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Verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro - DHBB

DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO - DHBB
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O QUE É O DHBB

Obra de referência pioneira e única em seu gênero no Brasil, o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro representa um grande esforço para não deixar sem resposta as perguntas do pesquisador acadêmico e do público em geral acerca da História Política Contemporânea Brasileira, de 1930 aos nossos dias, com seus principais personagens, eventos, conceitos e instituições, tratados em cerca de 7.500 verbetes. 

A atualização do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pôde se concretizar graças ao apoio do Banco Real.

 

Orientação geral da obra

Logo após seu lançamento em 1984, o Dicionário histórico-biográfico brasileiro; 1930-1983 tornou-se fonte privilegiada para a construção da história política do Brasil contemporâneo. Em pouco tempo a obra esgotou-se, o que nos levou a pensar em uma nova edição atualizada. Ao prepará-la, vimo-nos diante de problemas cuja solução nos conduziu a algumas reflexões.

Inicialmente, é preciso lembrar que os dicionários são constituídos de uma soma considerável de informações e de dados que é colocada à disposição de todos, do erudito ao homem comum. Destinam-se portanto à difusão democrática de um determinado tipo de saber. São obras que não têm autor, e sim organizadores e compiladores de um conhecimento obtido nas mais diversas fontes. Além de indicarem o estágio do conhecimento de uma disciplina ou de uma área de especialização, podem ser motores de renovação, na medida em que oferecem ao especialista um amplo inventário do conhecimento existente, a partir do qual poderão ser elaborados estudos comparativos e aprofundadas ou diversificadas análises e estudos críticos. Utilizados como obras de referência, muitas vezes são considerados portadores da verdade e da objetividade, o que lhes confere grande autoridade. Mas, por serem vistos também como obras de compilação, raríssimas vezes são citados como fontes de consulta.

Um dicionário histórico-biográfico da vida política brasileira deve ser visto como uma obra de referência e um ponto de partida para um amplo leque de estudos e pesquisas. A utilização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro como fonte de pesquisa deve assim levar em consideração os critérios e conceitos empregados em sua elaboração, mas também suscitar o confronto dos dados apresentados com outros estudos que analisam o mesmo universo. Todo dicionário é uma obra provisória que deve ser submetida a revisões permanentes.

As questões metodológicas que tivemos de enfrentar na atualização de uma obra cuja primeira edição tratava do período 1930-1983 estiveram em grande medida ligadas ao fato de estarmos trabalhando com atores e acontecimentos muito próximos de nossa experiência.

De um modo ou de outro, porém, o pesquisador normalmente tem de fazer escolhas e cortes nas fontes que utiliza. Em nosso caso, ao buscarmos dados para elaborarmos nossos verbetes, tanto biográficos quanto temáticos, em fontes primárias e secundárias, muitas vezes verificamos que elas eram insuficientes para responder às exigências da pesquisa. Muitas vezes, toda a informação disponível sobre um biografado ou uma instituição, evento político, ou outro tema do tempo presente, provinha apenas de jornais e revistas.

A imprensa é uma fonte importante para o pesquisador, mas, como qualquer outra, deve ser controlada, comparada e criticada. Recorremos a ela com freqüência, embora estejamos cientes das limitações que pode impor à pesquisa e da grande subjetividade de que é portadora. Procuramos ser rigorosos, eliminando os excessos e retirando do noticiário apenas as informações básicas para reconstituir a atuação de personagens ou de instituições.

Em outros casos, o pesquisador trabalhou com os dados fornecidos pelo biografado ou por sua família, em geral informações sobre pontos específicos, curricula vitae, depoimentos, textos produzidos pelo próprio biografado ou por sua encomenda. A atualização de um grande número de biografias foi feita através do contato direto com o biografado ou seus descendentes. Na elaboração do verbete procuramos eliminar todas as informações de caráter laudatório e utilizar dados objetivos. Tivemos a preocupação, sempre que possível, de apresentar as diversas opiniões em confronto sobre acontecimentos ou sobre a participação dos atores envolvidos, recorrendo sempre à citação das fontes consultadas. Não obstante, estamos conscientes de que nossos cuidados ao reproduzir informações fornecidas diretamente ou pela imprensa nem sempre conseguirão eliminar erros.

