores da Enciclopédia Mirador, grande projeto cultural realizado no país: "Conscientes da importância e utilidade desta obra, temos, ainda assim, o sentimento de humildade, corolário lógico do ânimo de bem servir".
Nesse sentido, cabe ressaltar que a primeira edição de uma obra desta envergadura, que incorpora milhares de unidades informativas factuais, nomes, datas, topônimos etc., pode conter incorreções e omissões, provenientes de uma das muitas etapas de elaboração, da pesquisa à composição gráfica.
Para sublinhar essa contingência basta recordar que a Encyclopaedia Britannica, aparecida pela primeira vez em Edinburgh entre 1768 e 177 1, só alcançou a qualidade hoje universalmente reconhecida depois de sucessivas reedições, responsáveis por um contínuo aprimoramento da versão original.
Por tratar o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro exclusivamente de matéria contemporânea, cabe ainda acrescentar que sobre cada um dos elementos particulares que o compõem haverá sempre um brasileiro que conheça algo a mais do que aqui vai encontrar.
Em alguns casos foram vãos nossos esforços para conseguir que biografados ou familiares fornecessem dados informativos ou revissem os originais que lhes diziam respeito. Algumas lacunas devem-se, assim, a essa circunstância.
No entanto, parafraseando Antônio Houaiss, pressupomos que um leitor, examinando aqui a exposição feita em matéria de sua competência e verificando que está correta no essencial e objetivamente transmitida, possa inferir, por extensão, que também o estejam as de que não é especialista.
Ficaremos extremamente reconhecidos pelas retificações e acréscimos que nos chegarem, os quais com a máxima diligência incorporaremos às reedições, aos apêndices ou aos volumes suplementares que formos lançando. Aspiramos assim atingir em breve a depurada perfeição das obras modelares do gênero.
A despeito das falhas que a obra possa conter, é com grande satisfação que a entregamos ao público, certos de que também a ela se aplica o desabafo de Sacramento Blake: "Façam melhor, se o quiserem; e poderão fazê-lo, porque necessariamente lhes há de aproveitar muita cousa desse trabalho mau e imperfeito que aí deixo" .
Só foi possível levar a bom termo o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro graças à frutífera associação de duas entidades de fato beneméritas da cultura nacional: a FGV e a Finep.
A FGV, como é de seu feitio, acolheu mais um ambicioso projeto que dificilmente outra instituição abrigaria. Através do Cpdoc, sediou o trabalho, forneceu toda infraestrutura e assegurou a manutenção do núcleo da coordenação.
A Finep, desempenhando inestimável papel de fomento da produção científica e cultural, sustentou desde 1976 a maior parte da equipe do projeto e financiou em condições muito favoráveis sua edição. Quem milita hoje no mundo acadêmico e nas instituições de pesquisa do país reconhece sem favor o inigualável significado da atuação dessa agência governamental, que demonstrou especial visão quando estendeu seu apoio ao tão desassistido campo das ciências humanas e sociais. O Dicionário testemunha o acerto dessa política. Com ele disseminam-se pela sociedade os frutos de uma ampla pesquisa ensejada por recursos públicos.
Outras instituições contribuíram igualmente no financiamento da pesquisa, em primeiro lugar o Conselho Federal de Cultura, responsável pelo impulso inicial, e também o Ministério da Agricultura e as empresas Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene), Pronor Petroquímica e Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga. Auxílios individuais fornecidos pela Fundação Ford e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, convergiram do mesmo modo para o projeto.
No quadro da FGV, gostaríamos de agradecer em particular ao dr. Luís Simões Lopes, seu presidente, que sempre soube aliar o crédito ao projeto a um rigoroso espírito crítico, ao dr. Roberto Hermeto Correia da Costa, seu superintendente-geral, que manifestou invariável boa vontade para resolver os problemas administrativos que permearam um trabalho deste porte, ao dr. Nelson Borba de Araújo, diretor administrativo, ao dr. Paulo Agostinho Neiva, diretor financeiro, ao dr. Marcos Botelho, advogado, e ao dr. Benedito Silva, diretor do Instituto de Documentação.