O processo de atualização do Dicionário histórico-biográfico brasileiro, iniciado em janeiro de 1996, foi enormemente facilitado pela experiência acumulada na preparação da primeira edição. Diversos aprimoramentos e ganhos de rendimento foram introduzidos no trabalho. A metodologia de pesquisa e redação dos verbetes foi simplificada. Desse modo, as etapas se desenvolveram com maior rapidez, até mesmo porque os verbetes retratam personagens e temas com atuação num período de tempo mais curto, de no máximo 20 anos. Também o menor número de trabalhos analíticos e de fontes secundárias em geral sobre o período mais recente tornou mais sintética a abordagem dos fatos.

A primeira edição do Dicionário apresentava verbetes sobre um universo delimitado por dois marcos temporais: de um lado, o ano de 1930; de outro, o ano de 1975, quando foi estabelecida a nominata com que se iria trabalhar. Os biografados e os temas então selecionados tiveram contudo seu acompanhamento estendido até as vésperas da edição da obra, o que levou ao registro em seu título das datas 1930-1983. A nova edição teve sua nominata "fechada" em 1995, o que significa que foram acrescentados verbetes sobre homens e temas surgidos no cenário político brasileiro entre 1975 e 1995. Excepcionalmente, foram incluídos na obra todos os ministros do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, mesmo aqueles nomeados ao longo do período 1995-1999. Da mesma forma que na primeira edição, muitos verbetes trazem informações até o ano 2000, momento em que encerramos o trabalho de redação.

A nova edição contém não apenas novos verbetes, mas também a complementação daqueles que constavam da primeira edição e estavam defasados. Foram também corrigidos erros que percebemos ou que nos foram indicados pelos leitores. A primeira edição incluiu 3.741 biografias e 752 verbetes temáticos. Esse total de 4.493 verbetes teve 2.071 atualizados e recebeu um acréscimo de 2.150 novas entradas. A nova edição contém, portanto, 6.620 verbetes.

O processo de atualização ocorreu dentro de uma nova conjuntura política, e o novo Dicionário sem dúvida reflete as mudanças que a sociedade brasileira viveu nas últimas décadas. Entre elas sobressaem a redemocratização do país, a liberdade de imprensa, o aumento da participação política, a maior democratização da representação política e a extraordinária ampliação do eleitorado brasileiro, assim como o surgimento de novas lideranças civis e a participação do Congresso na definição de políticas públicas.

Com suas eventuais imperfeições e lacunas, estamos certos de que o Dicionário oferece aos estudiosos da história contemporânea brasileira uma das mais significativas bases de dados para estudos e análises sobre a história política, social e institucional do país.

(Extraído, resumido e adaptado da "Introdução", de Alzira Alves de Abreu, para a 2ª edição do "Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro")

 

Estrutura dos Verbetes e Regras de Nomenclatura

Ocorrem nesta obra três tipos de verbetes. O primeiro deles, numericamente predominante, compreende textos sem assinatura, frutos do trabalho associado de vários elementos da equipe permanente. Os conceitos emitidos nesses textos, como nos da categoria seguinte, derivam de orientação centralmente definida pelo projeto. O segundo grupo abrange verbetes assinados, pelo pesquisador responsável pelo levantamento de dados e montagem da primeira versão. O terceiro tipo, finalmente, engloba alguns temas cuja preparação foi confiada a especialistas das respectivas áreas do conhecimento, responsáveis únicos pelos textos, submetidos no Dicionário apenas a normalização. Esses verbetes são identificados pela expressão "colaboração especial" acrescentada ao nome do autor.

Os textos atualizados podem ter dois ou mais autores porque nem sempre o responsável pelo texto da primeira edição teve disponibilidade para completá-lo nesta nova fase. Em alguns casos, os verbetes da primeira edição sofreram grande ampliação, na medida em que o biografado ganhou maior evidência. Como muitas vezes não constava a assinatura do pesquisador que preparou o primeiro texto, em geral por se tratar de "pequeno verbete", nem sempre foi possível recuperar seu nome, o que nos obrigou a assinalar somente o responsável pela segunda fase.

Segundo o padrão preestabelecido, que se procurou seguir com o maior rigor, todo verbete biográfico inclui uma série de informações e particularidades básicas, a saber:

Abaixo o título do verbete, segue-se uma caracterização sumária do personagem, com os principais cargos ocupados e os respectivos períodos de exercício. Esse cabeçalho, que visa facilitar a identificação do biografado, emprega siglas e abreviações cujo significado pode ser encontrado na lista correspondente. Por abrigar apenas os cargos e caracterizações considerados critérios de inclusão do biografado, esse elemento introdutório foi denominado "justificativa". Observe-o e exemplo:

AUGUSTO, José
.dep. fed. RN 1915-1923; gov. RN 1924-1928; sen. RN 1928-1930; dep. fed. RN 1935-1937; const. 1946; dep-fed. RN 1946-1955; pres. ACRJ 1959-1961.

O primeiro parágrafo do texto propriamente dito inicia-se pelo nome completo do personagem, grafado com destaque, acompanhado do local e data de nascimento e da filiação e caracterização dos pais. Também em destaque, registram-se aí outros nomes de adoção e pseudônimos. Ainda nesse parágrafo ou estendendo-se pelos seguintes aparecem ascendentes, irmãos e colaterais de atuação política e/ou destaque nacional. Note-se o exemplo:

AUGUSTO, José
.dep. fed. RN 1915-1923; gov. RN 1924-1928; sen. RN 1928-1930; dep. fed. RN 1935-1937; const. 1946; dep. fed. RN 1946-1955; pres. ACRJ 1959-1961.

"José Augusto Bezerra de Medeiros nasceu em Caicó (RN), no sertão de Seridó, região vizinha à Paraíba, em 22 de outubro de 1884, filho de Manuel Augusto Bezerra de Araújo e de Cândida Olindina de Medeiros. Pertencia a uma importante família 4e políticos, uma das oligarquias de seu estado. Seu avô materno, José Bernardo de Medeiros, chefe político do Seridó por mais de três décadas no fim do Império ..."

Iniciada naturalmente pelos estudos elementares, a narração da vida e da trajetória do personagem faz-se tanto quanto possível em ordem cronológica, quebrada apenas em casos excepcionais e em benefício da melhor compreensão. Os textos de maior extensão são dotados de entretítulos destinados a amenizar a leitura e facilitar a localização da informação desejada.

No final do verbete consigna-se o local e data de morte, seguido do nome do cônjuge e do número de filhos. Havendo-se a família do cônjuge sobressaído no mundo político e cultural, essa circunstância é igualmente registrada, o mesmo ocorrendo no caso dos filhos e outros descendentes. Na situação, relativamente usual, de estar o casamento do biografado associado à sua carreira, o evento é inserido na ordem cronológica própria.

O verbete se encerra pelo arrolamento das obras escritas tanto pelo personagem como a seu respeito, nessa ordem. Para não alongar desmesuradamente o Dicionário, relacionam-se apenas os livros, eliminando, salvo casos excepcionalíssimos, os artigos e outros escritos de menor vulto. Os livros são designados pelo título, seguido sempre que possível do gênero, do número de ordem e da data da edição. Livros sobre o personagem e seus respectivas autores são mencionados quando efetivamente centrados na figura em tela.

Concluído o texto e de acordo com a classificação aludida mais acima, podem figurar os nomes dos responsáveis por sua elaboração.

Por último, são indicadas todas as fontes utilizadas na composição do verbete, apresentadas, por economia de espaço, de forma codificada. Uma bibliografia exaustiva incluída ao final da obra permite decodificar essas informações.