Dr. Temístocles Cavalcanti, diretor do Instituto de Direito Público e Ciência Política, Indipo, nos apoiou desde a primeira hora e até às vésperas de falecer acompanhava o andamento do trabalho. Dr. Afonso Arinos de Melo Franco, atual diretor do Indipo, nunca regateou ao projeto a atenção de sua cultura e inteligência.
Celina do Amaral Peixoto Moreira Franco, chefe do Cpdoc, nos deu generosa acolhida quando o Dicionário não passava de um plano e depositou sempre irrestrita confiança em seu sucesso. Os componentes do conselho de coordenadores do Cpdoc, Aspásia Alcântara de Camargo, Valentina da Rocha Lima, Célia Reis Camargo, Adelina Maria Novais e Cruz, Maria Clara Mariani e Ana Maria de Lima Brandão, minhas doces colegas, trouxeram em todos os momentos oportunas sugestões e contribuição valiosa ao trabalho. Maria Luísa Queirós e Ana Lígia Silva Medeiros, do subsetor de biblioteca, atenderam sempre com diligência à demandas exigentes do Dicionário. O subsetor de audiovisual, um dos mais importantes núcleos brasileiros de documentação histórico-fotográfica, foi responsável pela ilustração da obra. Seus integrantes estão assinalados na relação da equipe.
Todos os demais membros do Cpdoc emprestaram de algum modo seu concurso a este trabalho, seja diretamente, seja através de sua produção intelectual, importante fonte para muitos verbetes.
Não teria como ressaltar suficientemente a importância do papel de Alzira Alves de Abreu para o Dicionário. Integrando-se ao trabalho desde os primeiros momentos, foi sempre o esteio seguro e a companheira dedicada cuja inteligência, determinação e experiência foram essenciais para o feliz desfecho do projeto.
Marieta de Morais Ferreira assumiu a supervisão dos verbetes de história da imprensa num momento em que esse segmento do trabalho perdia o fôlego. Apoiando-se essencialmente em entrevistas com jornalistas, elaborou a primeira história de alguns dos mais importantes diários brasileiros.
Dora Flaksman, além de garantir a padronização geral, esmerou-se em transformar, qual fada, frases brilhantes ou trôpegas em textos fluentes e límpidos.
José Alan Dias Carneiro não só controlou de modo impecável o fluxo e arquivamento dos textos, como, dedicando-se inteiramente ao trabalho, exerceu, diversas outras funções, inclusive de pesquisa e redação.
A equipe responsável pela elaboração da obra, discriminada nominalmente nas páginas de créditos, é merecedora do mais amplo reconhecimento. Foram esses trabalhadores intelectuais que erigiram, pedra a pedra, o monumento de informação histórica que acabamos construindo. Mesmo na adversidade e até nos desencontros, essa equipe respondeu com grande entusiasmo às exigências, às vezes extenuantes, do trabalho. Nesse rico conjunto humano, estabeleceram-se laços não só de identidade profissional e companheirismo, mas de verdadeira afeição e amizade.
Além de enaltecer a atuação da Finep, queremos destacar o papel de seu presidente José Pelúcio Ferreira, que inaugurou o programa de apoio ao Cpdoc, desenvolvido e ampliado por integrantes de três sucessivas diretorias da entidade: Luís Alfredo Baumgarten Júnior, Gerson Edson Ferreira Filho e João Válter Merlo, presidentes, Alexandre Henrique Leal Filho, Mário Brockman Machado, Fábio Celso de Macedo Soares Guimarães, Carlos Antônio Lopes Pereira, Dionísio Dias Carneiro, Marcelo Paiva Abreu, José Adeodato de Sousa Neto, Arlindo de Almeida Rocha e Sérgio Faria Lemos da Fonseca, diretores. Contamos também com a melhor receptividade de muitos funcionários do órgão, entre os quais assinalamos Celso Alves da Cruz, Wilson Chagas de Araújo, Paulo Gustavo Migon, Madalena Diegues Quintela, Roberto Neiva Blundi, Miriam Lewin Redínger, Sônia Coqueiro Gomes Garcez, Jane Camargo, Otávio da Franca, Antônio Cláudio Sochaczewski e, muito especialmente, Renato da Mata.