Também os verbetes temáticos incorporam informações comuns, embora, por englobar uma grande variedade de categorias, tais como instituições, eventos e conceitos, resistam ao enquadramento em padronização tão rígida quanto a adotada para o setor biográfico. Ainda assim, esses verbetes se desenvolvem obrigatoriamente através de um itinerário que inclui as seguintes etapas:

1. Abaixo do título do verbete, o primeiro parágrafo do texto destina-se a uma definição sucinta do tema, procurando precisar seus marcos temporais e espaciais de surgimento e extinção. Mencionam-se aí outros possíveis designativos, siglas e abreviações aplicáveis ao objeto em apreço.

2. Segue-se um capítulo dedicado à abordagem dos antecedentes, onde se trata da afinidade com instituições predecessores e/ou de conjunturas vigentes no período imediatamente anterior à emergência do tema.

3. Tanto quanto nas biografias, a evolução da matéria é acompanhada cronologicamente, adotando-se também entretítulos que abreviam a consulta. Indica-se a área geográfica de atuação ou de ocorrência; os principais fundadores, participantes e líderes; as finalidades e funções do objeto tratado; seus programas, estatutos e estrutura organizacional, assim como suas respectivas alterações; resultados no plano eleitoral e na esfera política em geral.

4. A conclusão do verbete relata o fechamento, dissolução ou encerramento do tema, procurando explicar as razões para o fato, a conjuntura em que se deu e as repercussões políticas que produziu. Apresentam-se, quando pertinentes, os elementos que sucedem ou substituem o tema desativado.

5. Ao final do texto, do mesmo modo que nas biografias, constam os nomes dos responsáveis pelo verbete, acompanhados da expressão "colaboração especial", se for o caso. Nessa última hipótese, a estrutura básica será respeitada com menor rigor, uma vez que as contribuições desses autores são publicadas, no essencial, tal como recebidas.

Entenda-se naturalmente que a eventual omissão de informações dos gêneros aqui enumerados, tanto nos temas quanto nas biografias, significará ou a inexistência das mesmas ou a impossibilidade de sua obtenção nos limites de nosso trabalho.

Na construção desta obra, perseguindo sempre o maior didatismo e clareza, adotou-se o princípio de descrever os eventos e instituições mencionados de modo que cada verbete fosse autônomo, ou seja, prescindisse de conhecimentos especializados ou da leitura de outros verbetes para ser compreendido. Assim, a narração dos mesmos fatos se acha repetida, com variáveis graus de profundidade, em tantos verbetes quanto necessário. Não foram utilizadas, portanto, remissivas de texto, comuns em obras do gênero.

Evitou-se ao máximo o recurso às abreviações, restritas à chamada "justificativa" das biografias e as limitadas incidências nas legendas e créditos de ilustrações. Nesse mesmo sentido, todas as unidades de informação são apresentadas, na primeira ocorrência de cada verbete, com sua designação por extenso. Grafa-se, assim, inicialmente Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e só então simplesmente INPS. O mesmo se dá com os antropônimos, incluídos, na primeira ocorrência, sempre de forma completa, ou seja, com pelo menos um prenome e o nome de família, ignorando-se as partículas pouco conhecidas, que apenas dificultariam a identificação do nome. Assim, na primeira ocorrência em cada verbete, constam Manuel Tomás de Carvalho Brito, João Alberto Lins de Barros, Juscelino Kubitschek (e não Juscelino Kubitschek de Oliveira), Prudente de Morais (e não Prudente José de Morais Barros). Nas ocorrências seguintes no mesmo verbete podem ser utilizadas formas reduzidas, tal como consagradas: Carvalho Brito, João Alberto, Kubitschek, Juscelino etc.

Os textos são pontilhados de datas, incluídas no mais das vezes com precisão que alcança o mês e, em alguns casos mais relevantes, o próprio dia e até a hora.