No Conselho Federal de Cultura nossa causa foi patrocinada pelos professores Raimundo Muniz Aragão e Raymundo Faoro, pelo diretor e pelo secretário do Departamento de Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura, Manuel Diegues Júnior e Roberto Parreira. O convênio firmado com o Ministério da Agricultura resultou do empenho do ministro Alysson Paulinelli e do secretário-geral Paulo Afonso Romano. As empresas Pronor Petroquímica e Copene, através do dr. Carlos Mariani Bittencourt e com o decidido apoio de Maria Clara Mariani, e a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, através do dr. João Pedro Gouveia Vieira e do dr. Carlos Alberto Rabaça, evidenciaram como pode a iniciativa privada amparar as atividades culturais no país.
A Editora Forense-Universitária, por intermédio de sua diretora Regina Maura Moreira Pinto Zingoni, demonstrou arrojo ao assumir a edição de uma obra que outras empresas relutaram em aceitar, ainda que o projeto dispusesse de financiamento governamental. A casa matriz, Editora Forense, concorreu com sua estrutura organizacional para viabilizar o projeto de edição.
Antônio Houaiss, com sua proverbial erudição e competência, me introduziu ao complexo labor de organização do saber, aos mistérios de uma enciclopédia, além de ter acedido em preparar o prefácio deste Dicionário. Hélio Silva, autor da vasta obra que fundamentou tantos estudos posteriores, me acolheu nel mezzo del cammin, num momento de adversidade e provação, e despertou em mim o interesse pelo Brasil real.
Antônio Simões dos Reis, para quem, como escreveu Carlos Drummond de Andrade, "a única coisa que conta é o livro" juntou-se à nossa equipe já quase octogenário mas ainda na pujança de sua capacidade de trabalho, que dedicou ao Dicionário até quase às vésperas de falecer. Bruno de Almeida Magalhães trouxe relevante contribuição de sua prodigiosa memória e de seu vasto saber, atendendo sempre com boa vontade a nossas infinitas indagações.
Ainda na FGV, sublinhamos a atenção e gentileza com que tantos funcionários distinguiram o nosso trabalho. Apesar do receio de cometer injustiças por omissão, quero citar:
Ana Lúcia Ribas França
Beatriz de Sousa Wahrlich
Carlos Henrique Leal
Clodomir Oliveira Gomes
Cristiana Arnarante
Denise Caldas
Eber Carvalho de Sousa
Eugênio de Carvalho Decourt
Gilda Goffi
Guaraciaba Azeredo Coutinho
Haydée Amélia de Sousa
Iara Ferreira de Sousa
Ilma Rodrigues da Fonseca
Janice Monte Mor
Lídia de Queirós Sambaqui
Lígia Scrivano Paixão
Margareth Rosa Tavares
Maria Rosalina Leve
Marieta Latorre
Marilena Leite Pais
Mauro Gama
Miriam Lourdes Goulart
Mônica Bastos Ferreira
Ocário Silva Defáveri
Olímpio da Costa Pacheco
Sérgio Néri Costa Pinto
Teonilda Fernandes de Oliveira
Wilson de Jesus Costa
Zilda Araújo Albuquerque
Zilda Sartorato Gomes
Muitos outros órgãos, instituições, empresas e personalidades contribuíram para a elaboração desta obra. Queremos nomear os seguintes:
Abeilard Barreto (+)
Alberto Venâncio Filho
Alzira Vargas do Amaral Peixoto
Augusto Leivas Otero
Aurélio Wander Bastos
Austregésilo de Ataíde
Carlos Beloch
Carlos Rocque
Ciro Aranha
Cleanto de Paiva Leite
Davi Klajnic
David Fleischer
Edgar Carone
Edna Benoliel
Eduardo Chuahy
Eldite Pereira da Silva
Ênio Sílveira
Ernâni Amaral Peixoto
Francisco Reinaldo de Barros
Gastão Vieira
Guilherme de La Peña
Hugo de Faria
Jânio de Freitas
Jesus Soares Pereira
João Batista Barreto Leite Filho
João Gomes Teixeira (+)
João Guilherme Vargas Neto
Jorge Aluísio Fontenelle
José Carlos Barbosa de Oliveira
José Guilherme Canedo de Magalhães
Leda Laboriau
Lídia Cambacau de Miranda
Marcelo Cerqueira
Maria Augusta Ghisleni
Maria Estela Faria de Amorim
Maria Vitória Benevides
Maurício Nabuco (+)