Buscou-se consignar os topônimos com suas denominações completas, as que tinham à época dos fatos e as atuais. Adotou-se o município, conforme instituído, como unidade administrativa básica, fazendo acompanhá-lo a sigla da correspondente unidade da federação, excetuadas as capitais de estado. Assim, qualquer localidade de ordem menor está, sempre que possível, referida ao município que a contém. As siglas dos estados e territórios brasileiros constam da lista de abreviações. Das cidades estrangeiras, salvo as mais conhecidas capitais, indica-se sempre os países a que pertencem.

Foi nosso intento em todos os verbetes proceder à seleção dos dados com a maior objetividade, fugindo tanto das apologias como dos libelos. Tratando de temas políticos e sociais, e além do mais de vigência muito próxima a nossos dias, é compreensível que se tenham percorrido diversas passagens polêmicas, sujeitas a variados enfoques e versões. Sempre que isso se deu, procuramos abonar o texto com a indicação da fonte e, tanto quanto possível, consignar duas ou mais visões do mesmo episódio. A menção da fonte se faz no próprio texto, além, como já ficou dito, do arrolamento geral ao final do verbete. Não foram utilizadas portanto notas de rodapé ou quaisquer outras.

As divergências porventura verificadas entre verbetes não devem causar espécie. Decorrem do uso de diferentes fontes igualmente fidedignas e traduzem com realismo o estado do conhecimento sobre o assunto. Preferimos que o conflito entre dois dados transmita ao leitor uma dúvida real, ao invés de inculcar-lhe, através de questões artificialmente fechadas, certezas que nossa historiografia ainda não pode estabelecer. À parte isso, dada a natureza do trabalho, pode-se admitir a incidência de incorreções e equívocos.

O tamanho dos verbetes foi estabelecido primordialmente em função da importância dos mesmos. As biografias de alguns dos expoentes da Segunda República, como Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha, Eurico Dutra, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Humberto Castelo Branco, assumiram efetivamente grande vulto, tendo mesmo a de Vargas merecido edição autônoma em livros.

Outros fatores contudo interferiram no dimensionamento dos verbetes, em especial a disponiblidade de dados. Essa contingência provocou dois tipos de desvios: quando a informação abundava em nível desproporcional à relevância do tema ou personagem, o verbete resultou algo maior do que o padrão da categoria; quando, ao contrário, a informação escasseava ou inexistia, o verbete naturalmente definhou, às vezes em desacordo com certo realce que seu objeto possa ter desfrutado, chegando mesmo em alguns casos a reduzir-se à expressão mais elementar.

Não deve pois o leitor se surpreender quando deparar com verbetes que se limitam unicamente a mencionar o cargo básico exercido por um figurante ou o momento de criação de uma instituição. Pensamos estar, assim, prestando o serviço de registrar a existência desses elementos, como que ressuscitando-os e deixando à pesquisa ulterior o rastreamento de suas trajetórias.

Finalmente, há que se fazer referência ao fato de que, com a finalidade de unificar e padronizar a grafia de topônimos e antropônimos da língua portuguesa, conforme fazem as mais respeitadas obras em que a matéria é ordenada alfabeticamente, adotamos o princípio de atualizar todos esses nomes de acordo com a ortografia vigente. Avaliamos o desconforto que tal atualização possa causar aos portadores desses nomes. Somos em princípio avessos a qualquer intervenção que altere o aspecto grafemático de nossos nomes, tal o vigor dos laços que nos unem aos mesmos. Razões sentimentais, históricas, de identidade, e de outra natureza são plenamente justificáveis. Proclamando nosso reconhecimento ao valor dessas razões, rogamos que se aceite estarmos animados dos melhores propósitos ao promover essa atualização, com a qual pretendemos apenas, a exemplo de todas as modernas obras do gênero, racionalizar a busca e identificação dos nomes.

(Extraído e adaptado da "Introdução", de Israel Beloch, para a 1ª edição do "Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro")

 

   

 

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