Moacir Medeiros de Santana
Nelson Freire Lavenère Wanderley
Nelson Simões
Oku Martins Pereira
Orlando da Fonseca Rangel Sobrinho (+)
Paulo Geiger
Pedro Tórtima
Raul Loureiro
Raul Ryff
Rosa Maria Barbosa de Araújo
Rui Costa Gama
Rui Moreira Lima
Rollie E. Poppino
Salomão Naslauski
Tito Ryff
Valter Fernando Piazza
Vera Duarte
Wellington Moreira Franco
Abril Cultural
A Gazeta Esportiva
Arquivo Nacional
Arquivo Público Mineiro
Banco Central
Banco do Brasil
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social
Biblioteca Nacional
Biblioteca Pública do Paraná
Bloch Editores
Câmara dos Deputados - Centro de Documentação e Informação
Centro de Documentação do Exército
Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica
II Comando Aéreo Regional
III Comando Aéreo Regional
V Comando Aéreo Regional
Confederação Nacional do Comércio
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Crédito
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marítimos, Fluviais e Aéreos
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Consultoria-Geral da República
Editora Abril
Embaixada da Argentina no Brasil
Embaixada da França no Brasil
Embaixada na Inglaterra no Brasil
Embaixada da Itália no Brasil
Embaixada da República Federal da Alemanha no Brasil
Embaixada dos Estados Unidos no Brasil
Empresa Brasileira de Notícias
Escola Superior de Guerra
Estado-Maior das Forças Armadas
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Fundação Joaquim Nabuco
Gabinete Militar da Presidência da República
Governo do Distrito Federal
Governo do Estado da Bahia
Governo do Estado da Guanabara
Governo do Estado de Alagoas
Governo do Estado de Santa Catarina
Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado do Espírito Santo
Governo do Estado do Pará
Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Instituto Brasileiro do Café
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico e Social
Instituto Nacional de Previdência Social
Jornal do Comércio
Ministério da Indústria e Comércio
Ministério das Comunicações
Ministério das Minas e Energia
Ministério das Relações Exteriores
Ministério do Trabalho - Centro de Documentação e Informática
Ministério dos. Transportes - Centro de Documentação e Publicações
Museu da Fazenda Nacional
Museu da Imagem e do Som, São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Petrobrás
Procuradoria Geral da República
Rede Globo de Televisão - Departamento de Documentação
Secretaria Estadual de Administração de Mato Grosso
Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro
Secretaria Estadual de Justiça de Pernambuco
Senado Federal - Prodasen
Serviço de Documentação Geral da Marinha
Sociedade Nacional da Agricultura
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
Superior Tribunal Militar
Grande número de pessoas trouxe informações que vieram enriquecer os verbetes, seja oralmente, seja por escrito. Quando os dados fornecidos pelo informante se prestaram à elaboração de sua própria biografia, a circunstância é indicada apenas na relação de fontes ao final do verbete. Quando as informações foram dar corpo a outros verbetes, o informante é mencionado também na bibliografia ao final da obra, seção de entrevistas ou de correspondência. A todos estendemos nossa gratidão.
Permito-me enfim uma incursão no plano pessoal, já que também aí o trabalho repercutiu intensamente. Nessa esfera, nunca serão demais as palavras de ternura que dirijo a Edith, Antônio e Henrique, minha mulher e meus filhos, que viveram e estimularam cada dia dessa obra. Gregório e Libina, meus pais, me apoiaram incondicionalmente desde sempre. Lédice Dutra sabe o quanto me ajudou.
Julho de 1983
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